O que estou dizendo é que o nome é Tecno. É movimento popular, existe e
merece estudo.
Funk&Soul são o mesmo movimento de afirmação negra e surgiu nas igrejas
protestantes
estadunidenses e subúrbios. James Brown não é representante religioso,
Aretha sim. Ainda
hoje o Funk está nas igrejas. Grandes nomes sairam das igrejas. Desde o
Blues, passando
pelo Jazz,... Aliás a música estadunidense é negra desde o Espirituals,
na ida para o cemitério
e na volta com o Dixieland. Todas nasceram de um veio religioso,
inclusive o Funk&Soul.
Só o Rock é mais branco, da rua, de pós-guerra.
A Tecno-Music tem sua origem na Disco-Music e é o auge do produto da
máquina.
Sem músicos, produção independente, era do micro-computador.
Independência, para os músicos,
das majors, oportunidade de expressão para a periferia.
A Disco-Music era o batidão, mas com músicos tocando, grandes
orquestras.
A discoteca marcou o início da substituição dos músicos pelos Djs nos
bailes. Desde o Fox que os Djs
já vendiam os horários da programação das rádios para as majors
estadunidenses.
Quando a Tecno-Music for adolescente vai virar Disco-Music e quando
crescer Funk&Soul.
Ah, o Samba. O Samba vai bem obrigado, seguindo sua história. Desde o
Samba Folclorre,
Tradicional, de Raiz, passando pela Gafieira, orquestrado, pela Bossa
Nova, Modernista, e entrando
no movimento Contemporâneo, Grupo Um, Nenê Trio e outros grupos
instrumentais que tocam
Samba Livre. Não ouçam agora, os que ainda não aceitam a Bossa Nova.
Vão excomungá-los.
O Samba Folclore já foi excomungado também e está vivo.
Duro vai ser ter que conviver com esse Tecno. Mas,... é só não ouvir,
nem ir aos bailes.
...e minhas netas, minha filha de 8 anos. Quando vão ouvir Pixinguinha,
Cartola, Jacó do Bandolim,
Almir Guineto, Villa-Lobos, Luis Eça, Hamilton Godoy, Hamilton de
Holanda, Nelson Cavaquinho,
Gershwin, Charlie Parker, Telonius Monk, Moacyr Santos, João Bosco,
Nenê, e mais muitos etecete-
ras.
Abraços.
Mensagem Original:
Data: 18:24:43 25/11/2009
De: pablo de oliveira de mattos <[email protected]>
Assunto: Re: [S-C] Trem do Funk
Bossa Nova é moderno e samba é "Raiz" = Tradição
esse papo de samba de raiz só vinga na Z. Sul... no subúrbio sempre curti
pagodes! e dos bons. Conheço samba de breque, de enredo, de partido alto,
mas de raiz... a Bossa Nova só alcançou esse patamar pela indústria
fonográfica (sem tiras os méritos das composições dessa galera, por favor)
mas vc chega na Europa e o pessoal te pede um samba, ai arriscam um: "olha
que coisa mais linda, mais cheia de graça"...
a bossa nova surgiu pra acabar com o "batuque" e os excessos do samba...
certamente coisa de pobres e incultos>
sobre etnia, é interessanta que nunca ouvi fakar em etnias da europa...
hehehe
é por essas e por outras que não dá pra aceitar a resistência ao funk, seja
ele do apreço ou não de nós...
ao invés de falar que funk nao é cultura popular (o que é uma sandice,
porque nunca vi bailes funka nascendo na barra) devemos valorizar nosso
povo, e daí buscar a crítica sobre as produções...
abraços
2009/11/25 Iberê Roza <[email protected]>
É, eu estou ficando velho. Se lembro bem Funk é James Brown e sua turma,
Aretha Franklin,...
Essa "música", segundo o que consta nas academias, chama-se técno.
Música erudita chamam de clássica (+ e/ou - 1750-1820). No Brasil só
Padre José Maurício.
Totalmente europeu. Pra justificar nossa "etnia". Samba de raiz?
Folclore. Música étnica eternamente.
Só pra cutucar, hehe. Por isso Bossa Nova não é samba. Tudo que evolui é
europeu ou estadounidense.
Nosso, só folclore ou "funk". Música étnica. Temos mestres dando aula em
todos os países do mundo
e temos alunos estrangeiros aprendendo aqui no Brasil. Mas para as
viúvas de D. Pedro seremos
eternamente etnia.
Abraços,
Iberê Roza.
Mensagem Original:
Data: 21:48:52 24/11/2009
De: André Carvalho <[email protected]>
Assunto: Re: [S-C] Trem do Funk
E esse papo de que todo mundo tem que ganhar algum e que ninguém trabalha
de
graça é lógica do liberalismo individualista que levou o mundo pro buraco.
E
não é verdade!! Existe a Rsistência que valoriza nossa cultura popular sem
ficar mendigando tostões por aí.
Saudações socialistas!
André
2009/11/24 André Carvalho <[email protected]>
Tenha santa paciência!
2009/11/24 Phadha Phada <[email protected]>
O Romulo Costa e' o Rei do Aterro Sanitario.
Esses funkeiros deveriam acender velas para o Romulo Costa.
