Gotaria de transmitir a minha experiencia com os uso de subgalato de bismuto no controle da hemostasia após adenoamigdalectomias. Faço parte deste serviço há 6 anos, 3 como residente e 3 como preceptor. realizamos em media 200 cirurgias dessas por ano e até o momento desconheço qualquer complicação pulmonar com o seu uso no serviço. Os casos de sangramentos pós-operatórios tem ocorrido 1 a 2 por ano, uma taxa bem pequena, se consideramos a realizaáo somente por residentes(r1). Assim, concluo ester ser um método bastante eficiente, com a vantagem da não necessidade de dar pontos.
 
Atílio
Hospital de Base/FAmerp
São josé do Rio Preto-SP 
-----Mensagem original-----
De: jorge henrique arraes de alencar pierre <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2000 21:31
Assunto: [otorri.] Subgalato de Bismuto

          Caros Colegas,  

         Durante a residência tomei conhecimento do uso de subgalato de bismuto para hemostasia em amigdalectomias, porém não era prática corrente no serviço da UFRJ. Logo que cheguei ao Crato, me interessei pelo uso desta substância e comentando com meu pai, otorrinolaringologista há 46 anos e ainda em atividade, fui desencorajado de fazê-lo pois, segundo ele, esta substância foi muito usada no passado e teve seu uso descontinuado pelas complicações bronco-pulmonares que acarretava. Decidi não usar o subgalato, embora nunca tenha lido nada a respeito. Esta semana, "navegando" pelos sites de ORL, me deparei com este artigo, cujo resumo envio ao grupo. Gostaria de perguntar aos colegas que fazem uso freqüente de subgalato de bismuto, se já tiveram alguma complicação deste tipo.  

Respiratory Difficulty Following Bismuth Subgallate Aspiration :


Alan D. Murray, MD; Scott R. Gibbs, MD; Kathleen R. Billings, MD; Michael J. Biavati, MD

Bismuth subgallate, an agent that initiates clotting via activation of factor XII, has been advocated for use in controlling bleeding during tonsillectomy and adenoidectomy. Direct aspiration of bismuth has produced pulmonary complications in laboratory animals, but no clinical correlation in humans has been previously described. We report 2 cases of bismuth aspiration that resulted in respiratory difficulty after tonsillectomy and adenoidectomy. Neither child's respiratory compromise required airway intubation. This report of pulmonary complications secondary to bismuth aspiration should alert surgeons to the potential for airway problems when using bismuth as a hemostatic agent for tonsillectomy and adenoidectomy.

Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2000;126:79-81

 

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