eiabel lelex escreveu:
comunidade é modo de vida do povão, da periferia, produto da cultura
popular. o resto é teorização prá reiventar a roda.
Pelo menos eu teorizo desarmado e não cito (mais) os luminares da
Sorbonne. E nem vou perguntar-lhe, Lelex, "quem é o povo", para não cair
nos de Heidelberg. :-P
A theoria aqui não é para inventar a roda, mas para lembrar de como ela
foi inventada, e quais eram as circunstâncias da invenção, para saber de
novo quais usos ela poderia ter tido e não teve porque então quem queria
dar outros usos foi calado ou comprado.
Ou então, é uma teoria que não pratico (não podemos praticar), aquela
que na prática é outra, das idéias fora de lugar.
ou vcs acham que o povo sobrevive porque mesmo? porque são uma comunidade,
porque trazem sentimento de pertencimento, porque se identificam se orgulham
do lugar onde vivem, porque sabem que ali tem amparo, proteção, ajuda... as
comunidades tem lideres comunitários... se pegar a essencia da coisa tu
entende o espírito... então, não adianta transpor termos sem saber direito o
que quer... para sermos uma comunidade, precismos pertencer a ela,
construí-la, defende-la, morrer por ela se preciso for...
Morrer eu não morri por ela, mas morri em muitas coisas... coisas do
conforto que já talvez estivessem moribundas mesmo.
Mas em BH não é muito fácil organizar esses semi(o)-suicídios coletivos.
besos
Bizoux!
2008/8/6 Çtalker <[EMAIL PROTECTED]>
também acho que "unida" não é a real. "distribuída"
até é, mas o que eu tava questionando não era isso, era
"comunidade". o que é isso?
Comunidade é uma lógica específica chamada de comunalização, pela qual
produzimos "nós", subjetivações coletivas, uma imagem de corpo coletiva. A
peculiaridade dessa lógica é que ela opera no inconsciente, pelos afetos e
sensações, pelos juízos perceptuais que nos organizam enquanto sujeitos. Por
isso mesmo o que a gente vai depois de "comunidade" (ou nomes equivalentes)
sempre parece sem propósito e sem origem. Quando a gente nota, denomina e
define, uma parte da comunalização assume a forma de socialização
(contratos, estruturas).
Porque se dependemos desses laços profundos para nos constituirmos como
sujeitos, evidentemente que esses laços não são acessíveis a nosso
discernimento racional, simbólico, consciente. Quando passam a ser, muito do
encanto se perde. A o feitiço (o fetiche) se dissipa como se nada tivesse
acontecido, ou então vira amor ágapastico (amor sem cobiça).
Como disse um meio-irmão meu, "quem não escolhe o que perder, perde o que
não escolher".
Agapasmo para todos! Çtalkre.
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