Obrigado Artur!

Abraço, Cgomes.

On 03/05/2015 07:24, Artur Costa Steiner wrote:
Uma outra forma de mostrar isto é a seguinte:

Se o polinômio P for constante, só pode haver uma raiz porque a exponencial é 
bijetora.

Se P tiver grau >= 1, quando x tende a oo, a exponencial se "descola" de P, 
mesmo que este também vá para oo. Logo, o conjunto A das raízes de sua equação é limitado 
superiormente. Quando x vai para -oo, a exponencial vai para 0 e P para + ou - oo, de modo 
que as duas curvas se descolam. Assim, A também é limitado inferiormente, logo limitado.

Se A for infinito, então, pelo Teorema de Bolzano Weierstrass, terá um ponto de 
acumulação em R, logo no domínio de ambas as funções. Como ambas são analíticas 
(dadas em todo o R por séries de potências), então coincidem em toda a reta 
real, sendo portanto a mesma função. Mas, pelo que vimos, isto é impossível. 
Logo, só pode haver um número finito de raízes, A é finito.

Se duas funções analíticas em R coincidirem em um conjunto limitado, então são 
a mesma função. Assim, um argumento similar ao anterior mostra, por exemplo, 
que, se P não for constante, a equação P(x) = sin(x) têm um número finito de 
raízes em R.

Isto vale também nos complexos. Assim, se P for um polinômio de coeficientes 
complexos e f(z) = e^(kz), k uma constante complexa não nula, então, em 
subconjuntos limitados de C, f e P igualam-se em um número finito de pontos.

Em subconjuntos infinitos de C, duas funções analíticas pode concordar em um 
uma infinidade de pontos sem serem a mesma função. O conjunto dos pontos em que 
se igualam é sempre enumerável (considerando-se conjuntos finitos como 
enumeráveis).

É interessante observar que, se P não for identicamente nulo, então, em todo o 
C, P e f(z) = e^kz (k não nulo) igualam-se em um conjunto infinito enumerável. 
E em toda reta de C, igualam-se em um número finito de pontos.

Abraços

Artur Costa Steiner

Em 03/05/2015, às 00:50, Carlos Gomes <[email protected]> escreveu:

Olá amigos,

Será que alguém pode me ajudar com essa?

Mostre que para qualquer polinômio com coeficientes reais p(x)  a equação 
e^x=p(x) tem sempre uma quantidade finita de raízes (evidentemente pode não ter 
raízes, caso em que a quantidade de raízes é 0 e portanto essa quantidade é 
finita inclusive nesse caso).

Abraço, Cgomes.

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