Olá Andrea,  c/c aos  demais:

sim, esta  ideia, onde  todo  mundo ajuda e os orientadores  dão o
aval (não deixando  nas costas da SBL ou do GT de  Lógica) me parece
muito boa, e acredito que seja assim  que o João Marcos e o Ruy de
Queiroz tenham produzido  os verbetes de seus estudantes.

Por falar  nisso,  uma boa e fácil iniciativa seria  elencar entradas
"confiáveis"  da  Wikipedia em português. É claro que as  entradas da
Wikipedia sofrem mudanças, para  melhor pior,  e  mesmo  ataques de
propaganda e  ideologice,  mas se  tivéssemos um grupo  de entradas
para poder  recomendar aos estudantes, já seria alguma coisa.

Espaço  não é problema: há anos atrás tivemos uma iniciativa
semelhante, e criamos  um espaço na página  CLE sobre  "Educação", com
 artigos interessantes em português sobre  lógica, teoria da
demonstacao, semântica, filosofia da  matemática, etc.  O Jairo, o
Hércules, a Itala, e nem me  lembro quem mais escreveram verbetes ou
artigos introdutórios , mas  a coisa   morreu. Pode, contudo, ser
recuperada. O problema  é que essas  iniciativas sofrem do que chamo
"síndrome do balão-galinha", aqueles balõezinhos feitos de  jornal que
as crianças felizes de antigamente  soltavam  no quintal  -sobem 4
metros e  morrem em 45 segundos.

Se  pudermos de alguma forma evitar  o "balão-galinhismo" a  ideia
poderá funcionar...

