Olá lista,

aproveitando o papo, tem algumas coisas que nunca entendi, se alguém puder me 
esclarecer ou indicar algo, ficaria agradecido:

    - se a função-de-onda for um objeto físico, de que maneira isso seria 
contra nossas intuições ontológicas (clássica)? Só pela questão da ação 
fantasmagórica? De fato, isso é um problemaço, mas se não for *só* por isso, 
por que uma onda do mar não causa o mesmo espanto? Seria pela questão, na MQ, 
*o que está realmente sendo ondulado ali*? Uma onda, ontologicamente falando, 
não seria um objeto como qualquer outro com características próprias e tudo 
mais?

    - mas se a função-de-onda não for *real* e sim apenas probabilidade, a 
pergunta volta. Por ex, os jogadores profissionais de Poker trabalham com a 
probabilidade como se fosse algo real, e ganham (muito) dinheiro com isso 
porque, em certo sentido, ela é sim algo real! *A sorte não influencia a longo 
prazo*, é um dito popular no mundo do Poker. A longo prazo, a probabilidade é 
tão *sólida* quanto qualquer outra coisa. Você pode apostar milhões nela, e 
você vai ganhar (a longo prazo). Essa questão sobre a ontologia da MQ não se 
desdobra numa questão sobre a ontologia da probabilidade? 

tem algum sentido isso?

abraços,
Júlio César A. Custódio
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