Só fazendo uma RETIFICAÇÃO  " leia- se :..." como pode dizer que o Samba tem um 
poder maior de penetração em alguém , mais que o Choro??????? onde escrevi  ... 
( ... como pode dizer que o Samba tem um poder maior de penetração em alguém, 
mais que o Samba?? ) ficou redundante e errôneo,  No resto afirmo e atesto. 
Grata.
----------------------------------------
> From: [EMAIL PROTECTED]
> To: [EMAIL PROTECTED]; [email protected]
> Subject: RE: ATENÇÃO!!!
> Date: Mon, 3 Nov 2008 13:57:16 -0200
> 
> 
> Marcelo ,
>  
> Não distorci de forma alguma reparou as ASPAS?????  em "vital"????? num 
> sentido metafórico do Corpo já que estava falando num contexto geral, Corpo , 
> Samba e Choro,  sobre vias sanguíneas, leia poeticamente não SOCIALMENTE,  e 
> num sentido que disse que o Choro não é mais importante pq faz parte do Corpo 
> como faz o Samba, não reparou que fiz ANALOGIAS???? Sabe o que é 
> SIMBOLISMO??? Primeiro leia o e-mail na íntegra não em um sentimento Social 
> mas sim Poético, e outra seu problema anterior, não sei qual, não o dá o 
> direito de falar assim antes de perguntar que sentido quis eu dizer no que 
> falei..., continuo REAFIRMANDO que o Choro é tão e qual importante que o 
> Samba, e não vou medir forças em estilos já que a própria Tribuna chama-se 
> Samba-Choro..., primeiro analise Analogicamente e Simbolicamente as coisas 
> que você lê para não ter visões distorcidas quanto ao que falei ou não.
> Quanto a áreas de risco posso não viver, mas isso não me torna alheia a 
> situação, e sei muito bem os problemas sociais que vivemos, é não entrarei em 
> discussões quanto a quem vive ou não, quis dizer que para as pessoas o Samba 
> faz parte delas como sendo a própria VIDA não é uma "válvula de escape" para 
> problemas sociais ou o que quer que passem pela vida à fora, faz parte pq 
> vivem isso ordinariamente digo costumeiramente dia-a-dia, e é um PRAZER num 
> um SUBTERFÚGIO se é que me entende..., DISCORDO novamente que você diz que o 
> Samba tem um poder MAIOR que o CHORO, como pode medir o que as pessoas 
> sentem?????? Cada um é cada um, e a música e o que entra em seu coração pode 
> ser muito maior que uma expressão da própria nomenclatura, aqui mesmo em 
> CTBA,  pararam um dia um bar lotado para uma roda de Chorinho,  pq uma 
> senhorinha passou na calçada e começou a chorar discretamente enquanto ouvia 
> um chorinho de Pixinguinha e deu um relato emocionante da morte do Marido , 
> como pode dizer que o Samba tem um poder maior de penetração em alguém , mais 
> que o Samba??????? Discordo veementemente quanto ao que você diz nesse 
> sentido e pelo visto não distorci isso agora lendo o que você flw logo 
> (abaixo), mas primeiro era para ser um e-mail poético , e para variar vira 
> e-mail Social Político e analítico, mas acho que fui clara agora quanto ao 
> que falei. Espero que me entenda dessa vez.. Grata
> ----------------------------------------
>> Date: Mon, 3 Nov 2008 07:08:14 -0800
>> From: [EMAIL PROTECTED]
>> Subject: ATENÇÃO!!!
>> To: [email protected]; [EMAIL PROTECTED]
>> 
>> Melissa, 
>> 
>> não distorça o que eu disse! Vc disse que pra mim:
>> 
>> "... o "Choro" que você menciona como sendo menos "vital" que o
>> Samba..."
>> 
>> eu escrevi:
>> 
>> "O samba em si, pode servir como uma válvula de escape
>> emocional, por sinal mais do que o choro, pra quem vive em
>> regiões de risco como as descritas pela Christiane."
>> 
>> É BEM DIFERENTE!!!
>> 
>> Pra que não haja dúvidas sobre isso vou ser mais claro, (e por sinal faz 
>> poucas semanas que eu tive que resolver um problema sério com uma pessoa 
>> muito querida, porque pegaram um texto meu, mudaram o sentido de um monte de 
>> coisas e mantiveram minha assinatura como se fosse eu o autor, e a pessoa 
>> veio tirar satisfações comigo dizendo que era o meu nome que tava escrito)
>> 
>> 
>> Não coloquei em momento algum o samba acima do choro ou vice-versa em termos 
>> de importância poética, simbólica, social ou o escambal.