um abraço,

Walter

Em 7 de abril de 2012 12:55, Andrea Loparic <[email protected]> escreveu:
> Olá, Walter, Decio, João, Ricardo e demais amigos,
>
> Quando eu era coordenadora da Pós da USP e colaboradora do site da ANPOF
> tentei lançar a idëia de um Glossário da Filosofia em português, onde,
> naturalmente
> haveria espaço para a lógica. O João Carlos se entusiasmou, chegamos até a
> criar
> o logo do glossário - ainda tenho como recuperá-lo - mas, por uma razão ou
> outra, o projeto acabou não indo pra fente. A minha idéia para a Pos da USP
> era a seguinte: cada aluno de Pos escreveria 2 ou 3 verbetes ligados ao tema
> do seu trabalho e submeteria ao orientador que, se aprovasse, daria
> o"publique-se".
> Tem ferramentas ótimas para esse tipo de coisas já mais ou menos prontas.
> Uma delas, que é a usada por Tereza, minha filha, webdesigner e webmaster da
> Anpof, é o software livre "Spip",  Claro,  há outros. também bons, falo
> desse porque
> tenho acesso mais facilmente.
> Podíamos reativar o projeto, restringindo-nos apenas à Lógica, com as
> adaptações
> que fossem consideradas interessantes.  Se fizermos isso, podemos deixar
> apenas
> alguns links na wikipedia,  no site da Anpof. no do CLE, nos sites dos
> Deptos, etc...,
> mas terímos um espaço próprio do glossário de lógica. Se quiserem, eu tenho
> onde
> alocar sem custo - por exemplo, no espaço onde tenho o paralogics.net;
> poderia
> aparecer como um sibdomínio desse domínio ou como um novo domínio  que
> regstrássemos - afinal, o custo do registro é irrisório.
>
> Querem pensar no assunto?
>
> Beijos,
>
> Andrea
>
> Em 7 de abril de 2012 08:35, Walter Carnielli <[email protected]>
> escreveu:
>>
>> Caro Décio:
>>
>> como ex-presidente da SBL ex-coordenador do Gt de Lógica da ANPOF
>> posso  lhe assegurar que a quantidade de coisas as quais  estas
>> instituições devem se ocupar  (usando  sempre  os escassos recursos a
>> ajuda  voluntária) é grande demais para  carregar mais  este piano...
>> Além disso, esta  "censura  prévia" é contra  o espírito da Wikipedia.
>> O que poderia ser feito é gente   competente como você, por exemplo,
>> escrever os verbetes. O Ruy de Queiroz, o João Marcos e outros colegas
>> da  lista têm preparado, conm seus estudantes, ótimos verbetes.
>>
>> Mas note que a   Wikiversidade  não é a mesma coisa que a Wikipedia!
>>
>> [ ]s
>>
>> Walter
>>
>> Em 6 de abril de 2012 14:07, Décio Krause <[email protected]>
>> escreveu:
>> > Ricardo e demais
>> > Sim, o potencial da wiki é obviamente excelente, mas o que pode sair...
>> > Seria bacana se alguma sociedade, como a SBL, ou o GT-Lógica da ANPOF
>> > desse o seu aval para os verbetes a serem disponibilizados. Isso, acho,
>> > poderia ser feito sem problemas e poderíamos então contar com essa
>> > importante ferramenta. Acho que a proposta poderia ser mais ou menos a
>> > seguinte, sujeita a chuvas e trovoadas:
>> > - alguém se habilita a escrever um verbete para a  Wikipédia em
>> > português.
>> > - escreve o artigo, não o coloca on line, mas envia-o para o órgão
>> > selecionado, que providenciará um ou mais pareceristas, que darão palpites,
>> > apontarão sugestões etc. O artigo pode mesmo ser coletivo, sem problemas.
>> >  Como em uma revista. Irão dizer que já há revistas, que já estamos
>> > atolados, etc. Mas há que se reconhecer a importância desse meio de
>> > comunicação e a nossa necessidade de que os textos passem sim por 
>> > revisores.
>> > O que acham?
>> > D
>> >
>> >
>> >
>> >
>> > ------------------------------------------------------
>> > Décio Krause
>> > Departamento de Filosofia
>> > Universidade Federal de Santa Catarina
>> > 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>> > http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>> > ------------------------------------------------------
>> >
>> > Em 06/04/2012, às 10:30, Ricardo Pereira <[email protected]> escreveu:
>> >
>> >> Decio e demais colegas listeiros,
>> >>
>> >> Não devo ter me expressado bem.
>> >>
>> >> Não acho que o conteúdo está bom. Apenas me refiro ao potencial que
>> >> penso ser excelente.
>> >> Se os colegas, como alguns parecem demosntrar, não acreditam no
>> >> funcionamento desses sistemas tipo Wikipédia (onde qualquer um pode
>> >> editar a quase qualquer tempo*), entendo perfeitamente. Se assim o
>> >> for, por questões de coerência, imagino que os colegas também não
>> >> gostem da wikipédia como um todo (inclusive em inglês), já que o
>> >> sistema é o mesmo.
>> >>
>> >> Mais uma vez: em nenhum momento estava me referindo ao conteúdo
>> >> enquanto modelo, mas ao sistema de colaboração e o respectivo objetivo
>> >> específico.
>> >>
>> >> *Há mecanismos visando tornar o sistema mais robusto.
>> >>
>> >> 2012/4/4 Decio Krause <[email protected]>:
>> >>> Ricardo
>> >>> O verbete "Introduction to Logic"começa assim: "Logic is the analysis
>> >>> of arguments.".
>> >>> Hoje em dia não se pode mais aceitar uma "definição" desse tipo. Basta
>> >>> ver a seção 03-Mathematical Logic and Foundations da MSC, que diz o que 
>> >>> é a
>> >>> Lógica (a disciplina) hoje, para ver que teoria da recursão, forcing,
>> >>> modelos booleanos, fundamentos da teoria dos conjuntos, etc. fogem disso.
>> >>> Outra coisa é considerar uma lógica particular, que aí sim pode ser vista
>> >>> como um certo mecanismo de inferências, mas são coisas distintas (para 
>> >>> mim
>> >>> ao menos). Mas "análise de argumentos"? Como levar a sério uma coisa 
>> >>> dessas?
>> >>> Seria sim um bom mecanismo de divulgação, mas depende de QUEM escreve. 
>> >>> Não
>> >>> pode ser qualquer um.
>> >>
>> >> --
>> >>
>> >> []'s ...and justice for all.
>> >>
>> >> Ricardo Gentil de Araújo Pereira
>>
>>
>>
>> --
>> -----------------------------------------------
>> Prof. Dr. Walter Carnielli
>> Director
>> Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
>> State University of Campinas –UNICAMP
>> 13083-859 Campinas -SP, Brazil
>> Phone: (+55) (19) 3521-6517
>> Fax: (+55) (19) 3289-3269
>> Institutional e-mail: [email protected]
>> Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>



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Director
Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
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