Há mais de um tipo de negação. Consideremos a definição de negação ~P= 1-P, que é usual. Precisamos das muitas outras negações pensadas na literatura para chegar a uma lógica em que a trivialização não é um princípio? Ou essa definição usual já seria suficiente para o propósito mencionado?
Vejamos, então o caso de uma lógica trivalente. Suponha A=1/2, donde ~A=1/2. Disto se segue que A&~A=1/2. Podemos dentro da mesma linguagem definir A=>B como ~AouB. Mas, para A=1/2 não será o caso que A&~A=>B. Então, não vale o princípio da trivialização, mas a negação é usual. https://independent.academia.edu/TonyMarmo > On 29 May 2020, at 22:40, Joao Marcos <[email protected]> wrote: > > >> >> Implicação é um geral nome que se dá a vários operadores binários. Um deles >> é a famosa implicação material. Uma maneira de definir implicação material é >> através da disjunção e da negação. A implica B seria o mesmo que não A ou B. > > As negações 3-valoradas e 4-valoradas consideradas nestes artigos não > são *clássicas*... > > Pense um pouquinho: como você definiria a "implicação material", > digamos, a partir da disjunção (clássica, ou intuicionista) e a > negação _intuicionista_? > > JM > > Nota: Isto não quer dizer que não seja possível definir em alguma das > citadas lógicas multi-valoradas uma _outra_ implicação com sabor > "material", ou mesmo uma negação com sabor "clássico". Mas, de fato, > tais definições nem sempre estão disponíveis. > > -- > http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para [email protected]. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/6377A9AD-32D6-419D-9939-DC66FFECE655%40gmail.com.
