Melissa, não distorça o que eu disse! Vc disse que pra mim:
"... o "Choro" que você menciona como sendo menos "vital" que o Samba..." eu escrevi: "O samba em si, pode servir como uma válvula de escape emocional, por sinal mais do que o choro, pra quem vive em regiões de risco como as descritas pela Christiane." É BEM DIFERENTE!!! Pra que não haja dúvidas sobre isso vou ser mais claro, (e por sinal faz poucas semanas que eu tive que resolver um problema sério com uma pessoa muito querida, porque pegaram um texto meu, mudaram o sentido de um monte de coisas e mantiveram minha assinatura como se fosse eu o autor, e a pessoa veio tirar satisfações comigo dizendo que era o meu nome que tava escrito) Não coloquei em momento algum o samba acima do choro ou vice-versa em termos de importância poética, simbólica, social ou o escambal. O que eu quis dizer, é que EM ÁREAS DE RISCO (se não sabe exatamente a que estou me referindo, então vc não vive o samba tão bem assim), o samba tem um poder de penetração muito maior do que o choro. E isso não se deve a qualquer característica musical dos estilos ou intelectual de quem ouve (muito menos racial, pras carapuças de plantão). É fato: se vc subir qualquer morro tomado pelo tráfico de drogas e contar quantas pessoas vão estar ouvindo/tocando samba e quantas pessoas vão estar ouvindo/tocando choro, o samba vai ser mais numeroso. Não estou a fim de defender nenhuma tese quanto a porque isso acontece. Estava falando de outra coisa: quis mostrar em que ponto haveria uma ligação entre o assunto-tema dessa tribuna e o e-mail (muito importante por sinal) da Christiane. Sinta-se livre pra debater minhas idéias (e de todos, afinal é pra isso que estamos aqui), mas tome um mínimo de cuidado pra não distorcer o que as pessoas escrevem. Muita gente lê isso aqui e ás vezes vem gente importante do mundo da música pedir pra gente prestar conta do que acham que a gente escreveu. Já perdi um emprego por causa disso. Marcelo Neder --- Em seg, 3/11/08, Melissa de Araujo Borges <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > De: Melissa de Araujo Borges <[EMAIL PROTECTED]> > Assunto: RE: [S-C] Ainda a política... > Para: "Marcelo Neder" <[EMAIL PROTECTED]>, [email protected] > Data: Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008, 9:20 > Marcelo e Amigos da Tribuna posso ter uma visão digamos > poética porém Vital do que chama de "Válvula de > Escape" ? > Para mim não vejo o Samba como sendo tal "via" > de mão única mas uma via que interliga o sentido da > própria vida, nosso Corpo. Para mim, a "Válvula" > que você diz seria a válvula que conduz nossa corrente > sanguínea para chegar na máquina que bem conhecemos, como > sendo nosso Coração, as "saídas" seria os > infindáveis vasos sanguíneos que perfazem essa máquina e > que nos dão a própria Vida, assim sendo pra quem vive O > Samba, Do Samba, Para o Samba e Com o Samba, teria a > própria Vida não um escape da mesma, o "Choro" > que você menciona como sendo menos "vital" que o > Samba, penso sendo quem dá emoção para essa vida, sendo > as gotas que perfazem nossos poros como nosso Suor, sendo o > tempero da mesma, não esquecendo das gotas de lágrimas que > constrói o puro sentimento dela, tendo essa visão, para > mim o CHoro e o Samba perfazem o "engate" da vida > nunca um escape da mesma, desculpe a visão poética, mas > Viva a expressão poética pq Samba é Vida e Choro é o que > tempera a própria Vida... > Abraços a Todos da Tribuna... > ---------------------------------------- > > Date: Sun, 2 Nov 2008 16:01:41 -0800 > > From: [EMAIL PROTECTED] > > Subject: Re: [S-C] Ainda a política... > > To: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED] > > CC: [email protected] > > > > A discussão é importante sim, necessária e muito > rica. > > Mas é apenas uma questão de espaço. > > O ideal é que quem queira participar dela não > responda ao remetente [email protected] e sim a > remetente individualmente. > > Do