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Prezada Val�ria
Lannes:
Ol�, como vai?
Permita-me a franqueza: sou solid�rio com sua
indigna��o, (realmente algo precisa ser feito), mas s� indigna��o n�o �
suficiente para mudar coisa alguma! Marquei em
vermelho no seu texto 3 (tr�s) afirma��es que, se devidamente
comprovadas, poderiam servir de substrato para a formaliza��o de queixa
ao CREMERJ. Como voc� sabe, sou conselheiro
atualmente, e percebo que voc� aponta tr�s delitos �ticos:
1. anunciar uma especialidade que n�o possui,
permite den�ncia no CRM e � burla tamb�m ao paciente-consumidor - sugiro
que documente-se e envie ao CRM, SBORL, PROCON (art. 135 do
CEM);
2. falso atestado ou declara��o, permite den�ncia
ao CRM e Justi�a comum - sugiro que obtenha c�pia da tal carta e envie ao CRM,
SBORL e Justi�a (art. 110 do CEM);
3. Ela � apoiada como? Seja mais clara. Se houver
cartas comprometedoras, a den�ncia � vi�vel.
Gostaria de frisar que se um queixoso n�o deseja
se incomodar ou teme se expor ao apontar um delito, s� lhe cabe ag�entar ou
engolir tudo o que lhe incomodar ou parecer injusto, anti�tico ou ilegal.
Mas no caso de um m�dico queixoso, a quest�o �
mais s�ria, pois o artigo 19 do
CEM determina ser obriga��o �tica do m�dico "denunciar ao CRM os atos que
contrariem os postulados �ticos".
Entenda tamb�m que o CRM, apesar de ser �rg�o
normatizador e fiscalizador da Medicina, depende de queixas formais ou fatos
not�rios e p�blicos, para agir (not�cia em jornal, por ex). Depende-se de uma
queixa, seja do paciente, do m�dico ou de qualquer cidad�o que queira denunciar
algo. N�o � vi�vel (e talvez n�o seja recomend�vel) ao CRM uma fun��o investigativa espont�nea sobre cada
m�dico.
E mais, para finalizar, as den�ncias s�o sempre
sigilosas (todos s�o inocentes at� prova em contr�rio), e devem ser
feitas ao CRM, e nunca, fique claro, nunca devem ser feitas
publicamente, como num grupo de debates da Internet, por exemplo. Tal a��o,
se levar � identifica��o da colega, pode configurar delito �tico tamb�m
do denunciante!
Abra�os, estou a seu dispor!
Diretor de Defesa Profissional da
SBORL
Tels. 21-537-3115 e 527-0943
CREMERJ - Sede - tel. 21-559-0018
Seccional Petr�polis - tel. 24-243-4373
----- Original Message -----
Sent: Monday, September 25, 2000 8:22
PM
Subject: [otorri.] Re: [otorri.]
D�vida
Gostaria de tamb�m lan�ar minha
indigna��o com rela��o � colegas que se auto intitulam otorrinolaringologistas e ainda,
s�o apoiados por professores de Faculdade, os
quais assinam cartas corroborando com uma mentira e desvalorizando nossa
especialidade. � o que est� acontecendo em Tr�s Rios (RJ),
cidade em que uma colega al�m de trabalhar na Prefeitura nessa especialidade,
ainda , pasmem, conseguiu entrar para a Unimed local. A colega n�o
opera, n�o sabe interpretar audiometrias, TC ou videolaringoscopias. Sou
propriet�ria de um Servi�o de ORL na cidade e nenhum exame pode ser mandado
para ela sem laudo. � uma enganadora e que inclusive agora, no Congresso de
Natal pretende apresentar um trabalho, sem que nenhum comprovante de
especialidade lhe tenha sido exigido. � apoiada
por colegas da cidade de Petr�polis (bem pr�xima � nossa)
por�m n�o conseguiu l� nenhum emprego p�blico nem entrar para nenhum conv�nio
(por qu� ??????). O que a diferencia de n�s, que tanto sacrif�cio fizemos para
fazer uma Resid�ncia M�dica e at� quando estaremos � merc� desses enganadores
?
Val�ria Lannes.
