esse comentário me ajudou a organizar melhor as idéias... acho q os
passos propostos se encaixam nos q vc falou:

 1. quando usamos uma tecnologia;
1. Acesso à Internet
2. Acesso a serviços da Rede
3. Acesso e treinamento em softwares de escritório

 2. quando interferimos no aspecto estético dessa tecnologia;
4. Análise crítica de meios de comunicação e de seu conteúdo
5. Acesso e treinamento em produção de conteúdo para Internet
6. Acesso e treinamento em software e técnicas de produção multimídia

 3. quando interferimos nos mecanismos de funcionamento e de finalidade
dessa tecnologia...
7. Treinamento em técnicas de manutenção de hardware
8. Treinamento em técnicas de programação

obrigado,
pixel

On 10/13/06, Dalton Martins <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
uma vez, a apresentação do submidialogia do ano passado, eu estudei um texto
que achei bastante bacana que dizia que há 3 níveis de apropriação
tecnológica:

 1. quando usamos uma tecnologia;
 2. quando interferimos no aspecto estético dessa tecnologia;
 3. quando interferimos nos mecanismos de funcionamento e de finalidade
dessa tecnologia...

 metareciclagem, em minha visão, tenta se prestar as essas 3 dimensões,
sendo que elas vão crescendo em complexidade e proximidade com a tecnologia,
até o ponto em que sou capaz de dar novo significado a um dado sistema.
 isso não vale só para computadores, vale para qualquer tecnologia que
pensarmos.

 minha onda agora é como metareciclar antes dos computadores, nas
comunidades onde nem energia elétrica tem... falo mais disso daqui a
pouco...

abs,
dalton



On 10/13/06, yago quiñones <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> extremamente interessante o artigo, acho que é fundamental a reflexao
sobre a inclusao digital. a reapropriaçao de que tanto se fala so é possivel
atraves de uma serie de conhecimentos bastante sofisticados, e que estao
relacionados com certas condicoes privilegiadas (socio-economicas). assim
que nao é importante so viabilizar o accesso ás teconologias, pois estas so
meios, e assim como podem ser usadas para veicular conteudos criativos e
criticos podem tambem (e de fato sao) ser instrumentos de conformismo.
> por isto a dimensao tecnologica, visto que esta ligada a uma serie de
capacidades bastante especificas y tecnicas, podia ficar em um segundo plano
(no ambito dum projeto gerla de inclusao digital) para privilegiar uma
dimensao mais `cultural` ou de conteudos. atençao, falei so em segundo
plano, nao que nao seja importante.
>
> Kiki Mori <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> ó, achei o que eu queria dizer lá na outra msg.
>
> Fizeram, André Lemos e Leonardo Figueiredo Costa, uma análise dos
> projetos de inclusão digital na cidade de Salvador, na Bahia. Usaram o
> seguinte parâmetro de "modelos de inclusão digital" (retirado de um
> quadro do artigo):
>
> a) Espontânea: Formas de acesso e uso das TICs em que os cidadãos
> estão imersos com a entrada da sociedade na era da informação, tendo
> ou não formação para tal uso. A simples vivência em metrópoles coloca
> o indivíduo em meio a novos processos e produtos em que ele terá que
> desenvolver capacidades de uso das TICs. Como exemplo podemos citar:
> uso de caixas eletrônicos de bancos, cartões de crédito com chips,
> smart cards, telefones celulares, etc.
>
> b) Induzida: Projetos induzidos de inclusão às tecnologias e às redes
> de computadores executados por empresas privadas, instituições
> governamentais e/ou não governamentais.
>
> b.1) Três categorias de Inclusão Digital Induzida:
>
> Técnica ­ destreza no manuseio do computador, dos principais softwares
> e do acesso à Internet. Estímulo do capital técnico.
>
> Cognitiva – autonomia e independência no uso complexo das TICs. Visão
> crítica dos meios, estímulo dos capitais cultural, social e
> intelectual. Prática social transformadora e consciente. Capacidade de
> compreender os desafios da sociedade contemporânea.
>
> Econômica ­ capacidade financeira em adquirir e manter computadores e
> custeio para acesso à rede e softwares básicos. Reforço dos quatro
> capitais (técnico, social, cultural, intelectual).
>
> "Mostramos como a perspectiva tecnocrática tem sido o foco principal
> dos projetos de
> inclusão digital em Salvador. Os projetos têm definições específicas
> de 'inclusão digital',
> ficando a sua maioria, na prática, colocando ênfase apenas na dimensão
> técnica. Eles
> proporcionam o aprendizado no uso de hardwares e softwares e buscam
> dar condições de
> acesso à internet, com o manuseio dos programas básicos de navegação.
> Muitos projetos,
> quase a metade, implementam softwares livres como plataforma de
> operação. Fica evidente, nos projetos em Salvador, que o conceito de
> inclusão é pensado apenas na dimensão tecnológica, não colocando em
> valor os capitais intelectual, social e cultural.
>
> Os processos de Inteligência Coletiva (Lévy, 1999) ficam prejudicados pelo
não
> desenvolvimento dos quatro capitais. Essa dimensão tecnocrática pede
> por uma ação mais ampla. Não há, também, acompanhamento sistemático
> dos egressos, não permitindo ligar de forma causal a inclusão com
> empregabilidade. Entendemos que a inclusão digital seja impensável sem
> o capital técnico. Ele é condição sine qua non de destreza para com as
> TICs, mas é, também, incapaz de verdadeiramente incluir sozinho.
> Incluir digital e socialmente deve ser uma ação que ofereça ao
> indivíduo condições mínimas de autonomia e de habilidade cognitiva
> para compreender e agir na sociedade informacional contemporânea.
> Incluir é ter capacidade de livre apropriação dos meios. Tratase de
> criar condições para o desenvolvimento de um pensamento crítico,
> autônomo e criativo em relação às novas tecnologias de comunicação e
> informação."
>
> Fonte: André Lemos e Leonardo Figueiredo Costa. Um modelo de inclusão
> digital: o caso da cidade de Salvador. In Eptic Online. Revista de
> Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación,
> www.eptic.com.br, Vol. VIII, n. 6, Sep. – Dic. 2005. Disponível em:
> http://www.eptic.com.br/revista20.htm
>
> pra bagunçar aê :)
>
> bj
> Kiki
>
> On 10/9/06, Kiki Mori wrote:
> > pixel
> >
> > tem teoria sobre apropriação tecnológica, se não me engano do andré
> > lemos (ou por ele remixada), que bagunça essas fases aí e considera
> > umas outras coisas menos "atividades a serem feitas" e mais no sentido
> > de "graus" ou "níveis" de apropriação. vou tentar achar pra botar aqui
> > direitinho.
> >
> > bjs
> > kiki
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