Oi Eilabel,
ranço porque tá no sujeito.
Beijos!!!

2008/8/12 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>

>
> Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas
> eternidades de escuridão.
> Vladimir Nabokov
>
> 2008/8/11 Regis bailux <[EMAIL PROTECTED]>
>
> hoje no encontro do bando no bailuxlab eu presenciei o sentimento da
>> resposta para a pergunta "praquê metareciclegem"?
>> eletricidade do bando na resposta coletiva a uma ação.....sentimento de
>> que no bando as nescessidades são supridas.foi isto que vi hoje no nosso
>> encontro,um grupo de pessoas solidarias em trazer a intenet para o lab.
>> fuiiiiiiiiiiiiiiii
>>
>> 2008/8/11 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>> sim, falo das comunidades das vilas, que no resto do brasil são taxadas de
>>> favelas... eu não sei porque "ranço", orlando, porque eu tenho orgulho do
>>> lugar onde nasci... sou cria da vila das bananeiras, area verde do lado do
>>> presidio central, no pé do morro da cruz, irmã do campo da tuca, da maria
>>> degolada, da volta da cobra... zona leste da cidade... e acho maior saco na
>>> minha vida hoje em dia essa mania das pessoas levarem mais em consideração
>>> quem tem monte de t´tiulo academico, monte de cartão de credito
>>> internacional, contas bancarias com limites imensos para juros
>>> exorbitantes...
>>>
>>> tu sabia que, segundo relatório da onu, as pessoas mais felizes vivem
>>> numa ilha onde não tem saneamento básico, energia eletrica, shopping center
>>> e tudo isso que o capitalismo nos oferece de bem bom? disse uma amiga que
>>> são mesmos felizes porque não tem contas prá pagar...
>>>
>>> e quem está com o povo está com deus, hehehe.
>>>
>>>
>>> beso
>>>
>>>
>>>
>>> 2008/8/11 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>
>>>
>>> Tenho visto que às vezes é interessante não estar plugado no último
>>>> e-mail para responder, na priorização da resposta imediata . "Let it be"
>>>> salva corações dos ataques fulminantes. Rs Rs
>>>>
>>>> Estive vários dias sem ler esta lista e de repente me deparo com esta
>>>> discusão (na falta de um termo melhor).
>>>>
>>>> Vou comentar com a pretensão de "perícia analítica de gestão". Porque
>>>> acho importante.
>>>> Quem quiser torcer o nariz, tudo bem, mas,  por favor,  pode procurar
>>>> meu histórico antes de destilar veneno?! Está por aí na Rede.
>>>>
>>>> De tudo que li vou recortar a conversa em dois personagens e trechos de
>>>> suas falas:
>>>>
>>>> *Felipe Disse:*
>>>> 1. "tô falando de pensar uma arquitetura/estrutura que traduza toda essa
>>>> coisa colaborativa pra não-iniciadxs."
>>>>
>>>> 2. "a onda é que tirando o regis, o hd, o glerm, eu e mais 2 ou 3, _nem
>>>> a gente_ usa a tag metareciclagem nos posts da vida. quem tem usado é o 
>>>> mano
>>>> lá do CDI e coisas piores que a gente já comentou aqui na lista, e aí sem
>>>> querer a metareciclagem pode ser googlavada".
>>>>
>>>> 3. "quando a lelex falou em fazer algum tipo de declaração coletiva
>>>> sobre a natureza pública da metareciclagem, eu respondi, com o hd, que não
>>>> achava necessário explicitar isso... que o contexto em rede cumpriria esse
>>>> papel. ainda acredito nisso, mas acho que a gente precisa falar mais. o
>>>> silêncio ainda é fatal ;)
>>>>
>>>> *Eilabel Disse:*
>>>> 1. "[Comunidades] porque trazem sentimento de pertencimento, porque se
>>>> identificam se orgulham do lugar onde vivem, porque sabem que ali tem
>>>> amparo, proteção, ajuda... as comunidades tem lideres comunitários... se
>>>> pegar a essencia da coisa tu entende o espírito... então, não adianta
>>>> transpor termos sem saber direito o que quer... para sermos uma comunidade,
>>>> precismos pertencer a ela, construí-la, defende-la, morrer por ela se
>>>> preciso for...""