>> O que eu quis dizer, é que EM ÁREAS DE RISCO (se não sabe exatamente a que 
>> estou me referindo, então vc não vive o samba tão bem assim), o samba tem um 
>> poder de penetração muito maior do que o choro. E isso não se deve a 
>> qualquer característica musical dos estilos ou intelectual de quem ouve 
>> (muito menos racial, pras carapuças de plantão).
>> 
>> É fato: se vc subir qualquer morro tomado pelo tráfico de drogas e contar 
>> quantas pessoas vão estar ouvindo/tocando samba e quantas pessoas vão estar 
>> ouvindo/tocando choro, o samba vai ser mais numeroso.
>> 
>> Não estou a fim de defender nenhuma tese quanto a porque isso acontece.
>> Estava falando de outra coisa: quis mostrar em que ponto haveria uma ligação 
>> entre o assunto-tema dessa tribuna e o e-mail (muito importante por sinal) 
>> da Christiane.
>> 
>> Sinta-se livre pra debater minhas idéias (e de todos, afinal é pra isso que 
>> estamos aqui), mas tome um mínimo de cuidado pra não distorcer o que as 
>> pessoas escrevem. Muita gente lê isso aqui e ás vezes vem gente importante 
>> do mundo da música pedir pra gente prestar conta do que acham que a gente 
>> escreveu. Já perdi um emprego por causa disso.
>> 
>> 
>> 
>> Marcelo Neder 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> 
>> --- Em seg, 3/11/08, Melissa de Araujo Borges  escreveu:
>> 
>>> De: Melissa de Araujo Borges 
>>> Assunto: RE: [S-C] Ainda a política...
>>> Para: "Marcelo Neder" , [email protected]
>>> Data: Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008, 9:20
>>> Marcelo e Amigos da Tribuna posso ter uma visão digamos
>>> poética porém Vital do que chama de "Válvula de
>>> Escape" ? 
>>> Para mim não vejo o Samba como sendo tal "via"
>>> de mão única mas uma via que interliga o sentido da
>>> própria vida, nosso Corpo. Para mim, a "Válvula"
>>> que você diz seria a válvula que conduz nossa corrente
>>> sanguínea para chegar na máquina que bem conhecemos, como
>>> sendo nosso Coração, as "saídas" seria os
>>> infindáveis vasos sanguíneos que perfazem essa máquina e
>>> que nos dão a própria Vida, assim sendo pra quem vive O
>>> Samba, Do Samba, Para o Samba e Com o Samba, teria a
>>> própria Vida não um escape da mesma, o "Choro"
>>> que você menciona como sendo menos "vital" que o
>>> Samba, penso sendo quem dá emoção para essa vida, sendo
>>> as gotas que perfazem nossos poros como nosso Suor, sendo o
>>> tempero da mesma, não esquecendo das gotas de lágrimas que
>>> constrói o puro sentimento dela, tendo essa visão, para
>>> mim o CHoro e o Samba perfazem o "engate" da vida
>>> nunca um escape da mesma, desculpe a visão poética, mas
>>> Viva a expressão poética pq Samba é Vida e Choro é o que
>>> tempera a própria Vida... 
>>> Abraços a Todos da Tribuna... 
>>> ----------------------------------------
>>>> Date: Sun, 2 Nov 2008 16:01:41 -0800
>>>> From: [EMAIL PROTECTED]
>>>> Subject: Re: [S-C] Ainda a política...
>>>> To: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]
>>>> CC: [email protected]
>>>> 
>>>> A discussão é importante sim, necessária e muito
>>> rica.
>>>> Mas é apenas uma questão de espaço.
>>>> O ideal é que quem queira participar dela não
>>> responda ao remetente [email protected] e sim a
>>> remetente individualmente.
>>>> Do ponto de vista social, o samba exerce um papel
>>> muito importante.
>>>> Ou melhor, o samba não: as escolas de samba.
>>>> O samba em si, pode servir como uma válvula de escape
>>> emocional, por sinal mais do que o choro, pra quem vive em
>>> regiões de risco como as descritas pela Christiane.
>>>> Sem contar no potencial de projetos sociais
>>> específicos, que utilizam a arte como elemento principal.
>>>> 
>>>> Viva a liberdade de expressão (e viva a expressão
>>> livre exercida corretamente nos momentos/lugares adequados)
>>> !!!!
