2011/2/1 Alexei Znamensky <[email protected]>: > > Isso é um pré-conceito na nossa cultura (não sei até onde vai a abrangência > do fenômeno, mas pelo menos no Brasil e em Portugal de onde herdamos a > língua, isso vale). > Os alemães, tidos como um dos povos mais formais do Ocidente, têm uma > distinção de pronomes de 2a. pessoa formal e informal. No entanto, a 2a. > pessoa formal (Sie) é utilizada na rua, com pessoas que você não conhece, > enquanto que em casa o normal é utilizarem a 2a. pessoa informal (du). Eu > nunca chamei meu pai de "Senhor", ele nunca fez questão disso, e eu pretendo > fazer a mesma coisa quando tiver filhos: em casa é informal, lá fora é que é > formal.
A título de curiosidade, existem pelo menos 7 maneiras de dizer "você" em japonês, dependendo da sua intimidade com a pessoa, da posição social relativa entre os dois e de quão feliz (ou p*) vc está com ela: kiden (きでん) anata (あなた) kimi (きみ) omae (おまえ) onore (おのれ) temee (てめえ) kisama (きさま) As mais comuns são "anata" (formal) e "kimi" (informal), embora também seja muito comum simplesmente dizer o nome da pessoa seguido do honorífico apropriado (san, dono, sensei, sama, chan, kun, ...), como fazemos com os nossos pronomes de tratamento. Incidentalmente, "anata" também é usado por esposas para se referir carinhosamente ao marido (é o nosso "querido"), e uma das contrações mais famosas é "anta". Assim, acho que o Japão é o único país em que a esposa pode chamar o marido de "anta" e ele achar o máximo ;-) Meus 20¥. []s -b =begin disclaimer Sao Paulo Perl Mongers: http://sao-paulo.pm.org/ SaoPaulo-pm mailing list: [email protected] L<http://mail.pm.org/mailman/listinfo/saopaulo-pm> =end disclaimer