ponto de vista social, o samba exerce um papel > muito importante. > > Ou melhor, o samba não: as escolas de samba. > > O samba em si, pode servir como uma válvula de escape > emocional, por sinal mais do que o choro, pra quem vive em > regiões de risco como as descritas pela Christiane. > > Sem contar no potencial de projetos sociais > específicos, que utilizam a arte como elemento principal. > > > > Viva a liberdade de expressão (e viva a expressão > livre exercida corretamente nos momentos/lugares adequados) > !!!! > > > > Abs > > > > > > > > Marcelo Neder > > > > --- Em dom, 2/11/08, Roxane Rojo escreveu: > > > >> De: Roxane Rojo > >> Assunto: Re: [S-C] Ainda a política... > >> Para: "Christiane De Jesus" > >> Cc: "tribuna" > >> Data: Domingo, 2 de Novembro de 2008, 16:40 > >> Sim, mas o fórum não é este. Insisto, aqui não > há > >> somente carioca e a visibilidade política desta > Tribuna é > >> zero. > >> Roxane. > >> > >> Em 02/11/2008, às 15:57, Christiane De Jesus > escreveu: > >> > >>> A todos que leram, participaram da discussão, > acho > >> que sempre acrescenta, > >>> pois as idéias são trocadas, > independentemente, de > >> serem contrárias ou não, > >>> de uns estarem mais a par dos acontecimentos > >> políticos que outros, mas é em > >>> fóruns como estes que podemos, enfim, > interagir. > >>> > >>> *Pessoal, diante das convocações de nosso > prefeito > >> eleito para a composição > >>> de suas futuras secretarias, tenho ainda que > me > >> manisfestar, afinal, as > >>> eleições acabaram, mas nem de longe, o meu > interesse > >> em acompanhar tais > >>> acontecimentos ...A tribuna é de samba e > choro, mas > >> eu é quem choro em ver > >>> sempre a mesma prática em se fazer > política.* > >>> > >>> Particularmente acho que ambos os candidatos > >> tinham/têm, em seus projetos de > >>> governo, acordos/negociações com a > iniciativa > >> privada, a diferença é que > >>> Gabeira assumiu isso publicamente e dentre > outras > >> coisas se tornou o > >>> candidato da elite, quando a meu ver, ambos > são. > >>> > >>> Não sei se a administração do Paes terá > mudanças > >> significativas, creio que > >>> não, pois se trata de uma consequência > maior, a > >> falta de vontade política > >>> que existe há anos. O fim da aprovação > automática, > >> por exemplo, é apenas um > >>> dos aspectos relevantes para uma reforma > educacional, > >> uma vez que a cada > >>> ano, vemos crianças na 4ª série, sem saber > ler. > >> Minha filha estuda em escola > >>> municipal, logo conheço bem de perto os > problemas da > >> educação. Acabar com a > >>> aprovação automática, que ele prometeu, > terá que > >> ser o 1º de dez passos para > >>> uma melhoria significativa, pois só esta > ação, > >> isolada, não adianta, já que > >>> a maioria das crianças precisa de reforço > escolar e > >> poucas unidades > >>> escolares oferecem isso aos alunos, pois > simplesmente, > >> não há professor. Nem > >>> substituto, para cobrir o titular que precisa > entrar > >> de licença médica, > >>> deixando as crianças sem aula, muitas vezes. > >>> > >>> Sou a favor de um orçamento participativo, de > uma > >> medicina preventiva > >>> (projeto saúde da família), de postos > médicos com > >> todas as especialidades > >>> médicas para um tratamento ambulatorial, sem > ter que > >> esperar meses para > >>> marcar uma consulta ou ter que dormir na fila, > para > >> garantir um dos dez > >>> números distribuídos, de encontrar os > remédios nas > >> farmácias desses postos, > >>> de conseguir marcar o exame necessário para o > >> tratamento, dos aparelhos para > >>> a realização desses exames sempre > funcionarem e não > >> de construção de mais > >>> UPAS, que não terão como funcionar 24h em > locais > >> carentes, pois os bandidos > >>> simplesmente invadem, ordenando ao médico: > >> -"costura ou morre", fazendo com > >>> que o mesmo peça exoneração. Ou seja, além > dele > >> ter que conviver com a falta > >>> de condições