On Sun, Jan 26, 2020 at 6:03 PM santamariense <[email protected]> wrote: > > 1. ... o critério é: "Considerar as cidades com distância igual > > ou menor à raiz quadrada da população da MENOR cidade". > > Apontamentos ou oposições à correção disto na proposta?
Eu sempre entendi que esse critério era uma forma de reduzir o número de pares que teremos que considerar obrigatoriamente ao fazer a análise inicial, não uma limitação para eventuais casos particulares que encontremos depois, que constariam em lista à parte e que provavelmente seria bem curta (e provavelmente em muitos estados nem existiria). Ou seja, eu colocaria que isso não é uma restrição estrita e sim uma recomendação para a metodologia ser aplicada de forma mais eficiente. > > 2. A classificação no RS foi feita com base numa mistura de critérios > > físicos, funcionais e administrativos. Do ponto de vista físico, a > > classificação tem algumas propriedades: > > > > a) Todas as vias motorway, trunk e primary são pavimentadas, sem exceção. > > Não houve intenção de abrir brecha para vias não-pavimentadas serem > motorways, De fato. Eu estava entendendo o termo "duplicada" conforme a definição do DNIT, que inclui a pavimentação. Eu descreveria com uma pista por sentido e separador físico, mas sem pavimentação, como "dividida/separada e não-pavimentada", pra não causar confusão. Várias arteriais urbanas são divididas e nem por isso se enquadram na categoria "duplicada" do DNIT. Ia ficar bem estranho um monte de trunk indo pra bairros pouco populosos. > Vou adicionar as colocações feitas na seção "pontos a discutir" da > proposta, por enquanto. Imagino que conforme o pessoal for > amadurencendo a ideia, mais pessoas poderão opinar para tomar a > decisão. Vi as suas alterações lá. Acho que seria interessante termos um glossário, pra que as definições dos termos estejam bem claras. Eu acho interessante adotarmos as definições do CTB e do DNIT, que são do conhecimento de muitos, e esclarecer onde for necessário divergir delas por alguma razão específica do OSM. Se quiser, eu mesmo posso acrescentar o glossário. > vai selecionar as vias com melhores características físicas. Por outro > lado, temos regiões remotas do país, onde pode haver cidades que > tenham porte populacional para ter classificação viária maior do que > as estradas que levam até ela se fosse aplicada essa restrição, e caso > isso ocorra vai criar ilhas no sistema viário. Há de se considerar > também que, por exemplo, uma rodovia trunk no Acre de nada > interferiria no sistema viário de São Paulo. Ok, algumas cidades são > de fato isoladas da malha viária principal do país, como esta [1], e > daí não há o que ser feito. > > [1] - > http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2014/03/isolada-porto-walter-no-ac-e-unica-cidade-do-pais-sem-carro.html Me parece que a principal ligação dessa cidade com o sistema rodoviário é por barco. Talvez exista uma rota de balsa para carros, mas ninguém mapeou ela ainda. Se existir, pode ser mapeada com route=ferry + ferry=tertiary/secondary, já que essa cidade tem o limiar populacional de place=village. A etiqueta ferry=trunk/primary/secondary/tertiary/unclassified foi feita para permitir que GPSs que se guiam fortemente pela hierarquia possam converter as rotas de balsa em "rotas virtuais" do tipo esperado, em continuidade com o sistema viário em terra, e possam desenhar essas rotas nos mesmos níveis de ampliação/zoom. Essa rota de balsa terciária então se ligaria a vias urbanas terciárias (que essa cidade com certeza já está em condições de ter), por exemplo a Rua Dom Luiz Herbertes, que leva para alguns povoados (place=hamlet), e suas ligações com o porto (Rua Kalily Cameli e Rua Mamed Cameli). > Estou juntando informações de diversas fontes, bem como cruzando > dados, para obter como resultados quais das mais de 5500 cidades do > país não tem acesso asfáltico e poderia ser de fato afetada pelo que > está sendo discutido nesse item. São questões pontuais que deverão ser > discutidas no decorrer da proposta. Esse com certeza seria um dado muito interessante. > > b) Todas as rodovias duplicadas por mais de 10 km são trunk ou motorway. Eu andei olhando uns casos por aí e acho que 10km pode ser pouco e acabar levando à elevação artificial de algumas perimetrais e anéis viários. Sugiro que pensemos se não seria melhor 