Tom,
procurei e não achei na lei… não sei a origem, mas estão nos contratos de
concessão dos blocos leiloados após esta lei, inclusive este da partilha do
campo de Libra. 1% do total do faturamento bruto para pesquisas.
Uma vez fiz a conta para Libra, no pico de produção, com petróleo a 100 dólares
o barril, são aproximadamente 1-2 milhões de reais por dia para faculdades de
segunda a domingo.
Investimentos (dinheiro) em pesquisas são feitos, mas como são fiscalizados?
Como são orientados? Por que fazer pesquisa? Existem metas mensuráveis? Como é
a burocracia?
Será que a proposta de Ciência Aberta ajudará orientar melhores resultados?
O contrato diz que se não investir o dinheiro do ano, precisa investi-lo no ano
seguinte com 30% de multa acrescida. A multa é pesada, logo o dinheiro irá
correr de algum jeito.
Coloco estes argumentos para mudar o foco de sua questão. Não falta
infraestrutura para quem quer trabalhar.
A ordem de grandeza dos investimentos hoje movidos por esta lei já são desta
ordem de grandeza. Como multiplicar isso? Talvez a própria estrutura pode não
dar conta.
Teve audiência pública recente para uma reformulação da burocaria e orientação
da verba. A proposta do governo não agradou faculdades, empresas de petróleo e
nem as associações das industrias. Como pode uma proposta não agradar ninguém?
Se procurar achará as notícias.
Sds,
Leandro
Enviado do Email do Windows
De: Everton Zanella Alvarenga
Enviado: sexta-feira, 21 de novembro de 2014 11:12
Para: Grupo de interesse em conhecimento livre no Brasil, especialmente dados
abertos // Open Knowledge discussion list for Brazil
Diogo e Leandro, obrigado pelos interessantes comentários.
Diogo, legal saber esses exemplos, mas ainda acho que são tímidos. Espero que
tenhamos políticas públicas no nível nacional para ampliar isso.
Seu comentário me fez lembrar duas coisas que observei na minha graduação. Das
várias horas que passei na biblioteca do instituto de física, me surpreendia o
número de vagas de empregos para físicos nas revistas americanas e europeias.
Nada comparado ao que vemos no Brasil. E o contraste foi maior quando comecei a
ir nas minhas primeiras entrevistas de emprego. Lembro claramente de uma dupla
num banco em entrevistando e fazendo aquela cara e comentários que física só
servia para pesquisa e que meu currículo na época era muito acadêmico (era
algum emprego desses que quem sabe ler e escrever consegue executar as tarefas
e ganhar um salário de classe média, nada muito desafiador, confesso que hoje
estou feliz não terem aceito, mesmo na época precisando dos fins.)
Sobre a lei do Petróleo, não conhecia, parece interessante. É essa aqui que
achei na Wikipédia, Lei do Petróleo? (diz que é de 1997) Queria ver melhor como
é executada e se esses repasses funcionam.
Há uns 10 anos lembro ter lido alguma matéria que mostrava que muito menos do
que é previsto por lei era repassado para as agências de fomento à pesquisa
estaduais, a exceção mais próxima do previsto por lei sendo São Paulo via
FAPESP, que me parece hoje ser uma das mais ricas e produtivas (também por
causa da situação econômica do estado).
Mesmo que não vá todo dinheiro, pouca coisa vai mudar se não houver mudanças
culturais profundas, como essa cultura empreendedora nas universidades. Eu
gostaria de saber quais políticas públicas poderiam catalisar esse processo.
Tom
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