>>>>
>>>> 2. "Porque se metareciclagem é movimento, com que direito podemos dizer
>>>> que tal e tais não fazem metareciclagem? a não ser que exista uma 
>>>> declaração
>>>> de princípios que diga o que é é e quem faz e quem pode e quem não pode e
>>>> quem não quer...."
>>>>
>>>>
>>>> Na minha realidade lido também com alunos de Graduação em Sistemas de
>>>> Informação em final de curso. Pergunto-lhes se estão a par do que é um CMS
>>>> ou uma Wiki. Há quem responda que não sabe do que se trata, apesar de
>>>> estarem lidando com isto diariamente. Ou seja, muitos utilizam mas não
>>>> diferenciam potencialidades nem diferenças essenciais. Quando
>>>> o assunto é com estudantes de outras áreas(Administração por exemplo),
>>>> aí nem se fala. Não penso que esta seja realidade apenas periférica
>>>> "Paraíba" no Brasil, como tem muita gente que pode pensar num primeiro
>>>> momento. Por isso, acho que iniciativas como a que Felipe mencionou no
>>>> trecho 1 talvez sejam muito, muito importantes.
>>>>
>>>> Quanto ao trechos 2 e 3 de Felipe, destaquei-os para tratar da questão
>>>> do "falar mais e silêncio fatal".* Isto obviamente  vai depender dos
>>>> objetivos individuais com as coisas chamadas "metareciclagem"*. Se
>>>> alguém tem pretençõe de interagir com o mundo corporativo, pode até querer
>>>> brincar de acreditar em "organicidade", mas de fato as relações são
>>>> estruturadas em elementos de poder e autoridade.
>>>>
>>>> Se o nome "metareciclagem" está sendo utilizado de forma indevida (nesse
>>>> caso o otrecho 2 da Eilabel mata a pau) só vejo duas formas de combate a
>>>> isso: a formalização normativo-legal de algo com o nome de "metareciclagem"
>>>> ou uma convergẽncia, fluxo de pessoas marcando e comunicando mais forte
>>>> outras atividades com o rótulo "metareciclagem" continuamente. Mas, para 
>>>> quê
>>>> isso?!
>>>>
>>>> Se não for para lidar com interesses corporativos não faz sentido lutar
>>>> pelo estabelecimento de uma identidade de marca para "Metarecliclagem". E
>>>> ser for para lidar com intereses corporartivos, então, a formalização
>>>> burocrárico-legal de alguns pilares é condição indispensável. Uma Fundação
>>>> Talvez. Sob pena de ter o interesse corporativo explorando e lucrando com o
>>>> nome e com pessoas envolvidas com "*metareciclagem"* simplesmente
>>>> porque não há um contra-poder legitimado para limitar a ação corporativa. 
>>>> Se
>>>> isto importa para alguém, melhor pensar nisto.
>>>>
>>>>
>>>> Por último: Cara Eilabel, nas suas afirmações no comentário dois, por um
>>>> momento tive a impressão de que estava utilizando o termo comunidade*também
>>>> *para se referir aos morros e favelas da vida espalhados pelo Brasil
>>>> afora.  É o caso? Porque fui criado numa favela próxima às mais famosas
>>>> Jacarezinho e Mangueira no Rio de Janeiro e minha mãe foi
>>>> "líder comunitária". Nesses casos, posso te dizer que quem diz que se
>>>> orgulha do lugar que vive diz isso porque "precisa dizer". É como que uma
>>>> oração diária para poder suportar a sua realidade frente à maravilha do
>>>> mundo fora da comunidade que você não pode ter. Então, temos que criar
>>>> "orgulhos" inventados. Interessantemente alguns se tornam verdades,
>>>> outros continuam sendo apenas orgulhos inventados. Mas se você em
>>>> momento algum pensou nestas comunidades ao falar, desculpe meu ranço.
>>>>
>>>> Espero sinceramente estar colaborando para a reflexção.
>>>>
>>>> Abraços,
>>>>
>>>> Orlando
>>>>
>>>>
>>>> 2008/8/5, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>>
>>>>> Ei metarex
>>>>>
>>>>> Pois tô aqui, chegando ao Brasil mais lentamente que imaginava.
