muito bom ler isso, mbraz!
quero contar contigo e com quem quiser auxiliar nesse projeto...
será um grande desafio para todos nós...
não tenho objetivo ou pretensão de construir um modelo de experiência, mas
de experienciar uma idéia de que um ponto de encontro pode surgir a partir
de uma perspectiva de reconstrução dos próprios espaços e dos artefatos
técnicos que os envolvem...
metareciclagem tem a função de reciclar a si mesmo, como o próprio sugere.
nossa intenção sempre foi de repensar o fazer técnico, de simplificar e
apontar de forma criativa novas possibilidades.
governos, prefeituras e algumas instâncias locais, em algumas situações,
parecem atônitos com as possibilidades de ação que seus parcos orçamentos
oferecem. pensando nessas situações e já vendo o que os labs móveis de
metarec fizeram em alguns espaços, creio que seja a hora de criar condições
pré.
vamos sim!!!
abs,
dalton
On 10/14/06, Marcbraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Dalton, em alguns posts atras o Glerm queria
> conceituar o que e' a "elite" dentro de uma visao
> politica_social mais geral e penso que tambem
> dentro da nacao metarecicleira.
>
> voce lembrou bem que as estruturas educacionais (eu
> diria, escolares) padecem de uma rigidez que nao
> permite voos mais altos do pensamento e
> consequentementente do agir consciente e critico,
>
> lembro ainda que a escola, nos moldes tradicionais,
> deriva de tecnicas e tecnologias. ensinar nao
> deixa de ser um conjunto de tecnicas de como
> conquistar mentes_e_coracoes. ou de aprisiona-las
> tambem ...:((
>
> as vezes, me incomoda o fato de criarmos e vivermos
> em nichos metarecs. compartilhando uma linguagem
> comum que nao dira' nada a respeito de muitas
> minorias ou nao_techies ou nao_midiaticos, pela
> logica do outro_diferente_de_mim. porisso mesmo
> sempre defendi que ha' uma fase ou ciclo (ff)
> pre'-metarec onde os proprios conceitos que estamos
> acostumados sao destrocados e desestabilizados por
> oficinas de impacto e imersao cognitiva. Pois uma
> das formas de aprender e' desaprender o ja' sabido,
> para que o novo possa encontrar espaco e se
> desenvolver.
>
> esta ideia dos labs multiuso e baseados no contexto
> socio_tecnico local e' fantastica! ate' imagino
> como poderia ser estendida para as outras areas de
> conhecimento nao_tecnico, por ex. : linguistica,
> fito_conhecimento, psicanaliticas e por ai' vai...
>
> osasco e' minha casa ha' 25 anos, precisando de
> ajuda local conte comigo ;)
>
> abssss
> mbraz
>
>
> --- Dalton Martins <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> > yago,
> >
> > a mudança é sintomática.
> > eu vejo que o ensino, ou melhor dizendo, as
> > estruturas educacionais no
> > brasil servem de forma elitizada e acabam por não
> > servir ao princípio básico
> > de permitir a uma ampla maioria da sociedade a
> > dominar alguns conceitos,
> > algumas ferramentas do pensamento e ferramentas
> > do fazer.
> > o que venho propondo é que a dimensão
> > metareciclagem da tecnologia pode ser
> > expandida para a construção de laboratórios
> > simples, baratos, móveis de
> > tecnologia de base. o que seria isso? seria um
> > suporte técnico para realizar
> > coisas como:
> > 1. instalações elétricas;
> > 2. encanamento e hidráulica;
> > 3. marcenaria;
> > 4. alvenaria;
> > 5. por aí vai...
> >
> > a idéia é construir um laboratório de
> > metareciclagem que atenda a essas
> > demandas a um custo de R$4.000 a R$5.000 e que
> > possa entrar nas mais
> > variadas comunidades que tiverem o interesse e
> > que possam ser amplamente
> > financiadas por prefeituras, governos, ongs e
> > etc... esses laboratórios
> > podem funcionar com infra muito reduzida, seriam
> > como ofcinas de artesãos
> > que focam na resolução de problemas básicos da
> > comunidade onde se encontram.
> > os participantes dessas oficinas estariam fazendo
> > formação profissional na
> > sequência e teriam a oportunidade de criar
> > empreendimentos que prestassem
> > serviços nessas áreas... enfim, é uma dimensão
> > mais básica, talvez mais
> > revolucionária de implementar uma educação local,
> > dentro das situações reais
> > do contexto técnico/social.
> > a idéia é trabalhar isso de forma experimental
> > em osasco.
> > estamos na pegada... nos rastros do experimento.
> >
> > abs,
> > dalton
> >
> >
> >
> > On 10/13/06, yago quiñones <[EMAIL PROTECTED] >
> > wrote:
> > >
> > > ficamos aguardando entao Dalton, eu estava o
> > ano passado la na
> > > submidialogia, e a pergunta que me surgia era
> > essa, como articular a
> > > intervençao sofisticada nas linguagens digitais
> > (nos tres sentidos que voce
> > > especificou) com mudanças nos padroes de outros
> > contextos, digamos, se nao
> > > mais reais, pelo menos com urgenças mais
> > `pressantes`, como aqueles ligados
> > > a pobreça extrema. os quais, porem , sao em
> > parte resultado da mesma
> > > exclusao e monpolio presente na logica dos
> > patrones das tecnologias.
