Opa, um diálogo em torno de objetivos.

Acredito que a questão seja muito subjetiva... se por um lado queremos que
> as pessoa expressem suas atividades, atitudes ou outra coisa qualquer
> apropriando-se do sitio, por outro queremos dar uma cara mais "organizada'
> pois nem todos os que acessam e buscam informações tem essa mesma
> caracteristica de "faça  você mesmo".
>

Quano entro na página a informação é muito confusa.  Acho que talvez seja
reflexo dessa  "necessidade" de permitir a expressão da pluralidade, de não
conceituar de forma fechada, de sempre deixar em aberto, o aberto. Acho que
entendo, mas não acho que isso facilita para aquele "NOVO" que o Felipe
mencionou a se inserir, se apropriar. Mas, isso é só achismo meu.
Completamente newbie ainda nas percepções.

>
> Para que os usuários editem a home, teriamos que ter uma wiki. Só que ter
> uma wiki significa ter alguém por trás dela limpando os lixos,
> organizando... e nem todos os "usuários" sabem editar uma wiki, e nem todo
> mundo aqui tem tempo para ficar arrumando a wiki, re-categorizando, etc etc.
>

Aliás a wiki que já está lá talvez seja um reflexo disso. Hoje fuçando ví, n
que eu olhei,  que basicamente quem editou foi o FF algumas participações do
MBraz e do Hudson. Mas claro, que eu não pude olhar tudo, portanto isto é
visão de recorte.

>
> Não acho ruim ter uma "cara" para a home do Meta. Não acho pecado mortal
> ter um site meio "institucional" como a maioria que vemos por ai.
> O que nos falta, ou não, é definir um objetivo para a home e segui-lo. Se
> queremos que mais pessoas se engajem ou apenas conheçam o meta, vamos dar
> uma cara mais padrão, navegação mais simples, tornar a informação acessível.
> É burocrático? Depende muito do ponto de vista.
>

Bem. Quando eu falei em objetivos as conversas foram para um nível que eu
não tive intelectualidade suficiente para acompanhar. Pensei "é um coisa tão
óbvia", mas talvez seja ingenuidade minha, e certamente  ignorância.


>
> Uma coisa é querer expressar em tudo o que fazemos a nossa ideologia. E
> sim, todos nós temos uma ideologia seja ela qual for. Outra é querer mostrar
> pro mundo o que fazemos, e para isso temos que dar a cara que o mundo está
> acostumado, para que seja aceito.
>

Outro achismo meu é que, não especificamente "dar a cara que o mundo está
acostumado", mas trabalhar com que funciona nesta "cara que o mundo está
acostumado". Porque,  independente disso, sinto que a  MetaReciclagem já tem
uma identidade.  Plural,  ideológica,  controversa etc  mas,  tem.

>
>
> No mestrado, ouvi muito a seguinte frase: "escreva sempre para para o seu
> leitor, e não para você. Se escrever para você mesmo, apenas você consegue
> compreender a profundidade do que quer dizer, sempre correndo o risco de ser
> subjetivo ou egocentrico ao ponto de guardar a melhor informação para você
> mesmo. Se você adequa seu texto ao leitor, ele provavelmente vai te
> compreender, vai poder pensar sobre o que está ali, apropriar-se ou não da
> sua idéia. Mas nunca vai dizer que você não tentou compartilhar a
> informação."
>

Também tenho tentado apreender esta compreensão. Especialmente a partir de
leituras da filosofia pragmática da linguagem. A questão da construção da
audiência, do pensar no outro, do falar não para afirmar o eu sou, mas para
tentar dar indícios do "me preocupo contigo. Não sei exatamente quem és, mas
te imagino, te busco, te quero participante se você quiser participar. Seja
bem-vindo." Se é que isto é possível.