de trabalho (material > hospitalar, > >> aparelhos quebrados e etc), > >>> ele tem que conviver com a falta de > segurança, pois > >> não há efetivos da > >>> polícia suficiente. E quando cito médico, > estou na > >> verdade falando de todos > >>> os funcionários da área de saúde que > trabalham, sob > >> estas condições. > >>> > >>> Decididamente este sistema político me > entristece. > >> Não há com inchar mais a > >>> folha de pagamento, fazendo concurso para > repor > >> pessoal. Sairia dos > >>> impostos, que já são altíssimos para a > população, > >> um dos exemplos é o ICMS. > >>> Não entendo como na 2ª administração do > Cesar > >> Maia, faltou investimento na > >>> saúde, mas constroem um elefante branco como > a Cidade > >> da Música, já que não > >>> conseguiu trazer o museu para a área > portuária. Fui > >> informada que trouxeram > >>> técnicos americanos para avaliar a acústica > do lugar > >> e está toda errada, > >>> isto é, gasta-se milhões à toa. > >>> > >>> Se a administração municipal for seguir o > modelo do > >> governo estadual, será > >>> igualmente sem expressão. Muita mídia e > pouca > >> ação. Trazer recursos do > >>> governo federal é bom, saber usá-los seria > melhor > >> ainda, mas infelizmente, > >>> são sempre ações eleitoreiras, como o > teleférico > >> do Dona Marta e futuramente > >>> do Complexo do Alemão entre outras coisas > que, no > >> futuro, terão pouca > >>> importância. > >>> > >>> No debate exibido pela Tv Globo, a primeira > pergunta > >> do Paes era o que > >>> Gabeira faria na região de Costa Barros e > Barros > >> Filho, pois bem, eu > >>> recentemente como contra-checadora do > Datafolha (uma > >> espécie de supervisora > >>> de campo), tive que resgastar de carro uma > equipe que > >> estava aplicando as > >>> pesquisas eleitorais bem na Estrada de > Botafogo, no > >> bairro de Costa Barros, > >>> porque, simplesmente, os meninos do tráfico, > um com > >> fuzil e dois com > >>> pistola, deram um tapinha nas costas da > entrevistadora > >> e disseram: -"O que > >>> vc tá fazendo aí" e ela respondeu: > -"tô > >> trabalhando, tô fazendo uma pesquisa > >>> para o datafolha", aí eles responderam: > >> -"Não pode abordar aqui não, vaza". > >>> Eu fiquei rodando pra lá e pra cá com o > motorista na > >> estrada, procurando-na, > >>> logo depois que cheguei e avistei a outra > pessoa da > >> equipe, um rapaz que já > >>> tinha começado o campo e que me falou: > -"aqui > >> tá sinistro, toda hora passa > >>> uns caras de moto, ainda não me abordaram, > mas não > >> estou à vontade não. > >>> Assim que a menina chegar quero mudar de > ponto" . > >>> Ora, os caras ficam armados no meio da > estrada, > >> principal acesso para a > >>> Pavuna ou o metrô, pra quem quiser ver. A > sorte é > >> que como conheço muita > >>> gente, encontrei um amigo meu que trabalhou na > CUFA, > >> que estava passando de > >>> bicicleta e tem projetos sociais na comunidade > e > >> demonstrei aos "meninos", > >>> que tinha um amigo na "área". O > rapaz(da > >> equipe) era mais safo, também > >>> conhecia o meu amigo, mas a menina não, > estava em > >> outro cruzamento, pois > >>> havia se perdido, estava atrasada e como ainda > não > >> tinha encontrado com ele, > >>> começou a abordar sozinha, num ponto > diferente de > >> onde ele estava aplicando > >>> as entevistas dele. O que mais me impressionou > não > >> foi a ação dos bandidos, > >>> pois infelizmente, estamos sempre aplicando > pesquisa > >> em áreas de risco e > >>> isso já se tornou corriqueiro, mas sim duas > >> pichações com os mesmos dizeres: > >>> "VOCÊS ESTÃO SENDO FILMADOS, PAREM DE > FAZER > >> EXECUÇÕES EM TRABALHADORES > >>> INOCENTES". Agora eu pergunto: O que o > Paes fará > >> pelo lugar? Ele está ciente > >>> dos problemas da região, já que foi a > primeira > >> pergunta do debate. > >>> > >>> Falou-se tanto em unir a cidade durante a > campanha, > >> mas os postos de saúde > >>> da Zona Sul tem médicos