> > >
> > > *Dalton Martins < [EMAIL PROTECTED]>* escreveu:
> > >
> > > uma vez, a apresentação do submidialogia do
> > ano passado, eu estudei um
> > > texto que achei bastante bacana que dizia que
> > há 3 níveis de apropriação
> > > tecnológica:
> > >
> > > 1. quando usamos uma tecnologia;
> > > 2. quando interferimos no aspecto estético
> > dessa tecnologia;
> > > 3. quando interferimos nos mecanismos de
> > funcionamento e de finalidade
> > > dessa tecnologia...
> > >
> > > metareciclagem, em minha visão, tenta se
> > prestar as essas 3 dimensões,
> > > sendo que elas vão crescendo em complexidade e
> > proximidade com a tecnologia,
> > > até o ponto em que sou capaz de dar novo
> > significado a um dado sistema.
> > > isso não vale só para computadores, vale para
> > qualquer tecnologia que
> > > pensarmos.
> > >
> > > minha onda agora é como metareciclar antes dos
> > computadores, nas
> > > comunidades onde nem energia elétrica tem...
> > falo mais disso daqui a
> > > pouco...
> > >
> > > abs,
> > > dalton
> > >
> > >
> > > On 10/13/06, yago quiñones
> > <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > >
> > > > extremamente interessante o artigo, acho que
> > é fundamental a reflexao
> > > > sobre a inclusao digital. a reapropriaçao de
> > que tanto se fala so é possivel
> > > > atraves de uma serie de conhecimentos
> > bastante sofisticados, e que estao
> > > > relacionados com certas condicoes
> > privilegiadas (socio-economicas). assim
> > > > que nao é importante so viabilizar o accesso
> > ás teconologias, pois estas so
> > > > meios, e assim como podem ser usadas para
> > veicular conteudos criativos e
> > > > criticos podem tambem (e de fato sao) ser
> > instrumentos de conformismo.
> > > > por isto a dimensao tecnologica, visto que
> > esta ligada a uma serie de
> > > > capacidades bastante especificas y tecnicas,
> > podia ficar em um segundo plano
> > > > (no ambito dum projeto gerla de inclusao
> > digital) para privilegiar uma
> > > > dimensao mais `cultural` ou de conteudos.
> > atençao, falei so em segundo
> > > > plano, nao que nao seja importante.
> > > >
> > > > *Kiki Mori < [EMAIL PROTECTED]>* escreveu:
> > > >
> > > > ó, achei o que eu queria dizer lá na outra
> > msg.
> > > >
> > > > Fizeram, André Lemos e Leonardo Figueiredo
> > Costa, uma análise dos
> > > > projetos de inclusão digital na cidade de
> > Salvador, na Bahia. Usaram o
> > > > seguinte parâmetro de "modelos de inclusão
> > digital" (retirado de um
> > > > quadro do artigo):
> > > >
> > > > a) Espontânea: Formas de acesso e uso das
> > TICs em que os cidadãos
> > > > estão imersos com a entrada da sociedade na
> > era da informação, tendo
> > > > ou não formação para tal uso. A simples
> > vivência em metrópoles coloca
> > > > o indivíduo em meio a novos processos e
> > produtos em que ele terá que
> > > > desenvolver capacidades de uso das TICs. Como
> > exemplo podemos citar:
> > > > uso de caixas eletrônicos de bancos, cartões
> > de crédito com chips,
> > > > smart cards, telefones celulares, etc.
> > > >
> > > > b) Induzida: Projetos induzidos de inclusão
> > às tecnologias e às redes
> > > > de computadores executados por empresas
> > privadas, instituições
> > > > governamentais e/ou não governamentais.
> > > >
> > > > b.1 ) Três categorias de Inclusão Digital
> > Induzida:
> > > >
> > > > Técnica destreza no manuseio do computador,
> > dos principais softwares
> > > > e do acesso à Internet. Estímulo do capital
> > técnico.
> > > >
> > > > Cognitiva – autonomia e independência no uso
> > complexo das TICs. Visão
> > > > crítica dos meios, estímulo dos capitais
> > cultural, social e
> > > > intelectual. Prática social transformadora e
> > consciente. Capacidade de
> > > > compreender os desafios da sociedade
> > contemporânea.
> > > >
> > > > Econômica capacidade financeira em adquirir
> > e manter computadores e
> > > > custeio para acesso à rede e softwares
> > básicos. Reforço dos quatro
> > > > capitais (técnico, social, cultural,
> > intelectual).
> > > >
> > > > "Mostramos como a perspectiva tecnocrática
> > tem sido o foco principal
> > > > dos projetos de
> > > > inclusão digital em Salvador. Os projetos têm
> > definições específicas
> > > > de 'inclusão digital',
> > > > ficando a sua maioria, na prática, colocando
> > ênfase apenas na dimensão
> > > > técnica. Eles
> > > > proporcionam o aprendizado no uso de
> > hardwares
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