20km. > Este item não obstrui a classificação, apenas adiciona algumas > rodovias a mais às categorias mais elevadas de classificação, e que > poderiam muito bem ser usadas como alternativa às outras de igual > qualidade, então eu concordo, desde que não venha a ter "tocos" de > trunk desconexos da malha principal. No grupo de classificação, eu fiz a seguinte proposta, com a qual todos aparentemente concordaram, e acho que pode ser adaptada para trunk: On Wed, Dec 11, 2019 at 9:46 AM Fernando Trebien <[email protected]> wrote: > Eu acho que nós evitaríamos situações assim e teríamos uma classificação que > respeita as relações hierárquicas das vias se limitarmos o uso de motorway da > seguinte forma: > 1. Cada sistema motorway regional tem que estar enraizado em alguma cidade de > grande porte. Não precisa ir até o núcleo da cidade, mas deve começar nas > proximidades do perímetro urbano. > 2. Toda motorway tem que preencher também os requisitos das trunks, ou seja, > o sistema motorway tem que ser um subconjunto do sistema trunk. > 3. Um trecho motorway tem que ter uma extensão mínima. Uma exceção seria > motorways que ligam outras motorways muito próximas entre si. Para trunk no caso das duplicadas longas (e duplicadas aqui é na definição do DNIT: rodovia dividida e pavimentada; o que exclui as arteriais municipais e as não-pavimentadas), seria algo assim: "Cada sistema duplicado regional tem que estar enraizado em alguma cidade de grande porte. Não precisa ir até o núcleo da cidade, mas deve começar nas proximidades do perímetro urbano." Essa definição abraça as rodovias do RS que foram promovidas a trunk por esta razão (ERS-239 e ERS-030), embora eu prefire a justificativa funcional (Taquara, Parobé e Igrejinha formam uma aglomeração de 150k e a população de Tramandaí chega a 500 mil em feriados [2]). A expectativa geralmente é que essas vias trunks sejam radiais, ou seja, partam das cidades grandes para outros lugares, ou seja, não incluiria anéis e perimetrais. Estes seriam classificados conforme a classificação do plano diretor, ou por continuidade com as vias nas proximidades (ex.: se só partem vias primárias da cidade, não faz sentido ela ter um anel trunk). > > 3. Na minha opinião, o critério deveria ser o mesmo em todo o Brasil. Daí as comunidades de São Paulo e do Amazonas vão ter um conflito constante. A metodologia/ideia geral deve ser a mesma, mas deve permitir alguns ajustes a diferentes realidades locais. Nos países onde o OSM adotou a classificação oficial, a classificação oficial já parece incluir esses ajustes. Por exemplo, na Inglaterra, que foi referência pra classificação no OSM, a rota A537 é trunk desde 2011, é conhecida por ser uma das mais perigosas do país, [3] e não é dividida, não tem acostamento e tem só uma faixa por sentido. [4] Ou seja, há sim flexibilidade para incluir rotas de um padrão estrutural "inferior" em classes mais altas no OSM. > Em algumas regiões, a importância do > > transporte fluvial e aéreo é relativamente maior, em parte pelas longas > > distâncias combinadas com a precariedade das rodovias. Então agora estamos falando de como a classificação das rotas de balsa/barco (ferry) se encaixa na classificação da malha rodoviária terrestre. Não foi discutido no RS porque não é a realidade do RS, o que vai de encontro ao seu ponto anterior. Eu concordo que nesses casos a importância viária do outro modal deve estar expressar por etiquetas nesse outro modal, como é o caso da etiqueta ferry=trunk/primary/secondary/tertiary, o que elimina o requisito de haver rotas terrestres com a mesma impotância nesses casos específicos. É o caso, por exemplo, da rota Manaus - Santarém, que, mesmo de carro, ônibus ou caminhão, é feita preferencialmente de balsa e não por terra. No caso do aéreo, para esta discussão, o único impacto é nas vias de acesso aos aeroportos, assim como no caso do fluvial são impactadas também as vias de acesso aos portos, conforme a demanda por estes modais. [2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Tramanda%C3%AD [3] https://www.telegraph.co.uk/news/uknews/7862707/Britains-most-dangerous-roads-Map.html [4] https://www.google.com/maps/@53.2508288,-2.0108917,3a,75y,89.75h,86.98t/data=!3m6!1e1!3m4!1sNzTx11OSfdlIeqGF3P7xNQ!2e0!7i13312!8i6656 -- Fernando Trebien _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