>
>
> Nunca vamos agradar a todos. Nunca vamos chegar no ideal. Nunca vamos ter a
> home que resolva tudo, nunca vamos conseguir chegar num nirvana onde todos
> rezem a mesma lenda (ainda bem) mas teremos uma abertura maior.
>
> Vai gerar menos problemas? Vai gerar menos enganos em relação ao que é
> metareciclagem/não é metareciclagem? Claro que não.
> Mas ninguém vai poder dizer que não tentamos ;)
>

Mais importante do que ninguém poder dizer que não tentamos  talvez seja a
própria auto-percepção da busca da tentativa.

>
>
> Obrigado pelo diálogo, Patríca.
>


>
> 2008/9/12 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>
>
> Ok.
>> Acho que já entendi que para cada coisa que penso e expresso aqui, se for
>> buscar no site vou achar várias meias respostas meios questionamentos.
>>
>> A questão do perfil, talvez esteja sendo interpretada pela ótica do texto
>> abaixo. Mas, não é disto que estava falando.
>>
>> Qual é a população-alvo da proposta? Essa é uma questão que não faz
>> sentido sob o nosso ponto de vista. Voltando ao problema da administração
>> científica, outro dos grandes problemas é que o marketing se utiliza de
>> metáforas bélicas: dominar o mercado, esmagar o concorrente, essas coisas.
>> Público-alvo é outro desses conceitos que me incomodam. Não pretendemos
>> atingir ninguém com a 
>> MetaReciclagem<http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem>.
>> O que queremos é despertar e instrumentalizar pessoas com potencialde
>> transformação local a partir de uma leitura crítica, desconstrutiva, das
>> tecnologias de informação e comunicação. Dessa forma, se beneficiam da
>> MetaReciclagem<http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem>populações
>>  em comunidades menos favorecidas, estudantes universtitários,
>> artistas eletrônicos, pesquisadores de ciências humanas, colaboradores de
>> ONGs e entidades de base, pessoas que participam de empreendimentos de
>> economia solidária, planejadores de políticas públicas relacionadas a
>> tecnologia e cultura, e muitos outros.
>>
>>
>> Então mais uma questão. *A Home poderia ser editável pelos usuários? *
>>
>>
>> 2008/9/11 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>
>>
>> Quando pendei em objetivos e metas não pensei na metareciclagem, *pensei
>>> na home*. Entendi que esse era  foco.
>>>
>>> Vejo que os objetivos e metas já estão presentes na ação, ainda que
>>> implícitos ou não manifestos. Pensei, para a home exclusivamente, se uma
>>> tentativa de explicitação de objetivos não ajudaria.
>>>
>>> Agora, vejo que compreender objetivos talvez seja algo que eu precise
>>> inferir a partir da interação com tudo que é discutido aqui e acolá,
>>> epecialmente o que é colocado pelo "grupo de engajados e participantes de
>>> fato destas várias iniciativas". Ou, que talvez que realmente não haja
>>> necessidade de compreender objetivos. Ainda tenho dúvidas.
>>>
>>> Acho que entendo perfeitamente quando você diz que a metareciclagem é um
>>> a "metodologia emergente que tende à complexidade  e, por que não, à
>>> contradição". Mas, falando especificamente da HOME, quando você diz:
>>>
>>> levando em conta que a cada dia pelo menos 100 pessoas NOVAS
>>> colam nesse site em busca de sentido na vida, alguém tem sugestões
>>> de como reorganizar o conteúdo da nossa porta de entrada?
>>>
>>> você está falando em organizar com um objetivo, não?! E este objetivo
>>> está relacionado a estas pessoas  NOVAS e não iniciadas, como eu por
>>> exemplo, não?!
>>>
