Olá, Kiki Como porta-voz desse projeto e mais que isso pelo respeito que temos com sua sua história, creio que vocẽ está à altura pra responder a alguns questionamentos que servirão de base pra responder à chamada pública a que estamos sendo instadxs a opinar. Desta forma gostaria de pontuar algumas questões. Por partes.
> *Projeto nacional de apoio a telecentros está em consulta pública* > > *Objetivo é qualificar a implantação e o funcionamento de espaços de > inclusão digital. Audiência pública sobre a proposta será realizada em > 19/05.* > Li os documentos detidamente e vejo que há sim a tentativa de implantar os espaço de ID. No entanto, me questiono o alcance da dita "qualificação" pois a referida proposta esmiúça alguns pontos e deixa outros em mar aberto sem um farol que possa nos guiar. lá na frente fundamento esse pensamento. > ** > > O Governo Federal vai apoiar a implantação e o fortalecimento de centros > públicos de acesso gratuito à internet no país. O Projeto Nacional de Apoio > a Telecentros visa ampliar a inclusão digital junto à população que ainda > não dispõe de renda para aquisição de um computador e dos serviços de > conexão à Internet. > A proposta prevẽ a manutenção de 5 mil pontos e ampliação de mais 3 mil. Pagamento de bolsas para telecentristas com a percepção de um pouco mais de $400,00 reais. E no entanto pede pra que haja funcionamento de 40h semanais. Isso não é qualificação profissional. Ademais, as bolsas serão gestadas pelo CNPq que pela minha experiẽncia de casa brasil tem sido um dos grandes gargalos. Eles não engolem que haja formação não-acadẽmica e sistematicamente sabotam tais experiências. Saí do casa brasil mas acompanho o sofrimento de quase 500 bolsistas que estão com suas respectivas bolsas suspensas por problemas meramente burocráticos e que não lhes dizem respeito. Dai que não considero que a saida pelo CNPq seja "qualificante". Tenho apelidado de "institucionalização da puxadinha". > O projeto pretende oferecer apoio à implantação de dois a três mil novos > telecentros e ao fortalecimento de cinco a dez mil unidades já existentes no > país. O Observatório Nacional de Inclusão Digital (Onid) já mapeou os dados > de localização e contatos de mais de cinco mil telecentros e a estimativa é > de que a quantidade total seja superior a esse número. O Governo prevê a > adesão de iniciativas de órgãos federais, estaduais, municipais e da > sociedade civil responsáveis pela implantação e funcionamento de espaços > públicos e comunitários de inclusão digital da população. > Oferecer apoio com esse pagamento ínfimo, não aponta para a necessidade real que é de política pública com sustentabilidade. É bem fato que atende em parte às demandas dos diversos órgãos federais como Serpro, caixa, BB que implantaram telecentros e têm necessidade de pagamento dos ditos telecentrista. Mas isso apenas arrefece a carência, não a resolve. > Para isso, está em consulta pública até o dia 29 de maio no endereço > http://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica um conjunto de três > documentos relativos ao Projeto Nacional de Apoio a Telecentros. Os > documentos consistem na proposta preliminar do projeto, na minuta de chamada > para adesão de iniciativas responsáveis por telecentros a serem apoiados e > na minuta de edital para seleção de entidades que ofertarão atividades de > formação a monitores que atuam nesses locais. > Li os documentos e não vi qual a proposta de formação que daí sim seria qualificar. Quando muito aponta para a formação em EAD pra aos "telecentristas" (com o perdão do uso dessa palavra) sem dizer como isso vai se dar, nem quem e como isso vai ser feito. Aponta também e dai com riqueza de detalhes pra participação dos ditos telecentristas pra o OID. Inclusive esmiúça a proporcionalidade de quantos participarão. Aproveito então, pra pedir esclarecimento a esse respeito. Como vocẽs estão pensando essa formação? Não é forçoso, portanto, admitir que a formação resume-se a EAD e ao OID. Basta? > O apoio se dará com o oferecimento de conexão, computadores, bolsas de > auxílio financeiro a jovens monitores e formação de monitores bolsistas e > não-bolsistas que atuem nos telecentros. Segundo a responsável pela > coordenação do projeto no Ministério do Planejamento, Cristina Mori, o > objetivo é oferecer condições ao aperfeiçoamento da qualidade e à > continuidade das iniciativas em curso, além da instalação de novos espaços. > A conexão do gesac não atende as demandas. O