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Caro Gustavo.
Concordo com voc� em g�nero, n�mero
e grau. T� na hora de balan�ar a peneira e ver o que sobra para fazer a massa
funcionar. Tem muito pintinho disfar�ado de pav�o no nosso meio!
Jos� Cabral (UFRN/CCS) -
Natal
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Quarta-feira, 20 de Setembro
de 2000 11:36
Assunto: Re: [otorri.] D�vida
Prezado
Pedro e demais
Colegas,
Vamos
considerar a real situa��o da distribui��o dos otorrinos no Brasil: uns 300
munic�pios brasileiros com otorrinos, etc... como foi discutido anteriormente.
Pois bem, � uma pr�tica muito comum no interior do Brasil, e n�o precisa ir
muito longe (posso citar a minha cidade que � Franca-SP), alguns colegas
que fizeram um estagio n�o reconhecido, n�o completaram a resid�ncia, ou
terminaram a gradua��o e se lan�aram no mercado de trabalho e na parede
em letras garrafais colocam : OUVIDO, NARIZ E GARGANTA, prestando
atendimento em otorrinolaringologia, tomando espa�os de quem fez tudo
direitinho.. N�o s�o membros da SBORL, n�o tem t�tulos de especialista e
n�o completaram a resid�ncia. Fazem algumas cirurgias de A+A, septo,
tumorzinho, etc... e quando a coisa complica, vaselinam e encaminham o caso
para a gente ou outros colegas e n�s seguramos a "bucha". Atendem
conv�nios tanto quanto a gente, n�o complicam para eles, pedem poucos
exames e s�o adequados para aquilo que interessa aos patr�es da medicina
de grupo, barganham pre�o baixo de consultas e e de exames de audio (
muitas vezes explorando as fonoaudi�logas) em benef�cio pessoal excluindo a
concorr�ncia do plano de sa�de e concordando com pre�os mais baixos da
consulta e procedimentos,
etc... N�o
discuto o direito deste colega em exercer a medicina no que bem entende,
mas concorrem com a gente corpo a corpo, se adequam ao "sistema" e na hora do
vamos ver o paciente quer resolver sua otite, amigdalite e, muitas vezes nem
sabe o nome do m�dico que o conv�nio encaminhou e emitiu a guia.
A realidade
do interior, mesmo em cidades maiores como a nossa � dif�cil. Em cidades
grandes ou em capitais a realidade profissional � outra. Ent�o o que fazer
para proteger o colega que fez residencia, tem o t�tulo de especialista,
� membro da SBORL em dia com suas anuidades. Eu lhes pergunto, ser� mesmo que
idealmente ocorrer� o credenciamento universal ??? Eu acho que na minha cidade
isto nunca ocorrer�... seria �timo, mercado de trabalho livre, f�rum de
discuss�o, o ideal... mas colegas, o buraco � mais embaixo. Enquando o CRM
permitir o livre exerc�cio de especialidades, sem crit�rios, sem
provas de t�tulos e reexames peri�dicos, todos e quaisquer um poder�o fazer o
que bem entende. Os conv�nios contratam quem bem lhes conv�m, pagam oque
querem e para cada um que sai tem dois para entrar no
lugar. Uma
outra situa��o que reflete a realidade de como se exerce a medicina no
interior do Brasil � a necessidade do colega ser cotista de um hospital que
detem um conv�nio para trabalhar. Cobra-se de US$ 40.000 a US$ 80.000 para ser
membro daquele hospital e por conseguinte ter acesso aqueles doentes
conveniados e, n�o � s� em institui��es particulares, a Unimed de Franca pediu
R$ 50.000 para que o colega pudesse entrar para a cooperativa, internar
e operar no hospital da cooperativa e na Santa Casa, que �
p�blica. Que
reservassa de mercado !!!! Pr� trabalhar ou � rico ou bem nascido !!! Coitado
daquele como eu que quando come�ou n�o tinha nem onde cair morto. Reserva de
mercado para quem pode
mais...
Este � o mundo verdadeiro, real e selvagem da medicina, aqui e
agora. Acho
que a SBORL est� no caminho certo, o Dep. Defesa Profissional, na pessoa do
Marcos e de outros tantos � excelente, o Ricardo teamb�m tem boas ideias,
mas... Os
planos de defesa e avan�os devem ser planejados e executados a curto m�dio e
longo prazo. Qual a for�a juridica da SBORL como sociedade para impedir o
inadequado exerc�cio da ORL??? quanto tempo voces acham que vai demorar para
se efetivarem as mudan�as?? E aqui no interior paulista, em Macap� ou
Xanxer�??? Achei
mesmo interessante o selo, podem at� achar papagaiada mas, sinceramente, tenho
orgulho de ser membro da SBORL, da SBCCP, ter seus T�tulos de Especialista e
fix�-los na parede, foi dif�cil para mim, para meu colega l� em Boa Vista ou
Macap� ou mesmo em Passo Fundo e para tantos outros chegarmos l�. Por
que n�o valorizarmos o que j� � nosso, est� em nossas m�o e n�o custar� tanto
??? Um
grande abra�o a todos e...desculpem-nos o
desabafo. Gustavo.
At 19:12 19/09/00 -0300, you wrote:
Confesso que gostaria de
entender a senten�a: Hoje em dia
qualquer um coloca na tabuleta : > "OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e sai
por a� fazendo amigdalectomia" escrita por
alguem do grupo. alguem poderia me ajudar nessa tarefa?
Obrigado pedro
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