É, eu estou ficando velho. Se lembro bem Funk é James Brown e sua turma,
Aretha Franklin,...
Essa "música", segundo o que consta nas academias, chama-se técno.
Música erudita chamam de clássica (+ e/ou - 1750-1820). No Brasil só
Padre José Maurício.
Totalmente europeu. Pra justificar nossa "etnia". Samba de raiz?
Folclore. Música étnica eternamente.
Só pra cutucar, hehe. Por isso Bossa Nova não é samba. Tudo que evolui é
europeu ou estadounidense.
Nosso, só folclore ou "funk". Música étnica. Temos mestres dando aula em
todos os países do mundo
e temos alunos estrangeiros aprendendo aqui no Brasil. Mas para as
viúvas de D. Pedro seremos
eternamente etnia.
Abraços,
Iberê Roza.





Mensagem Original:
Data: 21:48:52 24/11/2009
De: André Carvalho <[email protected]>
Assunto: Re: [S-C] Trem do Funk

E esse papo de que todo mundo tem que ganhar algum e que ninguém trabalha de
graça é lógica do liberalismo individualista que levou o mundo pro buraco. E
não é verdade!! Existe a Rsistência que valoriza nossa cultura popular sem
ficar mendigando tostões por aí.

Saudações socialistas!

André

2009/11/24 André Carvalho <[email protected]>

Tenha santa paciência!


2009/11/24 Phadha Phada <[email protected]>

O Romulo Costa e' o Rei do Aterro Sanitario.

Esses funkeiros deveriam acender velas para o Romulo Costa.
Pois conseguem ganhar uns trocadinhos   produzindo lixo que nao serviria
nem pra reciclagem .
Uma havaina sem tiras tem mais valor do que esse ruido.










abs
Fabio Padilha.



2009/11/22 Carolina <[email protected]>

 O dono do Funk no Rio é o Rômulo Costa. E sob sua tutela estão
submetidos os autores que ganham muito pouco por suas composições e shows. A
Furacão 2000 embolsa a maior parte sob a condição de "organizar" o funk
carioca. Dessa forma quem vende o cd não é o funkeiro, ele vende seus
direitos para que a Furacão utilize suas músicas. Não é muito diferente da
situação dos sambistas  de alguns anos atrás... Quem não se lembra da
história entre Pixinguinha e Benedito Lacerda? Benedito assinava composições
em parceria com Pixinguinha que por conseguinte divulgava sua obra e de
sobra ganhava um dinheirinho, porque ninguém é de ferro né. A situação do
funk não se dá nos mesmos termos é claro. Romulo Costa  não pode nem de
longe comparar-se ao Benedito. Com seu poder político ele escraviza músicos
que sozinhos não teriam muitas condições de divulgar sua obra. Mas nem tudo
está perdido, há quem já percebeu essa opressão e tem lutado contra isso. O
problama não é o trem do funk, mas quem está por trás dele!
Pra quem se interessa pelo tema eu indico as discussões da ApaFunk (Associação
dos Profissionais e Amigos do Funk). E leiam o manifesto:


Manifesto do Movimento Funk é Cultura

O funk é hoje uma das maiores manifestações culturais de massa
do nosso país e

está diretamente relacionado aos estilos de vida e experiências da
juventude de

periferias e favelas. Para esta, além de diversão, o funk é também
perspectiva de vida,

pois assegura empregos direta e indiretamente, assim como o sonho de se
ter um

trabalho significativo e prazeiroso. Além disso, o funk promove algo raro
em nossa

sociedade atualmente que é a aproximação entre classes sociais
diferentes, entre

asfalto e favela, estabelecendo vínculos culturais muito importantes,
sobretudo em

tempos de criminalização da pobreza.

No entanto, apesar da indústria do funk movimentar grandes cifras e
atingir milhões de

pessoas, seus artistas e trabalhadores passam por uma série de
dificuldades para

reivindicarem seus direitos, são superexplorados, submetidos a contratos
abusivos e,

muitas vezes, roubados. O mais grave é que, sob o comando monopolizado de
poucos

empresários, a indústria funkeira tem uma dinâmica que suprime a
diversidade das

composições, estabelecendo uma espécie de censura no que diz respeito aos
temas

das músicas. Assim, no lugar da crítica social, a mesmice da chamada
?putaria?, letras

que têm como temática quase exclusiva a pornografia. Essa espécie de
censura

velada também vem de fora do movimento, com leis que criminalizam os
bailes e

impedimentos de realização de shows por ordens judiciais ou por vontade
dos donos

das casas de espetáculos.

A despeito disso, MCs e Djs continuam a compor a poesia da favela. Uma
produção

ampla e diversificada que hoje, por não ter espaço na grande mídia e nem
nos bailes,

vê seu potencial como meio de comunicação popular muito reduzido.

Para transformar essa realidade, é necessário que os profissionais do
funk organizem

uma associação que lute por seus direitos e também construa alternativas
para a

produção e difusão das músicas, contribuindo para sua profissionalização.
Bailes

comunitários em espaços diversos e mesmo nas ruas, redes de rádios e TVs

comunitárias com programas voltados para o funk, produção e distribuição
alternativa

de CDs e DVDs dos artistas, concursos de rap são algumas das iniciativas
que os

profissionais do funk, fortalecidos e unidos, podem realizar. Com isso,
será possível

ampliar a diversidade da produção musical funkeira, fornecer alternativas
para quem

quiser entrar no mercado, além de assessoria jurídica e de imprensa,
importantes para

proteger os direitos e a imagem dos funkeiros.

O primeiro passo nesse processo é a união de todos, funkeiros e
apoiadores, pela

aprovação de uma lei federal que defina o funk como movimento cultural e
musical de

caráter popular. Reivindicar politicamente o funk como cultura nos
fortalecerá

enquanto coletivo para combatermos a estigmatização que sofremos e o
poder

arbitrário que, pela força do dinheiro ou da lei, busca silenciar a nossa
voz.

Tamos juntos!

Manifesto aprovado em encontro de MCs e DJs realizado em 26/07/2008.

http://apafunk.blogspot.com/2009/01/manifesto-movimento-funk-cultura.html


2009/11/22 haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>

Não vejo nenhum problema  no fato de outras vertentes musicais copiarem a
idéia do Trem do Samba.O que me deixa em alerta são as verbas envolvidas das
quais ninguém conhece o destino,é o Neguinho prestando serviço ao Sr.Romulo
Costa e o evento em si que,claramente,teve muito mais preocupação em
divulgar a Furacão 2000 do que o próprio genero musical que também não tem
nada a ver com Zumbí.Haroldo

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Beijos Carol.

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