Gesac tem muito mais coisas a oferecer que essa maldita conexão. A embratel que ganhou a licitação só piorou a situação. Os Pcs, não se aponta a quem cabe a manutenção. A bolsas de auxilio já comentei em algum momento aí em cima. Então, com isso tudo há perpectivas realmente de que esse plano dá "condições ao aperfeiçoamento da qualidade"? > A coordenadora ressaltou a importância das parcerias. “A intenção de > colocar o projeto em consulta pública é conhecer as sugestões dos > interessados, principalmente das iniciativas que são potencialmente > aderentes ao projeto, aquelas que já possuem um conjunto de telecentros sob > sua responsabilidade e que querem ampliar essa atuação”, afirmou. O projeto > também prevê a adesão de novas iniciativas com objetivos convergentes às > suas diretrizes. > Louvo a iniciativa de se colocar em consulta pública. No entanto gostaria de saber como os demais projetos irão fazer essa dita convergẽncia. Qual a parte que cabe aos implementadorxs, a galera que está na ponta nos demais projetos? è o fim das oficinas presenciais e dos implmentadrxs que vão bem além dos telecentros? > Para realizar a qualificação, será constituída uma rede nacional de > formação de monitores, composta por instituições selecionadas pelo > Ministério do Planejamento, em diálogo e interação com as atividades já > oferecidas pelas iniciativas aderentes e por parceiros do projeto. > Gostaria de saber mais como se deu a escolha dessa seleção do Ministério do Planejamento. Quais os critérios? > “Os agentes de inclusão digital são fundamentais para que a comunidade se > aproprie das tecnologias que estão nesses espaços”, explicou a coordenadora. > “A formação de monitores é o eixo central deste projeto.” > Acho que o projeto erra de foco. A formação dos agentes pode ser até uma ponte mas não é o fim. Uma politica de qualidade visaria isso. > A ação é resultado de um esforço conjunto do Governo Federal para ampliar a > inclusão digital no país por meio dos telecentros. Pelas diretrizes do > projeto, são considerados telecentros espaços sem fins lucrativos de acesso > público e gratuito às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), com > computadores conectados à Internet, disponíveis para múltiplos usos, > incluindo navegação livre. > Quais os participantes desse esforço conjunto? > O projeto foi elaborado a partir das conclusões do grupo operacional de > inclusão digital coordenado pela Presidência da República, do qual > participaram diversos ministérios e órgãos atuantes no tema. A decisão de > apoiar os telecentros também levou em conta as considerações de > representantes da sociedade civil. > Tenho vários questionamentos com relação a isso mas acho que margeia a discussão. Sendo colocado como consulta pública a lucidez me impede de questionar a legitimidade desses grupos. Será validado, portanto. > São responsáveis pela coordenação geral do Projeto Nacional os Ministérios > das Comunicações, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento, sendo este > último o responsável pela coordenação executiva. “A idéia é que os > telecentros funcionem, cada vez mais, como espaços de uso efetivo e > cotidiano dessas tecnologias, e que integrem uma política pública de caráter > nacional e permanente, pactuada entre os vários atores envolvidos”, > salientou Cristina. > Ok. Mas pq o planejamento ? > Segundo o coordenador de inclusão digital da Presidência da República, > Cezar Alvarez, o projeto faz parte do esforço do Governo Federal na > ampliação da inclusão digital no país. Com a disseminação e o fortalecimento > de telecentros, a intenção é incluir o segmento da população que ainda não > dispõe de renda suficiente para a aquisição de serviços e equipamentos. > É isso então, o mero acesso? isso basta? Por fim, esepero que vocẽ compreenda que esses questionamentos não constituem em afronta nem muito menos descrédito a sua pessoa ou a instituição que vocẽ representa. Quero ratificar o respeito que tenho por ti e pelo teu trabalho mas não posso me eximir frente a essa proposta que considero bem intencionada mas que não atende as reais demandas de uma política sustentável para esse setor. Um abraço, Andréa Saraiva -- Andréa Saraiva -------------------------------------------------- Ceará em Foco: Antenas e Raízes cultura, ecosol e tecnologias livres -------------------------------------------------- http://www.cearaemfoco.org.br/ + 55 - 85 8605 5181
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