nossa...que medrosa..hehehe

bem, o terror sempre se organizou em rede. isso não é novidade.

mas acho que estamos lidando apenas com o modelo de catedral e bazar. estamos lidando com protocolos entre poderes. o terror acabou pq se fez um acordo. é a lógica da microfisica do poder...

o sargento marcola (o cara não é nada mais do que um sargentão) fez um acordo com o comando da policia e reconquistou todas as licenças para 'bandidar'. e mais alguma coisa pela ruptura do acordo anterior e pela demonstração de poder. vivemos uma grande farsa. e isso dá um medão...hehe

bjs
hdhd
On 5/16/06, patricia <[EMAIL PROTECTED]> wrote:


Concordo com o Dalton, sobre a topologia, e com o Márcio sobre o fascismo do
PCC. O que eu sei é que a polícia de São Paulo, hoje, está com licença para
matar. E a maioria das pessoas torce para que o Estado aceite a ajuda
federal e coloque a Guarda Nacional (quem são esses?) e o Exército nas ruas.
É a agenda ao revés: com a aprovação do "senso comum", os caras respondem à
violência do PCC com a violência institucionalizada. Eu tenho medo das duas.
E apesar disso, vejam só, estava estranhamente feliz com a idéia de bancos
metralhados, shoppings fechados, donos de companhias de ônibus tendo que
renovar a frota. Satisfação por constatar o poder da rede? Não sei, sentir
isso também me dá medo ...

pati




----- Original Message -----
From: "Dalton Martins" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Lista do projeto MetaReciclagem" < [email protected]>
Sent: Tuesday, May 16, 2006 12:20 PM
Subject: Re: [MetaReciclagem] Catedral e o Bazar em São Paulo.



márcio,

não veja apenas os aspectos políticos.
veja a topologia do movimento. é disso que estou falando.
se ele está sendo desenhado por um movimento fascista ou não, isso é
outra questão. é claro que há um tanto de desorientação nisso, mas
estou apenas olhando para o fluxo do processo como uma rede. é dentro
disso que vejo as semelhanças...

abs,
dalton

--- "Márcio Jr." <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> dalton,
> acho arriscada esse tipo de análise. pois o que temos são duas
> práticas
> fascistas colocadas em marcha pela policia e pcc.
> o pcc introduziu uma nova forma de relacionamento nas costumeiras
> negociações econômicas entre prisão, administração e sociedade. ele
> se
> afirmou como defensor do território, dos prisioneiros e de seus
> familiares,
> com base num montante em dinheiro obtido por meio de roubos a bancos,
> preferencialmente estatais e estaduais, atividades produtivas ilegais
> e *contribuições
> *de presos para obtenção de privilégios e seguros de vida. além
> disso, busca
> vincular-se ao Estado por meio de estratégias diplomático-militares.
>
> pretende ser um Estado dentro do Estado. constitui-se numa
> organização
> associada ao fundamentalismo no cumprimento da ordem, como mostra seu
> Estatuto, e ao narcotráfico, enquanto atuação. ancorado numa
> legitimidade
> obtida por meio da ameaça de morte e introjeção do medo,
> características
> primordiais do Estado, procura retraduzir os procedimentos
> diplomático-militares no interior do jogo político. ao aniquilar as
> demais
> facções no interior da prisão, anula qualquer luta por hegemonia,
> colocando-se como protagonista legítimo para dialogar com o Estado.
>
> utiliza-se  externamente dos expedientes de relações internacionais.
> expõe
> com sua política fascista a confiança dos seus governados nas
> negociações
> com o Estado de Direito. Conhecendo ou não estes expedientes, ele se
> localiza numa posição semelhante a vivida pelo  Estado de Direito e o
> Fascismo, durante os anos 1930 e 1940, quando a grande ameaça era o
> comunismo.
>
> de um lado o PCC nos mostra uma ponta fascista do *iceberg*. ele não
> quer
> melhoria das condições na prisão, muito menos acabar com a prisão:
> ele
> precisa dela para existir. de outro lado, setores que arvoram em
> defender a
> sociedade afirmam a necessidade de presídios de segurança máxima,
> política
> de  tolerância zero e controle eletrônico de vigilância. pouco
> importam as
> palavras, pois os chamados cidadãos livres já vivem esta situação
> aderindo
> aos dispositivos eletrônicos de controle e segurança de casas,
> escolas,
> escritórios, divertimentos, ruas e  polícia privada, vivendo nas suas
> inconfessáveis clausuras. a prisão ainda não atingiu este patamar.
> todavia a
> rebelião de 18 de fevereiro de 2001, e a que acontece agora,
> mostraram que
> estes dispositivos estarão a disposição dos prisioneiros para os seus
> usos e
> abusos. e desta vez foi o telefone celular. nada mais do que isso.
>
> por isso acredito que catedral e bazar não se aplicam aqui. a não ser
> que
> você entenda o bazar como o duplo da catedral, tendo a consciência de
> que o
> duplo é o mesmo espelhado.
>
> abraços.
> márcio.
> > _______________________________________________
> Metarec mailing list
> [email protected]
> http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
>


www.metareciclagem.org
______________________

            .''`.
           : :'  :
           `. `'`
             `- Orgulho de ser MetaRecicleiro



_______________________________________________________
Novo Yahoo! Messenger com voz: Instale agora e faça ligações de graça.
http://br.messenger.yahoo.com/
_______________________________________________
Metarec mailing list
[email protected]
http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec


--
No virus found in this incoming message.
Checked by AVG Free Edition.
Version: 7.1.392 / Virus Database: 268.5.6/337 - Release Date: 11/5/2006

_______________________________________________
Metarec mailing list
[email protected]
http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec



--
hernani dimantas
http://buzzine.info
_______________________________________________
Metarec mailing list
[email protected]
http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec

Responder a