bambus são bambus, falar "bambu" é outra coisa.

"tecnologia" é palavra e metareciclagem ainda não tem sua própria língua.

acho que tamos precisando brincar mais por aí, e já vi renca de gente
aqui na lista falando a respeito disso mesmo. dp, hdhd, ffff... e o
tupi, flutuando como sopa no éter. serás nosso guia, tupi? :)

metareciclagem é um vento forte nas planícies, deixemos a outros que
joguem palavras ao vento; não sei como, mas oficina de metarec da
"tecnologia linguística", ou "de como transformar palavras em
borboletas".

metareciclagem é entortar uma colher com a mente.

cyrano.


Em 04/05/06, Dalton Martins<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
e com certeza �.
escolhemos tecnologia por uma mera conflu�ncia de fatores.
poderia ser com varas de bambu para fazer pipas...
o objetivo tem sido a tempos apenas o jeito de caminhar...
resultados... bem, isso � coisa para governos.

abs,
dalton


--- Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> na real, tecnologia tem uma coisa bunita...
>
> "Etimologicamente a palavra Tecnologia é a conjunção dos termos
> tecn(o) e
> lógia, cuja origem provém da Grécia antiga. O termo tecn(o) surge
> do grego
> techno, de techne (técnica), expressando a ideia de arte ou
> habilidade. No
> entanto a partir do século XIX, na linguagem erudita surgiu o termo
> lógia
> que deriva do grego log(o), significando palavra, estudo, tratamento
> ou
> conhecimento."
>
> mas aí eu tava agora há pouco num momento de silêncio
> e me ouvi pensar que metareciclagem não é uma perspectiva
> tecnológica, mas educacional.
>
> f
>
> On 5/3/06, Daniel Pádua <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> >
> > acho que se tudo é tecnológico, se dos processos mais
> > elementares do pensar humano até a construção coletiva de
> > coisas gigantescas e complexas são aplicação da técnica,
> > então não faz sentido usar esse conceito. ele é intrínseco.
> >
> > faz mais sentido falar de processos... de usos. exemplo:
> > "vamos comer?" (leva ao fazer técnico do plantio ou criação
> animal, daí ao
> > abate ou colheita, preparo, culinária, comer, cagar)
> >
> > e isso serve pra:
> > "como eles vão me ouvir daqui, a tantos quilômetros?"
> > "toca esse som depois desse aqui, fiédaputa!"
> > etc.
> >
> > acredito que agir é fazer tecnologia. eu pelo menos tenho
> > buscado nem usar o termo tecnologia ao falar de metareciclagem.
> > porque é isso aí: "tecnologia" é uma exceção linguística
> criada
> > no capitalismo para taxar o produto da moda. assim como falar
> > "lixo" é anular o valor de um produto que gastou em sua função
> > original ou não está na moda. metareciclemos a linguagem.
> >
> > :D
> >
> > aloha,
> > dp.
> >
> >
> >
> > On 5/3/06, Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > pensando nos dias de hoje e sobre metareciclagem como conceito e
> > prática,
> > > penso que o que oferecemos de novo é uma visao diferenciada
> sobre o uso
> > de
> > > máqunas, técnicas e tecnologia.
> > >
> > > máquina pode ser definida de variadas maneiras, mas adotamos a
> idéia de
> > que
> > > máquina carrega inicialmente a intencao de uso de quem a
> > > pensou/inventou/construiu. desta forma é política e embute uma
> > ideologia.
> > > bill_gates vê o computador como uma máquina de produtividade
> para
> > empresas e
> > > que a riqueza traz desenvolvimento que, em tese, seria
> compartilhado por
> > > todos. linus torvalds viu o computador como uma máquina de
> compartilhar
> > e
> > > desenvolver conhecimento, na forma de softwares (so) e liberou a
> sua
> > criaćão
> > > para ser criticada/modificada/melhorada.
> > >
> > > neste sentido e no do texto, uma máquina de engenho de cana não
> difere
> > de
> > > uma máquina computadora, pois ambas criam uma classe dominante
> definida
> > por
> > > uma relaćão econômica/política entre pessoas. A diferenciacao
> se faz
> > pela
> > > propriedade e de como esta máquina será utilizada: para
> produzir
> > escravos ou
> > > para produzir dados/informaćão/conhecimento compartilhado.
> > >
> > > minha proposta nos fundamentos da metareciclagem é que
> desconstruamos o
