Caro Jorge, há cerca de 4 anos iniciamos o uso do SB aqui em Bauru. Logo no início um colega se empolgou e colocou grande quantidade nas lojas amidalianas e não  removeu o SB . O anestesista quase infartou pq por pouco o paciente não aspirou. Cheguei à conclusão que não se devería deixar qualquer resto do SB nas lojas. O SB é preparado com talco, um veículoque também é extremamente irritante para a mucosa das VAInferiores. O que eu faço : logo após a remoção das amídalas, faço hemostasia apenas com gaze úmida. Apos alguns minutos, quando já houve redução parcial do sangramento, molho as gazes no SF e passo no SB (como o veículo é talco, aquilo vira uma pasta) e coloco estas gazes nas lojas amidalianas. Espero um tempo. Quando o sangramento cedeu  eu lavo bem com SF, retirando todo o SB. Não deixo nada!!!. Às vezes se faz necessário dar alguns pontos, pois milagre ele não faz. Portanto, acho que o importante é limpar bem as lojas amidalianas antes de findar a cirurgia. Abraços, Silvia
-----Mensagem original-----
De: jorge henrique arraes de alencar pierre <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2000 21:17
Assunto: [otorri.] Subgalato de Bismuto

          Caros Colegas,  

         Durante a residência tomei conhecimento do uso de subgalato de bismuto para hemostasia em amigdalectomias, porém não era prática corrente no serviço da UFRJ. Logo que cheguei ao Crato, me interessei pelo uso desta substância e comentando com meu pai, otorrinolaringologista há 46 anos e ainda em atividade, fui desencorajado de fazê-lo pois, segundo ele, esta substância foi muito usada no passado e teve seu uso descontinuado pelas complicações bronco-pulmonares que acarretava. Decidi não usar o subgalato, embora nunca tenha lido nada a respeito. Esta semana, "navegando" pelos sites de ORL, me deparei com este artigo, cujo resumo envio ao grupo. Gostaria de perguntar aos colegas que fazem uso freqüente de subgalato de bismuto, se já tiveram alguma complicação deste tipo.  

Respiratory Difficulty Following Bismuth Subgallate Aspiration :


Alan D. Murray, MD; Scott R. Gibbs, MD; Kathleen R. Billings, MD; Michael J. Biavati, MD

Bismuth subgallate, an agent that initiates clotting via activation of factor XII, has been advocated for use in controlling bleeding during tonsillectomy and adenoidectomy. Direct aspiration of bismuth has produced pulmonary complications in laboratory animals, but no clinical correlation in humans has been previously described. We report 2 cases of bismuth aspiration that resulted in respiratory difficulty after tonsillectomy and adenoidectomy. Neither child's respiratory compromise required airway intubation. This report of pulmonary complications secondary to bismuth aspiration should alert surgeons to the potential for airway problems when using bismuth as a hemostatic agent for tonsillectomy and adenoidectomy.

Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2000;126:79-81

 

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