eu sou a favor de enxugar. pra que um puta drupal com mil recursos que ninguém usa, quando o que precisamos é de uma listinha apontando pros blogs dos projetos, pros perfis de orkut, pros sites que achamos que têm a ver, pras galerias de fotos das coisas que realmente existem?
eu acho que existe um problema de estratégia de comunicação, que a gente nunca conseguiu resolver. culpa de todo mundo, lógico. imho, a função dessas 300 e tantas pessoas é mapear e relatar. montar um varal apontando o que tá rolando. simples e realista. se sobre 1 metarecicleiro de pé fazendo isso, a nação tá garantida. e outra: metareciclagem é uma idéia em processo, como tá provado nesses anos. ponto final. comunidade unida meu ovo. isso é ideal a perseguir, não a realidade de momento algum da nossa história. enfim, sendo prático: primeiro ponto a resolver - infra-física pra leigo conseguir mexer em infra-lógica. se for pra complicar, que se faça passo-a-passo. metarec antes de mais nada é xemelizar. um beijo procês, dpadua 2008/8/6 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> > explode suavemente perante nossos olhos as incertezas do pertencimento, as > raízes que se quebram ao mesmo tempo que ensaiam renascer. Enxergamos nossa > frágil condição de Ser e Estar com a perplexidade comum aos que se perdem no > redemoinho das gerações. E o som de nossa tragédia a perscrutar o coração > inquieto... > > acho importante destacar que metareciclagem é de domínio público, > respeitada sua autoria... > > Uma sociedade autônoma - vale dizer: não alienada de si mesma- é aquela > onde suas regras estão permanentemente em questão; onde, em outras palavras, > a ordem está em questão. Sempre que garantirmos esta possibilidade, mesmo > diante dos mecanismos conhecidos de apropriação privada e excludente do > poder e das riquezas, saberemos que estes mesmos mecanismos estarão sob uma > oposição de direito. > > Derrida, por exemplo, não pretende dizer que o direito é ilegítimo ou > ilegal. Ele problematiza a identificação entre o jurídico e a justiça ao > questionar os fundamentos da autoridade e as ficções através das quais o > direito se auto-legitima. > > Desconstruir é aprender que lei e justiça não são sinônimos, que esta tem > sempre o caráter de promessa aberta. Não se realizará nunca, mas se você > perdê-la de vista enquanto horizonte, perdeu-se tudo, não há lei que > resolva. A desconstrução é a tentativa mais radical de pensar essas noções > tão complexas: perdão, hospitalidade, justiça. > > Daí as várias fórmulas paradoxais de Derrida: só se perdoa o imperdoável; > só se decide o indecidível. Se uma decisão for absolutamente lógica, > racional e dedutível de regras pré-estabelecidas, bem, não houve decisão > nenhuma, só uma aplicação de princípios já dados, não é mesmo? A decisão > verdadeira só ocorre quando você se enfrenta com o inteiramente cabeludo, > com o indecidível. > > A isso Oswald de Andrade chamou a contribuição milionária de todos os > erros. > > besos > > tem festança aqui em poa dia 29/08... meu cumplice se tornou desembargador > do tribunal do trabalho... a classe operária irá ao paraíso. > > lelex > > 2008/8/6 Çtalker <[EMAIL PROTECTED]> > > Compartilho completamente o diagnóstico do FF sobre a inocuidade de >> estruturas sem dynamos (como se diz na semiótica) ou sem desejo (para a >> psicanálise). O que se disse para o MetaRec, vale para a Indymedia, o EL, o >> Estilingue, talvez o rizoma das rádios e tvs livres, boa parte das >> rádioslivres (caso que conheço: a RadiolaUFMG). >> >> Eu acho que namoro longo, ou casa, ou termina. Mas se não casa na hora que >> há amor profundo (a parte as paixões), depois não adianta, vira mais um >> compromisso ex-voluntário. >> >> Na primeira vez que tentamos casar (institucionalizar) nossas iniciativas >> primeiro, foi cedo demais. Apaixonados, mas muito adolescentemente apegados >> a uma independencia que, como vimos logo depois (quando fomos empregados e >> cooptados e, alguns, corrompidos) nunca havia existido. Agora, quem começou >> com menos de duas dezenas de anos, agora está chegando as três (ou quatro, >> como eu, que estou há 18 anos nesse boogie-woogie), tem contas a pagar, >> filhos a criar, casamentos a preservar (ou a abandonar). Temos que respeitar >> nossas novas realidades pessoais, ou seja, nosso amor pelas ações >> autonomistas e inovadoras tem que ser