>>> *E então, quem determina o que o "novo" o que o "não iniciado" deve ver
>>> é o "velho" o "expert". Isto é um problema?!*
>>>
>>> Tenho me preocupado com isso em relação à páginas de construção
>>> colaborativa na web. Como trazer o iniciante para a construção? Como não
>>> intimidá-lo? Como ter um ambiente favorável?
>>>
>>> Mas, será que para isso eu tenho que pensar primeiro em quem é este
>>> inciante? Seria interessante construir um perfil do inciante?! Qual a
>>> validade disso?!
>>>
>>> Construído um perfil inicial (perfis iniciais ) do iniciante, dá para
>>> trabalhar especificamente para esta (estas pessoas) e ir percebendo o que
>>> está dando certo e adaptando e permanentemente reconstruindo e... Algo
>>> "Paulo Freire",  que é bastante mencionado por aqui, poderia ajudar?
>>>
>>>
>>> Bem. Eu, como iniciante e candidado a metarecicleiro acho o nível da
>>> discussão aquí muito, muitíssimo elevado. (Isto não é ruim e entendo que são
>>> limitações pessoais minhas). Por vezes, me sinto intimidado e com receio de
>>> participar. Não me sinto bem-vindo também. Mas, sou teimoso!!! Rs.  Vou
>>> continuar tentando.
>>>
>>> Quanto à sua pergunta: mas até que ponto a gente flexibiliza a
>>> profundidade para garantir o entendimento?
>>>
>>> Se a profundidade for na compreensão dos mecanismos, que é o que eu
>>> entendi, então tudo que eu coloquei me ajuda a fazer outra 
>>> pergunta:*garantir o entendimento de quem?!
>>> *
>>>
>>> Abraço,
>>>
>>> Orlando
>>>
>>>
>>>
>>> mas até que ponto a gente flexibiliza a profundidade para garantir o
>>> entendimento?
>>>
>>>
>>>
>>> 2008/9/9 Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>
>>>
>>> pois,
>>>>
>>>> 2008/9/9 Orlando G. da Silva <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>> > Objetivos e Metas?! Talvez objetivos e metas sejam coisas muito
>>>> "empresa",
>>>> > mas a compreensão destes sentidos poderia ser um ponto de partida.
>>>>
>>>> não só como crítica ao mundo 'empresa', mas ao mundo 'instituição', que
>>>> precisa abstrair _uma_ personalidade e opinião a partir de um grupo de
>>>> pessoas que compartilha alguma coisa, a gente já passou por essa
>>>> conversa
>>>> antes. e a minha opinião (que é só minha, e isso é uma meta-referência a
>>>> esse argumento) é que não é possível abstrair objetivos & metas da
>>>> MetaReciclagem, justamente porque sua maior força é a diversidade de
>>>> níveis de engajamento, expectativas e opiniões.
>>>>
>>>> umas conversas boas:
>>>>
>>>> http://mutirao.metareciclagem.org/livro/rede-MetaReciclagem
>>>> http://mutirao.metareciclagem.org/livro/Regras-de-Jogo
>>>>
>>>> > A "indústria do consumo" estuda suas "vítimas", analisa e testa formas
>>>> mais
>>>> > "eficazes" de comunicação, SISTEMATICAMENTE, ocupa espaços, trabalha
>>>> com
>>>> > teorias do comportamento humano para prever e induzir ações e constrói
>>>> > "realidade".
>>>>
>>>> a metareciclagem, sistematicamente, ocupa espaços e constrói
>>>> 'realidade'.
>>>> mas é uma metodologia emergente e que tende à complexidade e, por que
>>>> não, à contradição.
>>>>
>>>> > Pergunta: Será que compreender os mecanismos de comunicação de
>>>> sentidos /
>>>> > siginificados por esta "indústria" poderia ajudar a definir o que
>>>> colocar na
>>>> > página inicial do site Metareciclagem?!
>>>>
>>>> como ação tática, sim. mas até que ponto a gente flexibiliza a
>>>> profundidade
>>>> para garantir o entendimento?
>>>>
>>>> > Você veio com um pergunta.  Eu deixo outra.
>>>>
>>>> idem idem
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