Oi Daniel, oi prá todos,

bem, trata-se apenas de uma tentiva de me fazer entender... as palavras têm
um poder que a gente sequer imagina, de repente a gente se vê questionada
por outros caminhos e, pior, sem direito de defesa, mas como primo pelo
diálogo e pela compreensão, e acredito que teclado não é arma de covarde,
mas uma ferramenta que garante o direito de pensar, agir e falar livremente,
vamos ao que interessa.
na rede mundial de computadores a gente recebe toda hora alguma msg com
conteudo de autor desconhecido, algumas até com gente se passando pelo
autor, a msg que encaminhei prá lista, fiz da mesma forma que recebi, ou
seja, com o texto em questão e o cabeçalho com nome do emissor, até procurei
a pessoa que me enviou e ela me respondeu que assim como recebeu me
encaminhou, que até poderia ver com a pessoa que lhe encaminhou, mas
acreditava que essa tbém teria recebido da mesma forma, pois se perceberem
temos apenas texto... podemos considerar que a pessoa que encaminhou seja a
autora, devido a falta de assinatura e ao cabeçalho da msg que traz
registrado o nome do emissor, o que não significa que seja dela a autoria...
daí que surge o entendimento de uma autoralidade compartilhada, ou seja, o
texto não é meu, mas não deixa de ser também meu... claro que temos  a
compreensão de que se o texto for maior sucesso, o seu timido, e por hora
anonimo, autor se revelerá, quem sabe até para cobrar seus direitos e nos
colocar na prisão, hehehe, mas também sabemos que, assim como com a lei, o
destinatario sempre vai ser fonte do atual e do vindouro, pois  sabemos que
a norma juridica, regras da abnt inclusive, é bidirecionada, pois ela se
dirige ao próprio grupo que legifera, no sentido de sua coesão,
credibilidade interna e eficácia, e se dirige aos outros grupos sociais com
o objetivo de controlá-los à luz dos valores estatuídos pela ideologia do
grupo ou grupos dominantes. por isso o poder deve falar para si como se
falasse para os outros, limitar-se como limita os outros, a fim de que, de
algum modo, sua autoridade seja mantida e sua unidade não seja rompida.

se eu fosse publicar o texto em questão publicamente, não em listas que
mesmo sendo abertas são privadas, eu publicaria dizendo que recebi de
determinada pessoa, que determinada pessoa me encaminhou via isso, via
aquilo... mas se o corpo da msg, o conteudo vem assinado embaixo, bem a
pessoa está se revelando autor, está assinando embaixo daquilo que escreveu,
que copiou e colou com devido link... entendem? o texto é duca, mas se tem
apenas o nome do emissor... ora o destinártio é fonte, se considera que deve
liberar aqulea informação, que a faça, sem a preocupação de ter que se
explicar com a propriedade intelectual, direito autoral... autoralidade
compartilhada, tendo em mente que está ocorre dentro de uma rede construída
por principios que não incluem a sacanagem para se dar bem e lucrar em cima
do trabalho dos outros...

talvez a emenda tenha ficado pior que o soneto, mas tudo bem, é apenas uma
tentativa de fazer entender que a lei é como uma foto, registra o momento,
não a velocidade que ocorrem as mudanças... então que o direito é
ideológico, respaldado nas relações do direito com os grupos sociais, com o
poder e com a dinâmica da sociedade enqto um todo. o que a lei
prescreve(assim como receita) é uma determinação de não ferir a ideologia
sustentadora do ordenamento, não trangredir a pauta do poder, não ferir a
ética oficial e não turbar os interesses dominantes, uma das pedras
angulares desse tipo de orenamento é a propriedade... mas, em nome dos
direitos da pessoa humana a gente pode ultrapassar a ordem instituída: pelo
direito de agir, pensar e falar livremente. se a gente tiver que "creditar"
todo nosso conhecimento, vai virar uma biblia ou alcorão cada texto, pois
tudo o que sei devo a muitos livros que li, muita gente que conheci, muita
historia que vivi, muita situação que me encontrei...

se foi mals, desculpem-me.

besos

lele
pela sinistra sempre.