sustentável em longo prazo. >> >> Será que ao virarmos pessoas jurídicas, seremos obrigatoriamente iguais às >> ONGs formadas nos anos 80 e 90, que a gente tanto malhava (com boas razões >> mas nem tão bons afetos)? Elas próprias (as ONGs) absorveram inúmeras >> inovações que o nosso ciberativismo inventou, assim como muitas as pessoas >> nelas se empregam hoje. >> >> Esgotamos o combustível das paixões de começo e o que era volátil, já se >> sublimou. Temos amor bastante para continuar? Toleraremos abandonar nossos >> projetos nos dizendo que "foi curto o verão"? >> >> >> Felipe Fonseca escreveu: >> >> Ei metarex >>> >>> Pois tô aqui, chegando ao Brasil mais lentamente que imaginava. >>> Tô passando por uma fase de readaptação orgânica ao clima, e >>> isso tem me mantido um pouco afastado da internet. Mas tenho >>> pensado bastante no sentido disso aqui. Digo, essa lista, esse >>> nome coletivo, uma certa herança confusa de seis anos chamando >>> diferentes coisas de MetaReciclagem. Essa identidade compartilhada >>> carrega um monte de valores implícitos e explícitos, e sob essa >>> identidade compartilhada um monte de coisas interessantes foram >>> realizadas. Pra quem não tá habituado a essas histórias, tô tentando >>> documentar no Mutirão: http://mutirao.metareciclagem.org/ >>> >>> Mas eu tenho me perguntado de maneira mais aprofundada sobre >>> a existência disso tudo. Acho que eu tenho uma certa nostalgia >>> por um tempo em que a MetaReciclagem reunia uma dúzia de >>> pessoas dispostas a fazer coisas juntas. Hoje a lista metarec tem >>> 368 pessoas, e pouco ou nada se articula por aqui. Acho que as >>> listas em geral são uma coisa um pouco defasada, e até cheguei >>> a começar a reorganizar o site da MetaReciclagem pensando que >>> ele pode virar um ambiente de articulação, mobilização, agenciamento. >>> Mas no processo tenho me perguntado cada vez mais se faz sentido. >>> Se ainda tem alguém interessado em usar um sistema como esse. >>> Em chamar as coisas que faz de MetaReciclagem, e com isso >>> contar com o apoio de outras pessoas. Ou se ainda tem gente >>> interessada em apoiar os projetos de outrxs. >>> >>> Acho que tem um ponto de limite, de agitação coletiva, que determina >>> a participação das pessoas: a partir dali, mais gente entra. Daí que >>> só faz sentido desenvolver uma estrutura que facilite essas coisas >>> se as pessoas forem usar. >>> >>> A MetaReciclagem começou em sampa, com um grupo de pessoas >>> que queriam pegar doações de computadores pra fazer coisas em >>> projetos 'sociais'. De lá pra cá, cresceu e se transformou um monte. >>> Não vou repetir essa história mais uma vez. Mas sempre havia algum >>> ponto de sinergia, algum elemento que mantinha as pessoas próximas, >>> as idéias fluindo, as ações pipocando. Hoje eu sinto isso vazio. Os >>> únicos que tão fazendo alguma coisa e contando pra todo mundo >>> por aqui são o Régis, o Rafa, o Paulo e a Silvana. Eu gostaria que >>> esse tipo de coisa, que acontece também em outros lugares, fosse >>> compartilhada mais vezes. Mas isso não depende só de estrutura. >>> >>> E aí pergunto: faz sentido eu pensar nisso? Faz sentido a gente >>> ter uma estrutura pra agenciar ações coletivas entre pelo menos >>> essas 368 pessoas que tão na lista e tantas outras que entram >>> a cada dia no site pelo google ou coisa parecida? Faz sentido >>> a gente pensar em uma estratégia de logística distribuída pra >>> aproveitar a exposição que a gente teve, e que até hoje continua >>> gerando contatos de pessoas e empresas que querem doar >>> seus equipamentos mas não sabem pra quem? Faz sentido >>> buscar um nexo, tentar encontrar pontos em comum e >>> possibilidades de ação conjunta? Será que ainda é possível >>> articular a idéia de 'comunidade' distribuída ou isso é coisa >>> de 2001? >>> >>> Enfim, >>> >>> saudades >>> >>> efe >>> >>> >>> >> >> _______________________________________________ >> Lista de discussão da MetaReciclagem >> Envie mensagens para [email protected] >> http://lista.metareciclagem.org >> > > > > -- > "Se você não concordar, não posso me desculpar..." > > pela sinistra "laotra", sempre! > > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > -- daniel pádua ~ imaginarios.net/dpadua * agenciabrasil.gov.br * seuestrelo.art.br * estudiolivre.org * metareciclagem.org
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