Em 27/10/07, Pablo Sánchez<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Em 27/10/07, Fabio Telles<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > Hum.... fazer teste de performance sem tuning é absolutamente > > inviável. > > Não, não é. Qual dos dois é melhor out-of-the-box? A maior parte das > pessoas vai por um oupor outro baseado na primeira reação com o banco. > Tuning vem sempre depois, depois que vc já tem uma solução, depois que > apareceu um gargalo, depois que ... enfim... > > Porque muita gente acha que o Windows é melhor que o Linux e quem usa > Linux diz o contrário? Porque o Windows é melhor out-of-the-box, mas o > Linux pode ser tunado a deixar a coisa muuito melhor. >
Permita-me discordar fraternalmente. Você já fez uma instalação algum SO e deixou tudo "out-of-the-box"? Quem me conste é impossível instalar um DB-2 num mainframe "out-of-the-box". O Oracle também não é algo "out-of-the-box". Não dá para achar que vai colocar um servidor dedicado em produção com a configuração padrão de nenhum SGDB. É claro que o ideal é não ter que mexem muito. Acho que para efeito de testes comparativos, alterar o código fonte não deve ser um prática recomendada. Mas há alguns parâmetros que são um tanto simples de se configurar, como o shared-buffers que fazer muita diferença. De que adianta fazer testes "out-of-the-box" se nenhum DBA em sã consciência utilizaria esta configuração em produção??? Os testes da SUN não são com o PostgreSQL ou o MySQL "out-of-the-box". Há... fazer tuning dá trabalho. Dá mesmo. Mas há um mínimo recomendado na própria documentação que deve ser seguido. O pessoal faz um esforço danado para criar novas opções de ajuste no SGDB e você me diz que tem que testar tudo com os valores default? Então dá no mesmo fazer os testes num P100 ou num servidor com 8 processadores Xeon utilizando as configurações default??? Olha eu respeito a sua opinião. Acho que ter soluções "out-of-the-box" é uma demanda para o mercado de desenvolvimento de soluções para micro e pequenas. Acho por exemplo o SQLite uma solução muito bacana para estes casos. Mas em ambiente corporativo com demandas OLTP ou DW pesadas isso não funciona. Soluções "out-of-the-box" são até desejáveis, mas ainda não existem. A Oracle tem um esquema de gerenciamento automático de memória onde você apenas diz qual é a memória máxima que o SGDB pode utilizar e ele gerencia o resto para você, mas ainda não funciona tão bem assim. Da mesma forma existem planos de criar um autotuning mínimo para o PostgreSQL. Seria bom, tuning dá trabalho. Por enquanto só podemos esperar (e quem sabe ajudar!). Mas ao fim e ao cabo, temos que comparar SGDBs utilizando o melhor de seus atributos e não utilizá-los como se fossem um ACCESS e publicar conclusões completamente equivocadas a respeito de seus desempenhos. A Oracle e Microsoft gastam milhões na publicidade das suas mais recentes conquistas nos testes TCP. Você acha realmente que eles usam a configuração "out-of-the-box" dos seus SGDBs para estes testes??? []s Fábio Telles -- blog: http://www.midstorm.org/~telles/ e-mail / jabber: [EMAIL PROTECTED] _______________________________________________ pgbr-geral mailing list [email protected] https://listas.postgresql.org.br/cgi-bin/mailman/listinfo/pgbr-geral