Pois conseguem ganhar uns trocadinhos produzindo lixo que nao serviria
nem pra reciclagem .
Uma havaina sem tiras tem mais valor do que esse ruido.
abs
Fabio Padilha.
2009/11/22 Carolina <[email protected]>
O dono do Funk no Rio é o Rômulo Costa. E sob sua tutela estão
submetidos os autores que ganham muito pouco por suas composições e
shows. A
Furacão 2000 embolsa a maior parte sob a condição de "organizar" o funk
carioca. Dessa forma quem vende o cd não é o funkeiro, ele vende seus
direitos para que a Furacão utilize suas músicas. Não é muito diferente
da
situação dos sambistas de alguns anos atrás... Quem não se lembra da
história entre Pixinguinha e Benedito Lacerda? Benedito assinava
composições
em parceria com Pixinguinha que por conseguinte divulgava sua obra e de
sobra ganhava um dinheirinho, porque ninguém é de ferro né. A situação
do
funk não se dá nos mesmos termos é claro. Romulo Costa não pode nem de
longe comparar-se ao Benedito. Com seu poder político ele escraviza
músicos
que sozinhos não teriam muitas condições de divulgar sua obra. Mas nem
tudo
está perdido, há quem já percebeu essa opressão e tem lutado contra
isso. O
problama não é o trem do funk, mas quem está por trás dele!
Pra quem se interessa pelo tema eu indico as discussões da ApaFunk
(Associação
dos Profissionais e Amigos do Funk). E leiam o manifesto:
Manifesto do Movimento Funk é Cultura
O funk é hoje uma das maiores manifestações culturais de massa
do nosso país e
está diretamente relacionado aos estilos de vida e experiências da
juventude de
periferias e favelas. Para esta, além de diversão, o funk é também
perspectiva de vida,
pois assegura empregos direta e indiretamente, assim como o sonho de se
ter um
trabalho significativo e prazeiroso. Além disso, o funk promove algo
raro
em nossa
sociedade atualmente que é a aproximação entre classes sociais
diferentes, entre
asfalto e favela, estabelecendo vínculos culturais muito importantes,
sobretudo em
tempos de criminalização da pobreza.
No entanto, apesar da indústria do funk movimentar grandes cifras e
atingir milhões de
pessoas, seus artistas e trabalhadores passam por uma série de
dificuldades para
reivindicarem seus direitos, são superexplorados, submetidos a
contratos
abusivos e,
muitas vezes, roubados. O mais grave é que, sob o comando monopolizado
de
poucos
empresários, a indústria funkeira tem uma dinâmica que suprime a
diversidade das
composições, estabelecendo uma espécie de censura no que diz respeito
aos
temas
das músicas. Assim, no lugar da crítica social, a mesmice da chamada
?putaria?, letras
que têm como temática quase exclusiva a pornografia. Essa espécie de
censura
velada também vem de fora do movimento, com leis que criminalizam os
bailes e
impedimentos de realização de shows por ordens judiciais ou por vontade
dos donos
das casas de espetáculos.
A despeito disso, MCs e Djs continuam a compor a poesia da favela. Uma
produção
ampla e diversificada que hoje, por não ter espaço na grande mídia e
nem
nos bailes,
vê seu potencial como meio de comunicação popular muito reduzido.
Para transformar essa realidade, é necessário que os profissionais do
funk organizem
uma associação que lute por seus direitos e também construa
alternativas
para a
produção e difusão das músicas, contribuindo para sua
profissionalização.
Bailes
comunitários em espaços diversos e mesmo nas ruas, redes de rádios e
TVs
comunitárias com programas voltados para o funk, produção e
distribuição
alternativa
de CDs e DVDs dos artistas, concursos de rap são algumas das
iniciativas
que os
profissionais do funk, fortalecidos e unidos, podem realizar. Com isso,
será possível
ampliar a diversidade da produção musical funkeira, fornecer
alternativas
para quem
quiser entrar no mercado, além de assessoria jurídica e de imprensa,
importantes para
proteger os direitos e a imagem dos funkeiros.
O primeiro passo nesse processo é a união de todos, funkeiros e
apoiadores, pela
aprovação de uma lei federal que defina o funk como movimento cultural
e
musical de
caráter popular. Reivindicar politicamente o funk como cultura nos
fortalecerá
enquanto coletivo para combatermos a estigmatização que sofremos e o
poder
arbitrário que, pela força do dinheiro ou da lei, busca silenciar a
nossa
voz.
Tamos juntos!
Manifesto aprovado em encontro de MCs e DJs realizado em 26/07/2008.
http://apafunk.blogspot.com/2009/01/manifesto-movimento-funk-cultura.html
2009/11/22 haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
Não vejo nenhum problema no fato de outras vertentes musicais copiarem
a
idéia do Trem do Samba.O que me deixa em alerta são as verbas
envolvidas das
quais ninguém conhece o destino,é o Neguinho prestando serviço ao
Sr.Romulo
Costa e o evento em si que,claramente,teve muito mais preocupação em
divulgar a Furacão 2000 do que o próprio genero musical que também não
tem
nada a ver com Zumbí.Haroldo
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Beijos Carol.
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