Prezado
Pedro e demais
Colegas,
Vamos
considerar a real situa��o da distribui��o dos otorrinos no Brasil: uns 300
munic�pios brasileiros com otorrinos, etc... como foi discutido
anteriormente. Pois bem, � uma pr�tica muito comum no interior do Brasil, e
n�o precisa ir muito longe (posso citar a minha cidade que �
Franca-SP), alguns colegas que fizeram um estagio n�o reconhecido, n�o
completaram a resid�ncia, ou terminaram a gradua��o e se lan�aram no
mercado de trabalho e na parede em letras garrafais colocam : OUVIDO,
NARIZ E GARGANTA, prestando atendimento em otorrinolaringologia, tomando
espa�os de quem fez tudo direitinho.. N�o s�o membros da SBORL, n�o tem
t�tulos de especialista e n�o completaram a resid�ncia. Fazem algumas
cirurgias de A+A, septo, tumorzinho, etc... e quando a coisa complica,
vaselinam e encaminham o caso para a gente ou outros colegas e n�s
seguramos a "bucha". Atendem conv�nios tanto quanto a gente, n�o
complicam para eles, pedem poucos exames e s�o adequados para aquilo
que interessa aos patr�es da medicina de grupo, barganham pre�o baixo
de consultas e e de exames de audio ( muitas vezes explorando as
fonoaudi�logas) em benef�cio pessoal excluindo a concorr�ncia do plano de
sa�de e concordando com pre�os mais baixos da consulta e procedimentos,
etc... N�o
discuto o direito deste colega em exercer a medicina no que bem
entende, mas concorrem com a gente corpo a corpo, se adequam ao "sistema" e
na hora do vamos ver o paciente quer resolver sua otite, amigdalite e,
muitas vezes nem sabe o nome do m�dico que o conv�nio encaminhou e
emitiu a guia.
A
realidade do interior, mesmo em cidades maiores como a nossa � dif�cil. Em
cidades grandes ou em capitais a realidade profissional � outra. Ent�o o que
fazer para proteger o colega que fez residencia, tem o t�tulo de
especialista, � membro da SBORL em dia com suas anuidades. Eu lhes pergunto,
ser� mesmo que idealmente ocorrer� o credenciamento universal ??? Eu acho
que na minha cidade isto nunca ocorrer�... seria �timo, mercado de trabalho
livre, f�rum de discuss�o, o ideal... mas colegas, o buraco � mais embaixo.
Enquando o CRM permitir o livre exerc�cio de especialidades, sem
crit�rios, sem provas de t�tulos e reexames peri�dicos, todos e quaisquer um
poder�o fazer o que bem entende. Os conv�nios contratam quem bem lhes
conv�m, pagam oque querem e para cada um que sai tem dois para entrar no
lugar. Uma
outra situa��o que reflete a realidade de como se exerce a medicina no
interior do Brasil � a necessidade do colega ser cotista de um hospital que
detem um conv�nio para trabalhar. Cobra-se de US$ 40.000 a US$ 80.000 para
ser membro daquele hospital e por conseguinte ter acesso aqueles doentes
conveniados e, n�o � s� em institui��es particulares, a Unimed de Franca
pediu R$ 50.000 para que o colega pudesse entrar para a cooperativa,
internar e operar no hospital da cooperativa e na Santa Casa, que �
p�blica. Que
reservassa de mercado !!!! Pr� trabalhar ou � rico ou bem nascido !!!
Coitado daquele como eu que quando come�ou n�o tinha nem onde cair morto.
Reserva de mercado para quem pode
mais...
Este � o mundo verdadeiro, real e selvagem da medicina, aqui e
agora. Acho
que a SBORL est� no caminho certo, o Dep. Defesa Profissional, na pessoa do
Marcos e de outros tantos � excelente, o Ricardo teamb�m tem boas ideias,
mas... Os
planos de defesa e avan�os devem ser planejados e executados a curto m�dio e
longo prazo. Qual a for�a juridica da SBORL como sociedade para impedir o
inadequado exerc�cio da ORL??? quanto tempo voces acham que vai demorar para
se efetivarem as mudan�as?? E aqui no interior paulista, em Macap� ou
Xanxer�??? Achei
mesmo interessante o selo, podem at� achar papagaiada mas, sinceramente,
tenho orgulho de ser membro da SBORL, da SBCCP, ter seus T�tulos de
Especialista e fix�-los na parede, foi dif�cil para mim, para meu colega l�
em Boa Vista ou Macap� ou mesmo em Passo Fundo e para tantos outros
chegarmos l�. Por que n�o valorizarmos o que j� � nosso, est� em
nossas m�o e n�o custar� tanto
??? Um
grande abra�o a todos e...desculpem-nos o
desabafo. Gustavo.
At 19:12 19/09/00 -0300, you wrote:
Confesso que gostaria de
entender a senten�a: Hoje em dia
qualquer um coloca na tabuleta : > "OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e
sai por a� fazendo amigdalectomia" escrita por
alguem do grupo. alguem poderia me ajudar nessa tarefa?
Obrigado
pedro
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