Júlio Mais um pouco. Suponha que duas ondas A a B tenham, como sugere, "características próprias", que se me permite, vou traduzir por "terem identidade", de sorte que esses rótulos "A" e "B" funcionem como nomes próprios. Suponha que elas caminhem uma contra a outra, como duas ondas em uma corda, balançada por duas crianças, uma em cada ponta. Tá ligado? Continuo. As ondas se encontram, há uma superposição e elas continuam até o outro lado. Ou será que elas voltaram depois de se encontrar? Impossível saber. Quando chegam aos extremos, nem Deus pode dizer qual era A e qual era B. Se elas fossem como objetos comuns, a identidade seria mantida, não seria? D
------------------------------------------------------ Décio Krause Departamento de Filosofia Universidade Federal de Santa Catarina 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause ------------------------------------------------------ Em 23/02/2012, às 16:58, julio cesar <[email protected]> escreveu: > Olá lista, > > aproveitando o papo, tem algumas coisas que nunca entendi, se alguém puder me > esclarecer ou indicar algo, ficaria agradecido: > > - se a função-de-onda for um objeto físico, de que maneira isso seria > contra nossas intuições ontológicas (clássica)? Só pela questão da ação > fantasmagórica? De fato, isso é um problemaço, mas se não for *só* por isso, > por que uma onda do mar não causa o mesmo espanto? Seria pela questão, na MQ, > *o que está realmente sendo ondulado ali*? Uma onda, ontologicamente falando, > não seria um objeto como qualquer outro com características próprias e tudo > mais? > > - mas se a função-de-onda não for *real* e sim apenas probabilidade, a > pergunta volta. Por ex, os jogadores profissionais de Poker trabalham com a > probabilidade como se fosse algo real, e ganham (muito) dinheiro com isso > porque, em certo sentido, ela é sim algo real! *A sorte não influencia a > longo prazo*, é um dito popular no mundo do Poker. A longo prazo, a > probabilidade é tão *sólida* quanto qualquer outra coisa. Você pode apostar > milhões nela, e você vai ganhar (a longo prazo). Essa questão sobre a > ontologia da MQ não se desdobra numa questão sobre a ontologia da > probabilidade? > > tem algum sentido isso? > > abraços, > Júlio César A. Custódio > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
