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Gostaria de também lançar minha
indignação com relação à colegas que se auto
intitulam otorrinolaringologistas e ainda, são apoiados por professores
de Faculdade, os quais assinam cartas corroborando com uma mentira e
desvalorizando nossa especialidade. É o que está acontecendo em
Três Rios (RJ), cidade em que uma colega além de trabalhar na
Prefeitura nessa especialidade, ainda , pasmem, conseguiu entrar para a
Unimed local. A colega não opera, não sabe interpretar
audiometrias, TC ou videolaringoscopias. Sou proprietária de um
Serviço de ORL na cidade e nenhum exame pode ser mandado para ela sem
laudo. É uma enganadora e que inclusive agora, no Congresso de Natal
pretende apresentar um trabalho, sem que nenhum comprovante de especialidade lhe
tenha sido exigido. É apoiada por colegas da cidade de Petrópolis
(bem próxima à nossa) porém não conseguiu lá
nenhum emprego público nem entrar para nenhum convênio (por
quê ??????). O que a diferencia de nós, que tanto sacrifício
fizemos para fazer uma Residência Médica e até quando
estaremos à mercê desses enganadores ?
Valéria Lannes.
Prezado
Pedro e demais
Colegas,
Vamos
considerar a real situação da distribuição dos
otorrinos no Brasil: uns 300 municípios brasileiros com otorrinos,
etc... como foi discutido anteriormente. Pois bem, é uma
prática muito comum no interior do Brasil, e não precisa ir
muito longe (posso citar a minha cidade que é Franca-SP),
alguns colegas que fizeram um estagio não reconhecido, não
completaram a residência, ou terminaram a
graduação e se lançaram no mercado de trabalho e na
parede em letras garrafais colocam : OUVIDO, NARIZ E GARGANTA,
prestando atendimento em otorrinolaringologia, tomando espaços de
quem fez tudo direitinho.. Não são membros da SBORL,
não tem títulos de especialista e não completaram
a residência. Fazem algumas cirurgias de A+A, septo, tumorzinho,
etc... e quando a coisa complica, vaselinam e encaminham o caso para a
gente ou outros colegas e nós seguramos a "bucha". Atendem
convênios tanto quanto a gente, não complicam para eles,
pedem poucos exames e são adequados para aquilo que interessa
aos patrões da medicina de grupo, barganham preço baixo de
consultas e e de exames de audio ( muitas vezes explorando as
fonoaudiólogas) em benefício pessoal excluindo a
concorrência do plano de saúde e concordando com preços
mais baixos da consulta e procedimentos,
etc... Não
discuto o direito deste colega em exercer a medicina no que bem
entende, mas concorrem com a gente corpo a corpo, se adequam ao
"sistema" e na hora do vamos ver o paciente quer resolver sua
otite, amigdalite e, muitas vezes nem sabe o nome do médico que o
convênio encaminhou e emitiu a guia.
A
realidade do interior, mesmo em cidades maiores como a nossa é
difícil. Em cidades grandes ou em capitais a realidade profissional
é outra. Então o que fazer para proteger o colega que fez
residencia, tem o título de especialista, é membro da
SBORL em dia com suas anuidades. Eu lhes pergunto, será mesmo que
idealmente ocorrerá o credenciamento universal ??? Eu acho que na
minha cidade isto nunca ocorrerá... seria ótimo, mercado de
trabalho livre, fórum de discussão, o ideal... mas colegas, o
buraco é mais embaixo. Enquando o CRM permitir o livre
exercício de especialidades, sem critérios, sem provas
de títulos e reexames periódicos, todos e quaisquer um
poderão fazer o que bem entende. Os convênios contratam quem
bem lhes convém, pagam oque querem e para cada um que sai tem dois
para entrar no
lugar. Uma
outra situação que reflete a realidade de como se exerce a
medicina no interior do Brasil é a necessidade do colega ser cotista
de um hospital que detem um convênio para trabalhar. Cobra-se de US$
40.000 a US$ 80.000 para ser membro daquele hospital e por conseguinte ter
acesso aqueles doentes conveniados e, não é só em
instituições particulares, a Unimed de Franca pediu R$ 50.000
para que o colega pudesse entrar para a cooperativa, internar e operar
no hospital da cooperativa e na Santa Casa, que é
pública. Que
reservassa de mercado !!!! Prá trabalhar ou é rico ou bem
nascido !!! Coitado daquele como eu que quando começou não
tinha nem onde cair morto. Reserva de mercado para quem pode
mais...
Este é o mundo verdadeiro, real e selvagem da medicina, aqui e
agora. Acho
que a SBORL está no caminho certo, o Dep. Defesa Profissional, na
pessoa do Marcos e de outros tantos é excelente, o Ricardo
teambém tem boas ideias,
mas... Os
planos de defesa e avanços devem ser planejados e executados a curto
médio e longo prazo. Qual a força juridica da SBORL como
sociedade para impedir o inadequado exercício da ORL??? quanto tempo
voces acham que vai demorar para se efetivarem as mudanças?? E aqui
no interior paulista, em Macapá ou
Xanxerê??? Achei
mesmo interessante o selo, podem até achar papagaiada mas,
sinceramente, tenho orgulho de ser membro da SBORL, da SBCCP, ter seus
Títulos de Especialista e fixá-los na parede, foi
difícil para mim, para meu colega lá em Boa Vista ou
Macapá ou mesmo em Passo Fundo e para tantos outros chegarmos
lá. Por que não valorizarmos o que já é
nosso, está em nossas mão e não custará tanto
??? Um
grande abraço a todos e...desculpem-nos o
desabafo. Gustavo.
At 19:12 19/09/00 -0300, you wrote:
Confesso que gostaria de
entender a sentença: Hoje em dia qualquer um coloca na tabuleta : >
"OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e sai por aí fazendo
amigdalectomia" escrita por alguem do
grupo. alguem poderia me ajudar nessa tarefa?
Obrigado
pedro
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