Em 14/10/2011 12:44, Guimarães Faria Corcete DUTRA, Leandro escreveu:
> 2011/10/14 Flávio Alves Granato<[email protected]>:
>> Onde o modelo relacional é mais simples que o NoSQL como comentei?
> Não existe um modelo NoSQL, ele é simplesmente a reversão às bases de
> dados prerrelacionais, dos anos sessenta e setenta.
>
> Isso dito, o modelo relacional trabalha com tipos, que equivalem às
> classes de OO e encapsulam a complexidade.
>
> O que o modelo relacional acrescenta são as relações (vulgo tabelas,
> desde que tenham ao menos uma chave natural declarada), que
> representam conjuntos de predicados (afirmações sobre o mundo real).
Um SGBD como o PostgreSQL trabalha bem com um mundo não relacional? A 
gente vê alguns projetos grandes partindo para o lado NoSQL, cita 
algumas razões para estes projetos darem certo mais abaixo.
>
> Já NoSQL não tem nenhuma abstração, como todas as vezes que essa
> abordagem foi proposta antes, com outros nomes — redes, grafos,
> hierarquias, BDOO e vai por aí afora — tem‐se de criar um modelo
> específico para cada uso, sem nenhuma organização lógica.  Parece mais
> simples ao pensar‐se somente nesse uso, mas por falta de abstrações e
> de independência de dados em relação à organização física, a
> complexidade vai se acumulando até inviabilizar a escalabilidade e
> (ou) a extensão do uso.
hummm... não concordo a escalabilidade, mas concordo com a extensão do 
uso. Se bem que os casos em que vi troca de um SGBD por um NoSQL foi de 
MySQL para algum NoSQL. Realmente o MySQL precisa evoluir mais para 
acompanhar seus pares SGBD como o PostgreSQL
>
> Vide que, nesta atual moda NoSQL, os poucos casos de sucesso são ou
> extremamente restritos funcionalmente, ou contam com uma qualidade
> excepcional de programadores e SysAdmins para fazer funcionar, como é
> notoriamente o caso do Google.  Mas o Google faz até o MySQL
> funcionar… enquanto os casos de fracasso sucedem‐se um após o outro.
concordo, mas não conheço um caso de fracasso e arrependimento do uso de 
NoSQL, claro que fracassos não são tão divulgados quanto casos de 
sucesso, mas...
>
> Ademais, vide o que SQL tem sido usado como abstração lógica para
> implementações normalmente associadas ao NoSQL, como é o caso do
> Yahoo! Himalaya (se não me falha a memória), agora o serviço MySQL do
> Google, e o MS SQL Server com Hadoop da MS.  E temos os nossos
> próprios exemplos, se não me engano HadoopDB, Greenplum e um outro que
> me foge à memória.
Sem chance, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Aquele 
velho ditado cada macaco no seu galho, vai ser mais um caso de bagunça 
para você alardear por ai e beatificar o modelo relacional.
>
> Quem escreveu bem a respeito foi o criador do Postgres
> <http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Stonebraker#cite_note-10>.
> Quanto à ilusão do ORM, o nosso David Fetter
> <http://people.planetpostgresql.org/dfetter/index.php?/archives/40-Removing-Much-of-the-Suck-from-ORMs.html>
> <http://thoughts.j-davis.com/2007/12/03/on-orms-and-impedence-mismatch/>.
>
> Quanto a outras discussões que deixo pendentes (lembro de duas), é de
> propósito: chegaram a um nível de animosidade e repetitividade que
> precisa mais tempo do que disponho para dar respostas que evitem a
> repetição do que aconteceu agora, dos meus argumentos serem ignorados
> por quem ainda não entendeu o modelo relacional nem parece querer
> entender, se preocupando antes em ganhar a discussão a qualquer custo…
Como diria Maria para o Joãozinho, "à força não...." hehehe
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