>>>> 
>>>> Abs
>>>> 
>>>> 
>>>> 
>>>> Marcelo Neder
>>>> 
>>>> --- Em dom, 2/11/08, Roxane Rojo  escreveu:
>>>> 
>>>>> De: Roxane Rojo 
>>>>> Assunto: Re: [S-C] Ainda a política...
>>>>> Para: "Christiane De Jesus" 
>>>>> Cc: "tribuna" 
>>>>> Data: Domingo, 2 de Novembro de 2008, 16:40
>>>>> Sim, mas o fórum não é este. Insisto, aqui não
>>> há
>>>>> somente carioca e a visibilidade política desta
>>> Tribuna é
>>>>> zero.
>>>>> Roxane.
>>>>> 
>>>>> Em 02/11/2008, às 15:57, Christiane De Jesus
>>> escreveu:
>>>>> 
>>>>>> A todos que leram, participaram da discussão,
>>> acho
>>>>> que sempre acrescenta,
>>>>>> pois as idéias são trocadas,
>>> independentemente, de
>>>>> serem contrárias ou não,
>>>>>> de uns estarem mais a par dos acontecimentos
>>>>> políticos que outros, mas é em
>>>>>> fóruns como estes que podemos, enfim,
>>> interagir.
>>>>>> 
>>>>>> *Pessoal, diante das convocações de nosso
>>> prefeito
>>>>> eleito para a composição
>>>>>> de suas futuras secretarias, tenho ainda que
>>> me
>>>>> manisfestar, afinal, as
>>>>>> eleições acabaram, mas nem de longe, o meu
>>> interesse
>>>>> em acompanhar tais
>>>>>> acontecimentos ...A tribuna é de samba e
>>> choro, mas
>>>>> eu é quem choro em ver
>>>>>> sempre a mesma prática em se fazer
>>> política.*
>>>>>> 
>>>>>> Particularmente acho que ambos os candidatos
>>>>> tinham/têm, em seus projetos de
>>>>>> governo, acordos/negociações com a
>>> iniciativa
>>>>> privada, a diferença é que
>>>>>> Gabeira assumiu isso publicamente e dentre
>>> outras
>>>>> coisas se tornou o
>>>>>> candidato da elite, quando a meu ver, ambos
>>> são.
>>>>>> 
>>>>>> Não sei se a administração do Paes terá
>>> mudanças
>>>>> significativas, creio que
>>>>>> não, pois se trata de uma consequência
>>> maior, a
>>>>> falta de vontade política
>>>>>> que existe há anos. O fim da aprovação
>>> automática,
>>>>> por exemplo, é apenas um
>>>>>> dos aspectos relevantes para uma reforma
>>> educacional,
>>>>> uma vez que a cada
>>>>>> ano, vemos crianças na 4ª série, sem saber
>>> ler.
>>>>> Minha filha estuda em escola
>>>>>> municipal, logo conheço bem de perto os
>>> problemas da
>>>>> educação. Acabar com a
>>>>>> aprovação automática, que ele prometeu,
>>> terá que
>>>>> ser o 1º de dez passos para
>>>>>> uma melhoria significativa, pois só esta
>>> ação,
>>>>> isolada,  não adianta, já que
>>>>>> a maioria das crianças precisa de reforço
>>> escolar e
>>>>> poucas unidades
>>>>>> escolares oferecem isso aos alunos, pois
>>> simplesmente,
>>>>> não há professor. Nem
>>>>>> substituto, para cobrir o titular que precisa
>>> entrar
>>>>> de licença médica,
>>>>>> deixando as crianças sem aula, muitas vezes.
>>>>>> 
>>>>>> Sou a favor de um orçamento participativo, de
>>> uma
>>>>> medicina preventiva
>>>>>> (projeto saúde da família), de postos
>>> médicos com
>>>>> todas as especialidades
>>>>>> médicas para um tratamento ambulatorial, sem
>>> ter que
>>>>> esperar meses para
>>>>>> marcar uma consulta ou ter que dormir na fila,
>>> para
>>>>> garantir um dos dez
>>>>>> números distribuídos, de encontrar os
>>> remédios nas
>>>>> farmácias desses postos,
>>>>>> de conseguir marcar o exame necessário para o
>>>>> tratamento, dos aparelhos para
>>>>>> a realização desses exames sempre
>>> funcionarem e não
>>>>> de construção de mais
>>>>>> UPAS, que não terão como funcionar 24h em
>>> locais
>>>>> carentes, pois os bandidos
>>>>>> simplesmente invadem, ordenando ao médico:
>>>>> -"costura ou morre", fazendo com
>>>>>> que o mesmo peça exoneração. Ou seja, além
>>> dele
>>>>> ter que conviver com a falta
>>>>>> de condições de trabalho (material
>>> hospitalar,
>>>>> aparelhos quebrados e etc),
>>>>>> ele tem que conviver com a falta de
>>> segurança, pois
>>>>> não há efetivos da
>>>>>> polícia suficiente. E quando cito médico,
>>> estou na
>>>>> verdade falando de todos
>>>>>> os funcionários da área de saúde que
>>> trabalham, sob
>>>>> estas condições.
