Marcelo
Não é do seu tempo, mas eu fui educado na "matemática moderna". Depois, eu li 
muito sobre o assunto e para mim transpareceu o que relata: professores não 
adaptados. Eles simplesmente não sabiam do que se tratava. Certo que houve 
abusos, mas o problema era essencialmente esse. O mesmo deve ocorrer com a 
teoria de categorias, como aponta você. Quem iria ensinar? 
Se impantassem isso, ia sair m*. Sorry.
Abraço
D



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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 12/03/2013, às 11:53, Marcelo Finger <[email protected]> escreveu:

> 2013/3/12 Decio Krause <[email protected]>
>> Lembre que Lawvere sugere que se se ensine matemática via categorias. Por 
>> que não?
> 
> Porque não há professore(a)s que saibam a matéria para ensinar.
> 
> O problema não é ensinar lógica clássica/não-clássica.  O problema é que quem 
> ensina não entende patavinas de lógica e, pior, não entende sobre como 
> ensinar lógica.
> 
> IMHO, bons professores de lógica proposicional clássica resolveriam o 
> problema.
> 
> []s
> 
> 
>  
>> Abraço
>> Décio
>> 
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>> Décio Krause
>> Departamento de Filosofia
>> Universidade Federal de Santa Catarina
>> 88040-940 Florianópolis, SC -- Brasil
>> deciokrause[at]gmail.com
>> www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>> ________________________________
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> Em 11/03/2013, às 11:17, Tony Marmo escreveu:
>> 
>> > Caro Professor Décio,
>> >
>> > Aproveitando essa discussão, pergunto: não é esse tipo de dúvida mais uma 
>> > prova de que já é o tempo de começar o ensino da lógica não mais pela 
>> > lógica clássica?
>> >
>> > Em 10 de março de 2013 23:12, Décio Krause <[email protected]> 
>> > escreveu:
>> > Oi, Luiz
>> > Sim, concordo plenamente que de  P podemos inferir P na maioria dos casos, 
>> > mas em algumas lógicas isso não vale. O seu critèrio de P é verdadeiro sse 
>> > ~P é falso traz outro problema: o da verdade e da falsidade. Nos cursos 
>> > iniciais de Lógica, isso tudo é tomado intuitivamente, mas uma discussão 
>> > mais detalhada aponta os problemas.
>> > Outra coisa. Você colocou  uma boa questão sobre a possibilidade de haver 
>> > argumentos que são falaciosos tout court. Isso depende do que chama se 
>> > argumento e como eu disse na mensagem anterior, não há uma definição 
>> > precisa disso. Mas suponha que você elabore um argumento A. Invente agora 
>> > uma lögica que tenha A como regra de inferência. Pronto, ele é válido. Mas 
>> > você tem razão em dizer que precisamos pensar mais sobre o assunto.
>> > Abraço
>> > Décio
>> >
>> >
>> >
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>> > Décio Krause
>> > Departamento de Filosofia
>> > Universidade Federal de Santa Catarina
>> > 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>> > http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>> > ------------------------------------------------------
>> >
>> > Em 10/03/2013, às 21:35, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:
>> >
>> > > Caro Decio, muito obrigado pelos comentarios (desculpe a falta de 
>> > > acentos).
>> > >
>> > > Sobre a negacao no argumento falacioso, infelizmente nao tenho 
>> > > conhecimento sobre o 'nao' intuicionista e paraconsistente e, portanto, 
>> > > nao tenho uma resposta para lhe dar. Acredito que a definicao 
>> > > extensional de '~' nos argumentos falaciosos apresentados seja essa: ~P 
>> > > tem valor true sse P tem valor false.
>> > >
>> > > Interessante observar que padroes de derivacao outrora validos em um 
>> > > determinado sistema sao invalidos em outros - nao havia considerado 
>> > > isso. Nao sera o caso que alguns padroes de derivacao sao falaciosos em 
>> > > todos os sistemas? Ha como provar isso? Em particular, ha algum sistema 
>> > > em que (LOE) seria valido? Preciso pensar sobre o assunto.
>> > >
>> > > E sim, nao vejo impedimento em classificar como argumento algo como:
>> > >
>> > > (1) P
>> > > (2) Portanto, P (from 1)
>> > >
>> > > Certamente o imperativo 'defina seus termos' precisa ser observado.
>> > >
>> > > Thanks,
>> > > LR
>> > >
>> > > --
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