Quando se trata de discotecagem, tem-se basicamente dois tipos de apresentações, que normalmente são chamadas DJ set e Live PA (tem um outro tipo que exige meio neurônio, namorar a Madonna e fazer performances semi-acrobáticas, mas esse eu não vou comentar).
Um set consiste basicamente em mixar músicas, o que consiste em escolher as músicas, sincronizar o pitch (bpm) e as batidas (beatmatching), equalizar tudo e, eventualmente, aplicar efeitos, fazer scratches e utilizar samples. Para isso não é necessário, a priori, conhecimento nenhum de teoria musical. É como aprender a tocar um instrumento de percursão. No entanto, na prática, os bons DJs estudam teoria, modulações, estrutura ritmica, mecânica das ondas sonoras e dedicam muito tempo a pesquisas musicais, tendências, novas técnicas e tecnologias. Isso tudo faz diferença na hora de mixar e, na minha opinião, é o que separa um bom DJ de um mero montador de playlists. Um Live é muito mais próximo do que faz um músico. Gerar loops em tempo real, utilizar sequenciadores, sintetizadores, samplers, instrumentos diversos e vocais (gravados ou ao vivo), etc. Além disso, existe a produção musical, que exige muito mais conhecimento técnico e teórico sobre música, estúdio, masterização, equalização... DJ é músico? Não sei. Essa classificação é um tanto quanto subjetiva. O autodidata que compra umas revistas e aprende a tocar na marra é músico? Quantos sambistas e chorões geniais não sabiam ler uma partitura? Saber teoria musical também não faz um bom músico. Música é arte e arte não tem fórmula certa. Inspiração não se aprende em escola nenhuma. Por isso temos Cartolas, Nelsons Cavaquinho e tantos outros monstros sagrados que nunca passaram nem na porta de uma escola de música. A questão é que DJs e músicos não são necessariamente concorrentes. De certa forma os trabalhos são complementares e existe uma simbiose que se fortalece a cada dia. A música eletrônica cada vez ganha mais espaço e muitos músicos têm inserido elementos não-acústicos em seus trabalhos com resultados muito interessantes. Só para ficar no nosso tema, dois discos recentes que exploram muito bem esse recurso: Universo ao Meu Redor - Marisa Monte Horizonte - Gabriel Grossi Trio (O show do disco mais recente, Arapuca, com o trio também abusa de sintetizadores) De brinde, esse pessoal aqui que é, talvez, a coisa mais original que eu já ouvi nos últimos tempos: Orquestra Contemporânea de Olinda - Orquestra Contemporânea de Olinda http://www.orquestracolinda.com.br/ http://www.youtube.com/watch?v=GXMj4VQ3-_E Aquele abraço, Gabriel Gomes 2010/2/26 Phadha Phada <[email protected]> > senhores, quando eu falo que a maioria das pessoas que trabalham com musica > eletronica > nao manjam nada de musica, por isso viraram especialistas em produzir > ruidos, muita gente me olha torto. > Eu peguei um programa academico de uma escola conceituada na formacao de > DJS e produtores de musica eletronica. > > > > Conteudo academico para se tornar um DJ: > > > Ensino em vinil e cd; > Como montar o set-up, > Técnicas de mixagem, Efeitos, Beatmatch; > Gravação de set e Masterização; > Estilos de e-music; > História da e-music; > Como tocar por aí; > Re-edit e introdução à Produção Musical; > Novas tendências na e-music; > Novas tecnologias na e-music; > Final Scratch, Serato e Scratching > Marketing pessoal e de eventos. > > > Olha que interessante primeiro voce vira um DJ, ou seja voce aprende as > tecnicas de compor e TOCAR musicas votadas a CD e VINIL. > Quando falo tocar e' tocar mesmo. como se toca violao, tamborim etc.. > > > So' se o "musico" optar por se tornar um arranjador ou produtor e' que > ele precisara' conhecer algumas nocoes > basicas de teoria musical, Fraselogia e Percepcao Ritmica. > > > Abaixo segue o conteudo para se tornar um arranjador e produtor musical de > musica eletronica: > > Setup > Reedit > Samples e Samplers Virtuais > Sintetizadores Virtuais > Noções de Teoria Musical > Remix > Estrutura da Música Eletrônica > Noções de Forma e Fraselogia Musical > Equalização > Mixagem > Compressão > Efeitos de Audio/MIDI > Introdução à Percepção Rítmica > Masterização > Indústria e Mercado da Música > Live PA > Áudio para Publicidade > > Mas o fenomeno inverso tambem acontece, quando musicos muito competentes se > aventuram na musica eletronica. > Coisas boas nao vao surgir. > Esta semana eu assisti uma apresentacao do Henrique Cazes algo do tipo > "Eletro Pixinguinha". > Ele plugou seu cavaquinho nuns pedais de efeitos, e tirou dali os timbres > mais horripilantes que ja escutei. > Junto a ele estava um tecladista, alias muito competente, mas que insistia > em utilizar sintetizadores com ruidos > cavernosos. > > > > att > Fabio Padilha(gangaz) > > _______________________________________________ > Tribuna mailing list > [email protected] > http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna > >
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