Em 23/01/08, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> segundo glerm, tenho uma equipe que responde emeios prá mim... hehehe... o
> que não deixa de ser verdade...  ocorre que o destinátario vai sempre ser
> fonte do atual ou do vindouro. Do atual para mantê-lo ou corrigí-lo, do
> vindouro para destruí-lo e instaurar uma nova ... pois é, cada um com sua
> reação ao reconhecimento....de resto, retornar em imagens e depoimentos
> coloca questões sobre a história, pois aqui não há ninguém a falsificando,
> apenas interpretações e falta de documentos que a possam constituir tal como
> a vivenciamos. ... Não é vaidade bixo, mas zelo ético pela autoralidade
> compartilhada.  sem o qual nada de importante ocorre. hoje em dia direito do
> autor é maior incomodação... sei lá quem escreveu, mas ele não deixa de ser
> meu, hehehehe.
> "Se o senhor quer estudar em qualquer dos físicos teóricos os métodos que
> emprega, sugiro-lhe firmar-se neste princípio básico: não dê crédito algum
> ao que ele diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque o criador tem esta
> característica: as produções de sua imaginação se impõem a ele, tão
> indispensáveis, tão naturais, que não pode considerá-las como imagem de
> espírito, mas as conhece como realidades evidentes."
> Albert Einstein
>
>
>
> Em 23/01/08, Daniel Duende Carvalho <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:
> >
> > Olá Lelê. De quem são os dois trechos que você transcreveu? São seus, ou
> > de algum outro autor? Qual (ou quais)? Gostei muito de ambos.
> >
> > Abraços do Verde.
> >
> > 2008/1/22 eiabel lelex < [EMAIL PROTECTED]>:
> >
> > >  A violência atual é como antes a manifestação mais explícita da
> > > miséria. A violência atual é como antes uma forma de acumulação primitiva
> > > (ou seja, baseada na expropriação). A violência atual é como antes uma
> > > funcionalização da pobreza.
> > >
> > > Mas contrário a antes, a violência atual é orgânica, é uma forma de
> > > inclusão. Não se trata de um ato separatista de segregação ativa (desejo 
> > > de
> > > auto-exclusão em busca de autonomia). Nem se trata também de "novos
> > > bárbaros" que invadem a sociedade organizada. Na verdade, já são partes
> > > organizadas dessa sociedade que se desenvolve de forma desigual e 
> > > combinada
> > > sem mais a necessidade de utilizar-se da idéia de "ordem e progresso"
> > > (talvez o novo lema será: "desordem e estabilização").
> > >
> > > Por isso, quem é atacado não é a elite e seu discurso hegemônico
> > > voltado para assegurar a manutenção da acumulação capitalista e a 
> > > ideologia
> > > da modernidade. Essas coisas estão garantidas. Afinal, a violência
> > > atual não é revolucionária! A violência atual é a expressão do poder
> > > assegurado, reflexo da propriedade e controle do processo de produção.  E
> > > assim, as forças do atraso social reproduzem a miséria, reduzindo a
> > > violência sua forma de apropriação material e expressão cultural. O resto 
> > > é
> > > humilhação.
> > >
> > >
> > >  Em 22/01/08, Fabianne Balvedi <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:
> > >
> > > > Esta não é a primeira vez que se proibem jogos por aqui.
> > > > carmageddom é um exemplo. São ações desesperadas
> > > > que não ajudam em nada, pq e muito fácil conseguir
> > > > cópias no mercado paralelo.
> > > >
> > > > Pegando carona na opinião de Arnaldo Jabor sobre
> > > > os filmes de Tarantino, acredito que também nos jogos
> > > > temos prazer de rir da superficialidade da violência, o que expõe
> > > > e condena um dos maiores problemas da sociedade atual:
> > > > a violência da superficialidade.
> > > >
> > > >
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> > > > Fabianne Balvedi
> > > > GNU User #286985
> > > > http://fabs.estudiolivre.org
> > > > "As contradições mais agudas da vida humana
> > > > não foram feitas para serem solucionadas, mas vividas
> > > > com plena ciência de seu carater paradoxal."
> > > > Isma'il Al-Faruqi
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> "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
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"Se você não concordar, não posso me desculpar..."

Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo os corredores em silêncio
Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
O labirinto de labirintos
Dentro do apartamento
Sim, eu poderia procurar
por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas,
as sete moradas
Na sala receber o beijo frio em minha boca
Beijo de uma deusa morta Deus morto,
fêmea de língua gelada Língua gelada como nada
Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada uma matar um membro da família
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito
Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
entrem todos os insetos
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