> > > significado de senso comum não só sobre tecnologia, pois ela é
> > resultado,
> > > produto de um trabalho coletivo ou individual; mas ainda de:
> ferramenta
> > (que
> > > cria máquinas), máquinas (que além de produtos, produzem
> > > informacao/conhecimento/política/etc) , técnicas que são
> > > modos de se manipular/produzir sentidos e tecnologia que é o
> conjunto de
> > > determinadas técnicas para determinados fins.
> > >
> > > vide:
> > >
> >
>
http://metareciclagem.org/wiki/index.php/Curso_Fundamentos_de_MetaReciclagem
> > >
> > > há um autor que teoriza muito bem isto, Don Ihde, mas acho que
> não tem
> > > nenhum livro dele traduzido para o português. Vide mais a fundo:
> > > http://scholar.lib.vt.edu/ejournals/SPT/v1_n1n2/ihde.html
> > >
> > > Este texto, que é bem interesante do Simondon foi traduzido de
> onde?
> > >
> > > Ainda sobre tecnologia e escola gosto muito deste autor, Paulo
> > Cysneiros:
> > >
> >
>
http://72.14.203.104/search?q=cache:UhlZfLMDnl4J:168.96.200.17/ar/libros/anped/MC16.PDF+cysneiros+ihde&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=6&client=firefox
> > >
> > > abs
> > > mbraz
> > >
> > >
> > > Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > >  e um simondon...
> > >
> > > como a metareciclagem se relaciona ao trabalho manual?
> > > será que a gente inverte essa lógica?
> > >
> > > From: Thiago Novaes
> > > Date: May 1, 2006 10:53 PM
> > > Subject: Re: re, re, re, re, re
> > >
> > >
> > > Mas nos endereçamos aos alunos das escolas. Fundadas no século
> XIX
> > > para instruir os alunos da burguesia, as escolas distribuíram
> uma
> > > cultura cuja dominante é um simbolismo, sobre tudo verbal,
> deixando em
> > > seguida um lugar mais largo para o pensamento matemático. Essa
> cultura
> > > secundária não estava se não com uma aparência imprensada: de
> fato, o
> > > lazer, como condição da cultura entendida e no sentido do
> século XIX,
> > > é uma proibição que define um limite separando uma classe
> social de
> > > outra: a proibição do contato direto da mão e a matéria
> significa de
> > > fato não lazer, mas um recurso ao intermediário a serviço,
> servo ou
> > > operário. O caracter desonroso do trabalho manual é a
> expressão de um
> > > significismo social: manipular a matéria, é se aventar membro
> de uma
> > > classe social dominada. O único gesto autorizado ao membro de
> uma
> > > classe social dominante é dar ordem. Ele não deve ser efetuador
> é
> > > executor. As línguas antigas, tais quais estavam sendo refinadas
> no
> > > século XIX não eram desinteressadas: elas davam ao individuo de
> uma
> > > classe social dominante a linguagem exotérica segundo a qual ele
> > > poderia legislar e ferir e definir os valores segundo os quais as
> > > relações interindividuais seriam julgadas. O latim era, por sua
> > > formação, a língua de Virgílio, mas para uso, aquela do
> direito: isso
> > > explica a preferência acordada ao latim sobre o grego, língua
> que ao
> > > contrário está mais conforme a cultura que a civilização
> francesa
> > > deveria procurar e mais rico para a formação do vocábulo
> > > desinteressado (de ciência pura).
> > >
> > >  Mas a realidade social que presidiu a criação das escolas não
> é
> > > mais aquela de hoje. O simbolismo verbal não basta mais. Sem
> dúvida,
> > > os alunos das escolas não se tornam geralmente operário ou
> artesãos:
> > > Eles não têm necessidade de um aprendizado. Os Engenheiro ou
> > > administradores devem conhecer a máquina, porque ele deve
> assumir e
> > > pensar a relação social que há em relação ao homem e a
> natureza. Essa
> > > relação, o operário vê, mas o administrador não ele não a
> pensaria
> > > como uma matéria abstrata se ele não a tivesse existencialmente
> a
> > > vivido durante o seu período onde esse ser se forma, isto é
> durante a
> > > infância ou adolescência. Mais tarde, tornada adulta, abordando
> a
> > > máquina no laboratório somente, ele não teria aquela relação
> abstrata,
> > > sendo alimentador de um pensamento alienado.
> > >
> > > SIMONDON, 1953
> > >
> > > trad livre
> > >
> > > novaes
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