Olá pessoal, sou novo aqui e no estudo da lógica formal. E estou com uma 
dúvida sobre o princípio da identidade, se alguma alma boa ai puder me 
elucidar será de grande ajuda.

Lendo o livro Lógica e Dialética, do Mario Ferreira dos Santos, encontrei 
este trecho numa abordagem sobre a dialética hegeliana:

O pensamento, que não produz mais que determinações finitas e que nelas se 
> move, chama-se inteligência no mais genuíno sentido da palavra. Mas, se 
> aprofundarmos um pouco, veremos que a finitude das determinações 
> conceituais se produz de duas maneiras: uma, enquanto são meramente 
> subjectivas e estão em oposição permanente com o seu objecto; outra, 
> enquanto por seu conteúdo limitado, tais determinações se contradizem entre 
> si, e muito mais com o absoluto" (Idem, pág. 60). Se considerarmos o 
> conceito apenas em si teremos a lógica de Aristóteles; se o considerarmos 
> em sua relação com o absoluto, ou como parte, ou momento no devir da Idéia 
> teremos a posição hegeliana. A primeira constrói o princípio de identidade, 
> que apenas revela uma lei do intelecto abstracto, salienta Hegel. "A forma 
> da proposição (A = A, do princípio identidade) desde logo se contradiz a si 
> mesma, pois toda proposição promete uma diferença entre sujeito e 
> predicado, e esta não realiza aqui o que promete por sua forma. Mas é de 
> notar, especialmente, que ela é negada pelas outras leis do pensamento, que 
> procedem diferentemente. Quando se afirma que o princípio de identidade não 
> pode ser provado senão que a consciência lhe presta sua adesão e que a 
> experiência, à tal suposta experiência é preciso opor a experiência 
> universal de que nenhuma consciência pensa, nem tem representações, etc, 
> nem sequer fala, segundo esta lei; e que nenhuma existência, qualquer que 
> seja ela, existe segundo ela. O falar, segundo esta pretendida lei da 
> verdade (um planeta é um... planeta; o magnetismo é... o magnetismo; o 
> espírito é... o espírito), passa, com plena razão, como uma falar estúpido, 
> e essa, sim, é que é uma experiência universal. A escola na que só tinham 
> valor estas leis, com sua lógica em que eram expostas a sério, perdeu há 
> muito tempo crédito, tanto ante o bom senso como ante a razão" 
> (Enciclopédia, pág. 203-204) 


- Página 128.

A minha dúvida é: *afinal, o princípio da identidade possui seu fundamento 
exatamente onde?*

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