*Estudante entrou com ação por considerar a inscrição ato de
vandalismo*<http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/zh/impressa/materia/1003/876681148/Middle/default/empty.gif/61633139303733303438316530666630>

Por ter sido feita sem autorização e não ter motivado uma repreensão, a
pintura de uma parede do Instituto de Letras ganhou status de polêmica na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Considerado dano ao patrimônio público por um aluno, o desenho feito por
alunos – com os dizeres "Pra que(m) serve o teu conhecimento?" – foi
avaliado pela UFRGS como "fundamental ao pensamento crítico".

Ao saber da pintura, o estudante de Ciências Contábeis Anderson Gonçalves,
35 anos, integrante do Movimento Estudantil Liberdade (MEL), abriu processo
administrativo junto à universidade para saber se a parede havia sido cedida
aos alunos. No documento, ele classificou o ato como vandalismo, identificou
um dos responsáveis e pediu a punição do grupo.

Cerca de dois meses depois, o estudante ficou surpreso com a justificativa
da universidade para arquivar o processo. Em um texto de 25 linhas, o
secretário de Assuntos Estudantis, Angelo Ronaldo Pereira da Silva, informou
que a pintura, "antes de ser vandalismo, é um ato de extremo instigamento ao
pensamento crítico, eivado de indagação filosófica que não desmerece o
patrimônio".

Segundo Silva, a parede em que a inscrição foi feita é historicamente usada
para manifestações dos alunos, como divulgação de atividades artísticas e
avisos diversos, o que dispensaria a necessidade de autorização.

– Existe uma diferença grande entre grafitagem e pichação. Essa pintura, que
deixou o local até em melhores condições, não é pichação – informou o
secretário de Assuntos Estudantis.

Para o autor do processo, o episódio abre precedentes para que outros alunos
se sintam livres para registrar suas opiniões nas paredes da UFRGS.

– Estão encobrindo um crime, que é o dano ao patrimônio. Existem outros
espaços para os questionamentos dos estudantes – argumenta.

Hoje, Gonçalves deve entrar com ação no Ministério Público Federal, uma vez
que a universidade arquivou o processo.

Saiba mais*GRAFITE**As diferenças entre pichação e grafite:*É a inscrição ou
o desenho pintado sobre paredes e muros. É mais elaborada e complexa do que
a pichação, sendo considerada uma forma de expressão das artes visuais, a
street art (ou arte urbana). De diferentes tipos e estilos, o grafite pode
ocupar pequenos espaços ou grandes murais junto a obras públicas, como
pontes e viadutos.*PICHAÇÃO*É o ato de desenhar, rabiscar ou sujar prédios
públicos e privados com inscrições feitas com tinta spray. Por não ter
autorização do proprietário do imóvel, ganha caráter de transgressão.
Algumas frases e palavras escritas têm marca de protesto, especialmente
contra governos. Quanto mais importante e mais difícil o acesso ao prédio,
maior o valor para os pichadores. A sociedade critica, especialmente, a
pichação de monumentos públicos e obras de arte. No Brasil, o ato é
considerado crime.*Por que a UFRGS considerou grafite e não pichação?*Porque
a inscrição "Pra que(m) serve o teu conhecimento", em letras enfeitadas e
traços firmes, foi considerada como indagação filosófica e não
agressiva.Também foram feitos desenhos de pessoas na parede, em cores fortes
– o que caracterizaria o típico colorido do grafite.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2141022.xml&template=3898.dwt&edition=10554&section=1003

-- 
"Se você não concordar, não posso me desculpar..."

pela sinistra "laotra", sempre!
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org

Responder a