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-----Mensagem Original-----
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De: Jos� Renato O ministro-chefe do Gabinete de Seguran�a Institucional, general Alberto Cardoso conseguiu falar o que todos n�s j� sab�amos mas ningu�m ou quase ningu�m tem interesse de divulgar. Vejam reportagem completa abaixo e o coment�rio que fiz em 30.06.02 divulgado para a m�dia e publicado na se��o das cartas da ISTO� n� 1712 de 24.07.2002. []s Jos� Renato _________________________ A TARDE 16/08/2002 - Nacional Outras not�cias de Geral >> < http://www.atarde.com.br/materia.php3?mes=08&ano=2002&id_subcanal=19&id_materia=2316 > Viol�ncia "O crime organizado est� l� em cima", diz Cardoso Bras�lia e Rio - Bandidos como Fernandinho Beira-Mar e Elias Maluco n�o s�o os respons�veis pelo crime organizado, disse ontem o ministro-chefe do Gabinete de Seguran�a Institucional, general Alberto Cardoso, se declarando preocupado com as declara��es de alguns candidatos que os citam. "Eles s�o de um n�vel intermedi�rio. O crime organizado est� l� em cima. Os respons�veis s�o os que lavam dinheiro, financiando os gerentes de drogas e os compradores de armas", afirmou o general, se referindo aos dois traficantes como "gerentes de drogas". Para combater o crime organizado, de acordo com o general Cardoso, � preciso continuar fortalecendo o n�cleo b�sico de intelig�ncia financeira do governo, que � integrado pelo Coafi, Receita Federal, o Departamento de Il�citos Financeiros e Cambiais do Banco Central e o setor que atua contra fraudes na Previd�ncia Social. Esses �rg�os � que combatem a lavagem de dinheiro. De acordo com o general, os que lavam dinheiro s�o os mesmos que atuam na corrup��o de agentes do Estado. "Me preocupa quando eu vejo, nos programas eleitorais, candidatos citarem esse n�vel intermedi�rio como sendo crime organizado. O crime organizado � comandando por aqueles que precisam ter perman�ncia e para ter essa perman�ncia, precisam uma apar�ncia de legalidade e para isso precisam lavar dinheiro". De acordo com Cardoso, os mentores do crime organizado s�o os que lavam dinheiro, financiam os gerentes para a compra de armas e drogas, dinheiro esse que � devolvido em dobro aos grandes chefes. Traficante morre Mais um bandido da quadrilha de Elias Maluco foi morto. O traficante Fl�vio Reginaldo dos Santos, 31 anos, conhecido como Buda, foi baleado no in�cio da manh� de ontem durante uma opera��o da Divis�o de Repress�o � Entorpecentes (DRE) na Vila Cruzeiro. Buda era um dos gerentes do traficante Elias Maluco, acusado como o mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes. A opera��o, que come�ou �s 5h30m, contou com 20 homens e tinha o objetivo de capturar Buda. O traficante, que estava na casa da sogra, reagiu a tiros e foi ferido. Levado para o Hospital Get�lio Vargas, ele n�o resistiu aos ferimentos e morreu. Com o bandido, foram apreendidos tr�s celulares, um r�dio comunicador, uma pistola e uma granada. Buda era o chefe do tr�fico de drogas na Vila Cruzeiro e tinha o traficante Andr� Capeta, morto na ter�a-feira, como o bra�o direito. Segundo policiais da DRE, os dois colocaram fogo no ano passado em uma viatura da delegacia e teriam institu�do um pr�mio de R$ 10 mil para o bandido que conseguisse executar cada um dos 15 agentes que na �poca trabalhavam no Servi�o Reservado (P-2) do 16� BPM (Olaria). Ele e Capeta tamb�m foram acusados de executar tr�s policiais da DRE em 18 de setembro do ano passado. Na ter�a-feira, o traficante Andr� Capeta foi morto com um tiro na cabe�a quando estava num dos acessos da favela Vila Cruzeiro. _____________________separador de coment�rio De: "Jos� Renato" <[EMAIL PROTECTED]> PARA: "Divulga��o" <[EMAIL PROTECTED]> Assunto: O crime no poder Data: sexta-feira, 12 de julho de 2002 20:23 Em 30.06.2002 redigi o coment�rio abaixo. Depois do vai-e-vem no pedido de interven��o no Esp�rito Santo, infelizmente mant�m sua atualidade. A hist�ria recente mostra que os senhores do crime elegem seus representantes nos parlamentos legislativos, nos poderes executivos e mant�m, sob amea�a e facilidades pecuni�rias juizes, promotores, delegados, investigadores e policiais de forma a evitar que sejam incomodados nos seus neg�cios escusos. Essa t�tica fez escola nas m�fias norte-americana, italiana, mexicana, russa, chinesa, japonesa e, no Brasil, se fortaleceu junto aos contraventores do jogo do bicho, do narcotr�fico, do roubo de cargas, etc. Lembro quando Collor, nos primeiros meses da presid�ncia, desmantelou a Pol�cia Federal, sua organiza��o e sua capacidade investigativa. Ele e seu caixa de campanha PC Farias sabiam muito bem, que precisavam desqualificar qualquer institui��o que viesse atrapalhar suas a��es furtivas pouco ortodoxas. Agora, vejo farto notici�rio sobre a autoriza��o do governo federal para contratar cerca de seis mil agentes, com o prop�sito de tornar mais efetivo essa importante organiza��o policial. Demorou!!! E ainda vai demorar mais seis meses, pelo menos, para se obter os primeiros resultados. Isso se essa contrata��o for tratada de forma priorit�ria e n�o apenas mais um plano de emerg�ncia dos in�meros existentes nas gavetas do governo central, pendentes de execu��o. Al�m, � claro, de modo sutil deixar para o pr�ximo governo os planos e as promessas feitas agora, mas que n�o foram sequer iniciadas durante os oito anos FHC. Foi necess�rio que se desenvolvesse no pa�s um grupo ousado de criminosos que n�o usam gravatas, como o Comando Vermelho, para que os senhores respons�veis por nossa seguran�a chegassem a conclus�o de que a situa��o de desordem j� est� fora de controle, ultrapassou todos os limites "aceit�veis". Os pol�ticos, os profissionais de comunica��o (jornalistas, rep�rteres, editores e comentaristas), assim como a popula��o em geral, parecem "aceitar" e digerir com mais facilidade as viola��es criminosas executadas de modo discreto, sem alardes, sem divulga��es cruas, sanguin�rias e horripilantes que possam chocar a chamada opini�o p�blica durante o notici�rio da noite. � a aplica��o do ditado popular: o que os olhos n�o v�em... Creio que agora torna-se mais que necess�rio aos propriet�rios, dirigentes e profissionais da m�dia - que ainda h� pouco mantinham esse tipo de atitude - repensem suas talvez confort�veis mas perniciosas omiss�es. Jos� Renato M. de Almeida [EMAIL PROTECTED] Salvador - Bahia Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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