>>>>> Tô passando por uma fase de readaptação orgânica ao clima, e
>>>>> isso tem me mantido um pouco afastado da internet. Mas tenho
>>>>> pensado bastante no sentido disso aqui. Digo, essa lista, esse
>>>>> nome coletivo, uma certa herança confusa de seis anos chamando
>>>>> diferentes coisas de MetaReciclagem. Essa identidade compartilhada
>>>>> carrega um monte de valores implícitos e explícitos, e sob essa
>>>>> identidade compartilhada um monte de coisas interessantes foram
>>>>> realizadas. Pra quem não tá habituado a essas histórias, tô tentando
>>>>> documentar no Mutirão: http://mutirao.metareciclagem.org/
>>>>>
>>>>> Mas eu tenho me perguntado de maneira mais aprofundada sobre
>>>>> a existência disso tudo. Acho que eu tenho uma certa nostalgia
>>>>> por um tempo em que a MetaReciclagem reunia uma dúzia de
>>>>> pessoas dispostas a fazer coisas juntas. Hoje a lista metarec tem
>>>>> 368 pessoas, e pouco ou nada se articula por aqui. Acho que as
>>>>> listas em geral são uma coisa um pouco defasada, e até cheguei
>>>>> a começar a reorganizar o site da MetaReciclagem pensando que
>>>>> ele pode virar um ambiente de articulação, mobilização, agenciamento.
>>>>> Mas no processo tenho me perguntado cada vez mais se faz sentido.
>>>>> Se ainda tem alguém interessado em usar um sistema como esse.
>>>>> Em chamar as coisas que faz de MetaReciclagem, e com isso
>>>>> contar com o apoio de outras pessoas. Ou se ainda tem gente
>>>>> interessada em apoiar os projetos de outrxs.
>>>>>
>>>>> Acho que tem um ponto de limite, de agitação coletiva, que determina
>>>>> a participação das pessoas: a partir dali, mais gente entra. Daí que
>>>>> só faz sentido desenvolver uma estrutura que facilite essas coisas
>>>>> se as pessoas forem usar.
>>>>>
>>>>> A MetaReciclagem começou em sampa, com um grupo de pessoas
>>>>> que queriam pegar doações de computadores pra fazer coisas em
>>>>> projetos 'sociais'. De lá pra cá, cresceu e se transformou um monte.
>>>>> Não vou repetir essa história mais uma vez. Mas sempre havia algum
>>>>> ponto de sinergia, algum elemento que mantinha as pessoas próximas,
>>>>> as idéias fluindo, as ações pipocando. Hoje eu sinto isso vazio. Os
>>>>> únicos que tão fazendo alguma coisa e contando pra todo mundo
>>>>> por aqui são o Régis, o Rafa, o Paulo e a Silvana. Eu gostaria que
>>>>> esse tipo de coisa, que acontece também em outros lugares, fosse
>>>>> compartilhada mais vezes. Mas isso não depende só de estrutura.
>>>>>
>>>>> E aí pergunto: faz sentido eu pensar nisso? Faz sentido a gente
>>>>> ter uma estrutura pra agenciar ações coletivas entre pelo menos
>>>>> essas 368 pessoas que tão na lista e tantas outras que entram
>>>>> a cada dia no site pelo google ou coisa parecida? Faz sentido
>>>>> a gente pensar em uma estratégia de logística distribuída pra
>>>>> aproveitar a exposição que a gente teve, e que até hoje continua
>>>>> gerando contatos de pessoas e empresas que querem doar
>>>>> seus equipamentos mas não sabem pra quem? Faz sentido
>>>>> buscar um nexo, tentar encontrar pontos em comum e
>>>>> possibilidades de ação conjunta? Será que ainda é possível
>>>>> articular a idéia de 'comunidade' distribuída ou isso é coisa
>>>>> de 2001?
>>>>>
>>>>> Enfim,
>>>>>
>>>>> saudades
>>>>>
>>>>> efe
>>>>>
>>>>> --
>>>>> FelipeFonseca
>>>>> ~motw - "o que nos mata é o vqv" ~
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