ainda dentro do dialogos sobre aprendizagens, vou fazer o que alguns
consideram heresia. Citarei Onfray, talvez o filosofo que mais se
aproxime de Escolas Filosoficas Livres, pois criou na Franca uma
Universidade Popular onde qualquer um pode frequentar. Segue a rima:

"Na instância do adestramento, destinados a serem os rolamentos da
máquina social, contentes com a própria sorte, incluídos se são
dóceis, recompensados se são servis, excluídos se são rebeldes,
punidos se revoltados e não fazem o jogo, os colegiais são submetidos
ao tratamento dos reprovados do corpo improdutivo. Isentos de corpo,
de carne, de sentimentos, de emoções, de afeto, de pensamentos
próprios, de problemas pessoais, de sensibilidades, de subjetividades,
eles são convidados para os banquetes onde lhes ensinam a macaquear os
adultos, a se tornar escravos conforme as regras. Não consigo deixar
de pensar nas máquinas que Aristóteles consagrou ao que ele chama de
'a ciência da escravidão', no capitulo sobre os sub-homens que são os
indivíduos servis. Essa ciência ensina aos escravos a natureza de seus
deveres. Os direitos? Isso é que não, para quê? Toda instituição
escolar, mesmo disfarçada sob os ouropéis das ciências da educação e
de não sei o que outra prática pedagógica esclarecida, tem por única
função aquilo que publicamente chama-se socialização, para evitar
nomear de outra forma de fazer curvar a espinha dorsal, de submeter ou
de destituir, de obedecer, ou mesmo de mentir ou praticar a
hipocrisia." (texto da pág.84 do livro "A política do rebelde -
tratado de resistência e insubmissão", de Michel Onfray, editora
Rocco)"


mbraz
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൬βռăʒ
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