e remédios, mas só > atendem > >> aos moradores da região, > >>> as escolas municipais da Zona Sul e Barra, > são > >> pintadas todo ano, tem > >>> material, tem uma organização diferenciada > da Zona > >> Oeste e de certos bairros > >>> da Zona Norte. Não é um problema de má > >> administração e sim que certas > >>> escolas abrigam crianças de classe C e até > B, > >> enquanto a grande maioria, > >>> crianças de classe D e E, sendo infelizmente > o > >> tratamento diferenciado > >>> mesmo. > >>> Já ouvi absurdos de professores dizendo, pra > que > >> ensinar, se o aluno não > >>> quer aprender, só quer ir pra baile funk, > amanhã vai > >> ser bandido mesmo. > >>> Creio que, no fundo, as pessoas não > cumprem/exercem o > >> seu papel pois acham > >>> que se o cumprir, terá sido em vão, já que > a > >> maioria não executam suas ações > >>> enquanto cidadão ou meramente representantes > de sua > >> profissão. Isso acaba > >>> por gerar a corrente da inércia, ninguém faz > nada, > >> achando que não tem > >>> solução ou que o outro não vai fazer a > parte dele. > >> É um absurdo. > >>> > >>> Pra finalizar, mais um de meus causos: > Conversando > >> como uma ex-presidiária, > >>> ouvi ela dizer o seguinte: -"Como eles > podem > >> querer regenerar um preso. > >>> Convivi com tres mil mulheres, vi de tudo, > menos > >> interesse em ensinar algum > >>> ofício pra gente. Tentei me matar porque meu > marido, > >> com 19 anos, bem mais > >>> novo que eu, para pagar o advogado, morreu ao > tentar > >> fazer um assalto, só > >>> não morri porque não era a minha hora. Hoje, > vejo os > >> meus filhos que foram > >>> criados pela vó e penso em dar um futuro > melhor, pra > >> que não virem bandidos. > >>> Pois é, levei minha ficha em uma firma que > estava > >> contratando para serviços > >>> gerais, a moça que fez a entrevista, disse: > gostei > >> muito de vc, vc tem > >>> perfil, traga os seus documentos que a gente > vai te > >> empregar. Não durou uma > >>> semana, pq assim que descobriram que eu era > >> ex-presidiária, disseram que > >>> havia um probleminha e que não mais poderiam > me > >> empregar. Aí eu respondi: > >>> engraçado, o cara mata, é preso, vira > >> ex-presidiário que nem eu e pode ser > >>> político. Já eu não posso fazer um concurso > >> público, porque passei no > >>> concurso pra merendeira, mas não pude ser > chamada e > >> quando tento as empresas > >>> privadas, também não empregam. Político > pode ser > >> ladrão. Onde está essa tal > >>> de RESSOCIALIZAÇÃO". > >>> > >>> > >>> > >>> Abçs, > >>> Christiane de Jesus > >>> > _______________________________________________ > >>> Para CANCELAR sua assinatura: > >>> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > >>> Para ASSINAR esta lista: > >>> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > >>> Antes de escrever, leia as regras de > ETIQUETA: > >>> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > >> > >> _______________________________________________ > >> Para CANCELAR sua assinatura: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > >> Para ASSINAR esta lista: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > >> Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > > > > > Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. > Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou > @rocketmail.com. > > http://br.new.mail.yahoo.com/addresses > > _______________________________________________ > > Para CANCELAR sua assinatura: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > > Para ASSINAR esta lista: > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > > > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > > _________________________________________________________________ > Conheça o Windows Live Spaces, a rede de relacionamentos > do Messenger! > http://www.amigosdomessenger.com.br/ Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. 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