O número do pedido pode existir desde 2 séculos atrás, nem por isso deixa
de ter sua importância atual.

Alguém sabe como funciona o processo em praticamente todos os sistemas de
gestão de grande porte? Ou em empresas organizadas? Primeiro alguém gera um
pedido no sistema e vai até o Caixa para pagar. Ou seja, o vendedor
cadastra o pedido com todos os itens que você deseja adquirir (pode ser até
um mero parafuso) e o caixa emite a NF ou o CF com base no pedido XYZ
gerado pelo vendedor. Já vi em uma grande rede varejista do Sul do País o
vendedor gerar o pedido nos terminais com um sistema em CLIPPER e te
entregar um papelzinho de uns 1,5 x 5cm com o número do pedido. Aí me
dirigi ao caixa e só nesse momento a NF passou a existir. Já vi isso até em
bodeguinhas de 2 vendedores. Vai da organizaçãoda empresa.

Mudando de saco para mala, esse número importante ou não, é algo presente
no dia-a-dia. Uns vão dizer que é chave natural outros que é chave
artificial; mas é uma chave.

Saindo dos pedidos e indo para as pessoas. A melhor chave, hoje, no Brasil,
seria usar o CPF. Seria, pois (pasmem) ainda há pessoas que não possuem o
dito documento. E como vamos migrar os dados se o vivente não possui CPF?
Padronizar isso seria algo fácil se fosse planejado agora uma regra a ser
obrigatória para todos os que fossem comprar água. Talvez, teríamos 90% de
eficiência.

Porque não usar o código para identificar a pessoa? Quer algo mais flexível
e aderente do que esta forma? Se sei o nome completo da pessoa eu preencho.
Se tenho o CPF eu preencho. Se tiver o RG eu preencho. Mas se eu não tiver
o nome completo (a única referência que tenho é 'ZÉ') eu ponho o que
conseguir. Funciona igual às fichas do século XIX, faço a minha venda e
basta!

Apesar da thread estar aquecida, acredito que ainda há opiniões e/ou
exemplos a serem agregados. Apesar de se tratar de uma questão simples, há
várias opiniões sobre o assunto.

2012/2/18 Alexsander Rosa <[email protected]>

> Em 17 de fevereiro de 2012 19:04, Guimarães Faria Corcete DUTRA, Leandro <
> [email protected]> escreveu:
>
> 2012/2/17 Alexsander Rosa <[email protected]>:
>> >
>> > OK, concordamos com "número de pedido". No caso de "código de cliente",
>> de
>> > fato, o uso de fichas numeradas mecanicamente não era tão comum quanto
>> no
>> > caso dos pedidos.
>>
>> Mas o histórico é relevante?  Na minha não tão humilde opinião, é
>> interessantíssimo mas quase tão irrelevante quanto o papel em si.  A
>> questão é se o código, número ou seja‐lá‐o‐que‐fôr é necessário para a
>> organização por causa de suas regras, métodos e requisitos, ou se é
>> uma imposição do sistema informatizado; se for da organização, é uma
>> chave natural a mais, e é, meio que por definição, boa; se for do
>> sistema, é uma complicação a mais, uma chave artificial a ser evitada
>> se possível.
>>
>>
> Pelas minhas observações, no comércio o "número de pedido" é necessário
> porque os comerciantes o usam há séculos, não por "imposição do sistema
> informatizado". Conforme eu já demonstrei várias vezes, há mais de 100 anos
> os talões de pedidos numerados mecanicamente são usados em muitos
> estabelecimentos. Na minha opinião, "número de pedido" é sim uma chave
> natural -- pelo menos no comércio.
>
> No universo em que trabalho há décadas, empresas de atacado e varejo com
> um porte razoável, até hoje não vi uma única ocasião em que o "número do
> pedido" não existisse. Já vi cadastros de produtos em livros, já vi
> cadastros de clientes em fichários, já vi controles de entregas em
> planilhas, mas nunca vi um pedido sem um número. Quase sempre o talão vem
> numerado, mas já vi casos onde ele era carimbado. Procurem "carimbo
> numerador" no Google, é um carimbo que avança o número automaticamente.
>
> Talvez o armazém da esquina não use este número e anote os pedidos num
> pedaço de jornal, mas se ele tiver algum tipo de equipamento emissor de
> cupom fiscal (ECF), destes com lacre da SEFAZ, vai trabalhar com pelo menos
> 4 atributos que vêm gravados na EPROM do ECF (ou são obtidos pelo relógio
> interno): data de emissão, número da loja (4 dígitos), número do ECF na
> loja (3 dígitos) e número do cupom (COO, contador de ordem de operação, 6
> dígitos). Estes 4 atributos formam a chave primária da entidade "cupom
> fiscal" e esta também é, na minha opinião, uma chave natural. Quando vocês
> comprarem algo num supermercado, procurem por estes 4 atributos, eles estão
> impressos em todos os cupons fiscais do Brasil.
>
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> Atenciosamente,
> Alexsander da Rosa
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