>>>>>> 
>>>>>> Decididamente este sistema político me
>>> entristece.
>>>>> Não há com inchar mais a
>>>>>> folha de pagamento, fazendo concurso para
>>> repor
>>>>> pessoal. Sairia dos
>>>>>> impostos, que já são altíssimos para a
>>> população,
>>>>> um dos exemplos é o ICMS.
>>>>>> Não entendo como na 2ª administração do
>>> Cesar
>>>>> Maia, faltou investimento na
>>>>>> saúde, mas constroem um elefante branco como
>>> a Cidade
>>>>> da Música, já que não
>>>>>> conseguiu trazer o museu para a área
>>> portuária. Fui
>>>>> informada que trouxeram
>>>>>> técnicos americanos para avaliar a acústica
>>> do lugar
>>>>> e está toda errada,
>>>>>> isto é, gasta-se milhões à toa.
>>>>>> 
>>>>>> Se a administração municipal for seguir o
>>> modelo do
>>>>> governo estadual, será
>>>>>> igualmente sem expressão. Muita mídia e
>>> pouca
>>>>> ação. Trazer recursos do
>>>>>> governo federal é bom, saber usá-los seria
>>> melhor
>>>>> ainda, mas infelizmente,
>>>>>> são sempre ações eleitoreiras, como o
>>> teleférico
>>>>> do Dona Marta e futuramente
>>>>>> do Complexo do Alemão entre outras coisas
>>> que, no
>>>>> futuro, terão pouca
>>>>>> importância.
>>>>>> 
>>>>>> No debate exibido pela Tv Globo, a primeira
>>> pergunta
>>>>> do Paes era o que
>>>>>> Gabeira faria na região de Costa Barros e
>>> Barros
>>>>> Filho, pois bem, eu
>>>>>> recentemente como contra-checadora do
>>> Datafolha (uma
>>>>> espécie de supervisora
>>>>>> de campo), tive que resgastar de carro uma
>>> equipe que
>>>>> estava aplicando as
>>>>>> pesquisas eleitorais bem na Estrada de
>>> Botafogo, no
>>>>> bairro de Costa Barros,
>>>>>> porque, simplesmente, os meninos do tráfico,
>>> um com
>>>>> fuzil e dois com
>>>>>> pistola, deram um tapinha nas costas da
>>> entrevistadora
>>>>> e disseram: -"O que
>>>>>> vc tá fazendo aí" e ela respondeu:
>>> -"tô
>>>>> trabalhando, tô fazendo uma pesquisa
>>>>>> para o datafolha", aí eles responderam:
>>>>> -"Não pode abordar aqui não, vaza".
>>>>>> Eu fiquei rodando pra lá e pra cá com o
>>> motorista na
>>>>> estrada, procurando-na,
>>>>>> logo depois que cheguei e avistei a outra
>>> pessoa da
>>>>> equipe, um rapaz que já
>>>>>> tinha começado o campo e que me falou:
>>> -"aqui
>>>>> tá sinistro, toda hora passa
>>>>>> uns caras de moto, ainda não me abordaram,
>>> mas não
>>>>> estou à vontade não.
>>>>>> Assim que a menina chegar quero mudar de
>>> ponto" .
>>>>>> Ora, os caras ficam armados no meio da
>>> estrada,
>>>>> principal acesso para a
>>>>>> Pavuna ou o metrô,  pra quem quiser ver. A
>>> sorte é
>>>>> que como conheço muita
>>>>>> gente, encontrei um amigo meu que trabalhou na
>>> CUFA,
>>>>> que estava passando de
>>>>>> bicicleta e tem projetos sociais na comunidade
>>> e
>>>>> demonstrei aos "meninos",
>>>>>> que tinha um amigo na "área". O
>>> rapaz(da
>>>>> equipe) era mais safo, também
>>>>>> conhecia o meu amigo, mas a menina não,
>>> estava em
>>>>> outro cruzamento, pois
>>>>>> havia se perdido, estava atrasada e como ainda
>>> não
>>>>> tinha encontrado com ele,
>>>>>> começou a abordar sozinha, num ponto
>>> diferente de
>>>>> onde ele estava aplicando
>>>>>> as entevistas dele. O que mais me impressionou
>>> não
>>>>> foi a ação dos bandidos,
>>>>>> pois infelizmente, estamos sempre aplicando
>>> pesquisa
>>>>> em áreas de risco e
>>>>>> isso já se tornou corriqueiro, mas sim duas
>>>>> pichações com os mesmos dizeres:
>>>>>> "VOCÊS ESTÃO SENDO FILMADOS, PAREM DE
>>> FAZER
>>>>> EXECUÇÕES EM TRABALHADORES
>>>>>> INOCENTES". Agora eu pergunto: O que o
>>> Paes fará
>>>>> pelo lugar? Ele está ciente
>>>>>> dos problemas da região, já que foi a
>>> primeira
>>>>> pergunta do debate.
