Recomendo ao Júlio que busque na literatura mais suporte para suas
perguntas.

Mas, a analogia dele eu posso entender do ponto de vista filosófico. Os
dois Marcelos responderam bem acima. Mas, se a resposta deles não é
compreensível a você, explico de outra forma:

Na verdade o que se passa é que o mecanismo M, como você chama, seria um
caso particular de uma classe de mecanismos "mais gerais". Ou seja, por
alguma especificidade de M, x, y e z em C não se encaixam. Mas, se houver
um mecanismo M+, que estende M, as peças x, y e z podem ser encaixadas em C.

Expliquemos assim "x e y não se 'encaixam' numa conjunção" significa que o
mecanismo M as interpreta e atribui valor zero à conjunção. Por que? Não
por um motivo arbitrário, mas por que M somente pode atribuir zero ou 1 a
qualquer peça, sozinha ou numa fórmula complexa. Assim, se y é a negação de
x, o valor de y será igual /x-1/ e a conjunção x&y toma como valor o menor
dentre os dois. Ora, outro mecanismo M+ pode atribuir às duas peças valores
entre 0 e 1. Assim se /x/=0,75, /~x/=/x-1/=0,25. A conjunção dos dois toma
o menor valor, donde a contradição x&~X recebe o valor 0,25 por M+ e não
zero.

Espero que fique assim melhor de você perceber a situação. Leia mais depois
disso.

Em 10 de abril de 2012 23:41, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:

> Se entendo bem a situação ilustrada, ela pressupõe que:
>
> (1) não há um encaixe das peças x, y, z em C segundo o mecanismo M
>
> (2) há um encaixe das peças x, w, z em C segundo o mesmo mecanismo M
>
> Parece especialmente ruim o "exemplo" (seja o que for que você esteja
> querendo exemplificar).  Ou será que em (2) você pretendia usar um
> mecanismo N diferente de M, e manter a peça y, ao invés?
>
> JM, nem M nem N
>
>
> PS: Continua um pouco difícil entender o que você chama de "lógica"...
>  Insto-lhe a procurar se informar um pouco melhor a respeito destas
> coisas, se não quiser continuar recebendo bordoadas (agora de certa
> forma até justificadas) dos colegas!
>
>
> 2012/4/10 Julio César <[email protected]>:
> >
> > Senhores,
> >
> > A título de ilustração: imaginem x,y e z como peças de Lego dentro de
> uma caixa C. Chamemos aqui de "lógica" o mecanismo pelo qual as peças se
> encaixam (pode-se entender como instrução de encaixe). Imaginem que alguém
> verificou corretamente que x, y e z não possuem encaixe lógico. E essa
> pessoa diz então:
> >                           (a)   "As peças na caixa C não possuem encaixe
> lógico".
> > Imaginem também que certo interlocutor, por um motivo qualquer, quer
> provar que existe outra lógica de encaixe das peças através da qual (a) se
> torne falsa. Para tal, ele retira da caixa C a peça y e coloca a peça w, de
> forma que a peça w, junto com x e z, tenham agora um encaixe lógico. Assim,
> (a) é falsa, logo, existe sim outra lógica de encaixe das peças.
> >
> > Pergunta: Vocês considerariam legítima tal prova?
> >
> > abs
> > Júlio César A. Custódio
>
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