Caro Júlio,

Mas, não parece que os holandeses que rejeitam a noção histórica de que a
Holanda não foi independente raciocinem em termos de ramificações. Na
verdade, eles raciocinam numa espécie de ucronia ou de anacronia. Ou seja,
eles olham para todos os estados de coisas/ eventos possíveis mas sem os
organizar em árvores. Se eles organizassem os eventos em árvores, aceitando
que os fatos passados são imutáveis, etc., eles aceitariam a ideia de que
(imutavelmente) a Holanda não era independente antes da sua independência.

Em 30 de novembro de 2012 08:45, Julio Lemos <[email protected]> escreveu:

> "Mas, se* é **possível* que antes a Holanda tenha sido não-independente,
> então ser
> independente não é necessário, mas contingente."
>
> Creio que "era possível"* *fosse mais adequado que "é possível" [que a
> Holanda tenha sido não-independente]. Isso foi possível, mas não é mais.
> Qualquer fato passado é imutável, portanto necessário, consequência do
> modelo de ramificação somente para o futuro, com o passado linear. Ao menos
> acredito que seja o modelo mais adequado para a história.
>
> Se a Holanda foi independente no passado, então é necessário que tenha
> sido independente. Mas de fato ser independente *simpliciter* é
> contingente.
>
> []s
> Julio
>
> 2012/11/29 Tony Marmo <[email protected]>
>
>> Mas, se é
>> possível que antes a Holanda tenha sido não-independente, então ser
>> independente não é necessário, mas contingente.
>>
>
>
>
> --
> Julio Lemos, PhD
> Formal Logic / Philosophy of Law
> University of São Paulo
>
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a