>>>>>> 
>>>>>> Falou-se tanto em unir a cidade durante a
>>> campanha,
>>>>> mas os postos de saúde
>>>>>> da Zona Sul tem médicos e remédios, mas só
>>> atendem
>>>>> aos moradores da região,
>>>>>> as escolas municipais da Zona Sul e Barra,
>>> são
>>>>> pintadas todo ano, tem
>>>>>> material, tem uma organização diferenciada
>>> da Zona
>>>>> Oeste e de certos bairros
>>>>>> da Zona Norte. Não é um problema de má
>>>>> administração e sim que certas
>>>>>> escolas abrigam crianças de classe C e até
>>> B,
>>>>> enquanto a grande maioria,
>>>>>> crianças de classe D e E, sendo infelizmente
>>> o
>>>>> tratamento diferenciado
>>>>>> mesmo.
>>>>>> Já ouvi absurdos de professores dizendo, pra
>>> que
>>>>> ensinar, se o aluno não
>>>>>> quer aprender, só quer ir pra baile funk,
>>> amanhã vai
>>>>> ser bandido mesmo.
>>>>>> Creio que, no fundo, as pessoas não
>>> cumprem/exercem o
>>>>> seu papel pois acham
>>>>>> que se o cumprir, terá sido em vão, já que
>>> a
>>>>> maioria não executam suas ações
>>>>>> enquanto cidadão ou meramente representantes
>>> de sua
>>>>> profissão. Isso acaba
>>>>>> por gerar a corrente da inércia, ninguém faz
>>> nada,
>>>>> achando que não tem
>>>>>> solução ou que o outro não vai fazer a
>>> parte dele.
>>>>> É um absurdo.
>>>>>> 
>>>>>> Pra finalizar, mais um de meus causos:
>>> Conversando
>>>>> como uma ex-presidiária,
>>>>>> ouvi ela dizer o seguinte: -"Como eles
>>> podem
>>>>> querer regenerar um preso.
>>>>>> Convivi com tres mil mulheres, vi de tudo,
>>> menos
>>>>> interesse em ensinar algum
>>>>>> ofício pra gente. Tentei me matar porque meu
>>> marido,
>>>>> com 19 anos, bem mais
>>>>>> novo que eu, para pagar o advogado, morreu ao
>>> tentar
>>>>> fazer um assalto, só
>>>>>> não morri porque não era a minha hora. Hoje,
>>> vejo os
>>>>> meus filhos que foram
>>>>>> criados pela vó e penso em dar um futuro
>>> melhor, pra
>>>>> que não virem bandidos.
>>>>>> Pois é, levei minha ficha em uma firma que
>>> estava
>>>>> contratando para serviços
>>>>>> gerais, a moça que fez a entrevista, disse:
>>> gostei
>>>>> muito de vc, vc tem
>>>>>> perfil, traga os seus documentos que a gente
>>> vai te
>>>>> empregar. Não durou uma
>>>>>> semana, pq assim que descobriram que eu era
>>>>> ex-presidiária, disseram que
>>>>>> havia um probleminha e que não mais poderiam
>>> me
>>>>> empregar. Aí eu respondi:
>>>>>> engraçado, o cara mata, é preso, vira
>>>>> ex-presidiário que nem eu e pode ser
>>>>>> político. Já eu não posso fazer um concurso
>>>>> público, porque passei no
>>>>>> concurso pra merendeira, mas não pude ser
>>> chamada e
>>>>> quando tento as empresas
>>>>>> privadas, também não empregam. Político
>>> pode ser
>>>>> ladrão. Onde está essa tal
>>>>>> de RESSOCIALIZAÇÃO".
>>>>>> 
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>>>>>> Abçs,
>>>>>> Christiane de Jesus
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