Caio, pega o disco do Paulinho da Viola gravado em 1978,
Seleciona a setima faixa CENARIOS(Catoni, Jorge Mexeu).
Ouca com todo carinho, cada frase, cada timbre, cada som.

Mexer  nesse negocio e'  sacrilegio...!

abs
Fabio Padilha(gangaz).


Em 28 de fevereiro de 2010 13:23, Caio Pontual-Globo
<[email protected]>escreveu:

>  Fábio, não é bem assim. Não sei se já ouvio um cara chamado DJ Dolores,
> esse cara acho eu, usa os recursos eletronicos na dosagem certa, sua matéria
> prima é a música popular com muitos elementos de côco, maracatu e outros
> rítmos. Não concordo (em sua grande maioria) que eles façam música, mais sim
> arranjos, releituras. Alguns se destacam pela sua capacidade de inovação,
> sem contudo prejudicar o valor da música original, o que é um pouco difícil.
> Acho que o mérito é quando os efeitos e as mixagens são feitas na dosagem
> certa. Fiquei muito surpreso com essa investida do Henrique Cazes nessa
> área, pelo visto é o caminho inverso ao que foi feito com o Beatles (que por
> sinal não gostei).
>
> Um abraço.
> Caio Pontual
>
> ----- Original Message -----
> *From:* Phadha Phada <[email protected]>
> *To:* Gabriel Gomes <[email protected]>
> *Cc:* [email protected]
> *Sent:* Saturday, February 27, 2010 1:09 PM
> *Subject:* Re: [S-C] Eletro-Pixinguinha
>
> O futuro e´  um vento rapido para essa gente.,  esses DJs para ganhar algum
> tipo de legitimidade com seu ruidos tentam por toda forca entrar na musica
> tradicional. Sao uns parasitas que invadem aquilo que tem arte,  pois nao
> tem conteudo legitimo  pra fixar uma obra consistente.
> E´ gente que nao deixa nome, nao deixa obra, nao deixa marca.
> O problema eh que esta parasitagem como qualquer bacteria pode deixar
> estrago no curto tempo de vida que tem.
>
>
> Eu., nao abro mao do Argumento, minha mente da bem fechada pra esse tipo de
> coisa. O corpo vacinado tambem..!
> abs
> Fabio Padilha(gangaz)
>
>
>
>
> Em 27 de fevereiro de 2010 02:56, Gabriel Gomes <[email protected]>escreveu:
>
>> EU falei do autodidata, que aprende a tocar violão, cavaquinho, etc.
>> comprando revista em banca. Conheço excelentes instrumentistas que
>> aprenderam assim. Usei como exemplo para mostrar como é difícil definir o
>> que é ser músico. Em determinados casos, não considero DJ um músico, em
>> outros talvez. Curso de DJ não se propõe a formar músicos e sim ensinar a
>> mixar. Produção musical e Live PA já se aproximam um pouco mais disso.
>>
>> Em cima de trio elétrico tem DJ, tem banda de axé, de sertanejo, de salsa,
>> MPB, tem música afro, tem pagode, tem samba, tem piano de cauda... Sinal de
>> que tem espaço pra todo mundo. Já os DJs de casamento, pra mim são
>> montadores de playlist. Ser DJ vai muito além de apertar play e pause. O
>> cara que não tem dinheiro para contratar uma banda, contrata um DJ. Agora,
>> você nunca vai ver um DJ substituir uma roda de samba ou um show de rock.
>> Cada um tem seu espaço.
>>
>> Os maiores divulgadores de artistas novos são de longe os DJs. Conheci
>> inúmeros artistas, bandas, músicas, versões e regravações novos ouvindo DJs
>> tocarem. Os caeas estão na vanguarda da pesquisa musical há muito tempo.
>>
>> Você precisa abrir um pouco sua mente. Primeiro sobre o trabalho dos DJs,
>> que não se restringe a música eletrônica. Tem gente trabalhando com
>> absolutamente todo tipo de música que se possa imaginar, inclusive muitos
>> DJs que sabem tudo e mais um pouco de samba. Tínhamos um representante da
>> classe há algum tempo aqui na Tribuna. Não sei se alguém se lembra do Lucio
>> K. Hoje o cara é uma fera, respeitadíssimo. O som dele é excelente, muito
>> samba bom, tudo altamente dançante. Eu tenho uns discos dele se alguém se
>> interessar.
>>
>> Segundo porque música eletrônica é uma classificação tão abrangente que
>> chamar tudo de ruído chega a ser infantil. É tão certo quanto dizer que
>> música acústica é ruído.
>>
>> Mas não adianta espernear, o futuro é esse aí. Muita gente chiou quando
>> inventaram os instrumentos de metal, de acrílico, as peles de nylon pras
>> percursões, as baquetas de plástico, as guitarras e depois os efeitos de
>> distorção... Tudo são novos recursos, novas possibilidades.
>>
>> Te digo uma coisa. Se hoje você quiser encontrar alguma coisa sendo
>> produzida que seja realmente inovadora em termos de música, sua pesquisa tem
>> que passar obrigatoriamente pelo eletrônico. É onde acontece alguma coisa
>> parecida com a revolução causada pelas guitarras.
>>
>> E não me venha com esse papo ranzinza de ruído, que não cola. Você deu um
>> exemplo desastroso (segundo sua opinião, já que eu mesmo não ouvi). Eu dei
>> três que ficaram interessantes, só dentro do universo do samba e do choro.
>>
>>
>> Aquele abraço,
>> Gabriel Gomes
>>
>>
>> 2010/2/26 Phadha Phada <[email protected]>
>>
>>> Em nenhum momento  citei  autodidata  falei na grade de uma  academia que
>>> se propoe a formar musicos arranjadores e produtores de musica eletronica.
>>> E citei tambem a  experiencia desastrosa de colocar ruidos eletronicos
>>>  na musica de Pixinguinha.
>>>
>>> Ou seja quem aprende por uma academia nao eh um autodidata.
>>>
>>> E  existe  sim  uma concorrencia feroz entre DJS e musicos.
>>>
>>> Hoje DJs concorrem com musicos em casamentos, festas de aniversarios  e
>>> demais eventos.
>>> Tem DJs ate em cima de trio eletrico no carnaval.
>>> Aquilo que chamam de musica eletronica, dominam boa parte dos clubes de
>>> praias que antes eram dominados por bandas tradicionais.
>>>
>>> Os  DJS sao  especialistas  na producao de combinacao de ruidos,
>>> portanto o dominio das   novas tecnologias,da  mecanica das ondas sonoras,
>>> devem auxila-los bastantes no barulho que ja fazem.Enfim falta-lhes o
>>> dominio da sensibilidade.
>>>
>>> abs
>>> Fabio Padilha(gangaz)
>>>
>>>
>>>
>>> Em 26 de fevereiro de 2010 18:52, Gabriel Gomes 
>>> <[email protected]>escreveu:
>>>
>>> Quando se trata de discotecagem, tem-se basicamente dois tipos de
>>>> apresentações, que normalmente são chamadas DJ set e Live PA (tem um outro
>>>> tipo que exige meio neurônio, namorar a Madonna e fazer performances
>>>> semi-acrobáticas, mas esse eu não vou comentar).
>>>>
>>>> Um set consiste basicamente em mixar músicas, o que consiste em escolher
>>>> as músicas, sincronizar o pitch (bpm) e as batidas (beatmatching), 
>>>> equalizar
>>>> tudo e, eventualmente, aplicar efeitos, fazer scratches e utilizar samples.
>>>>
>>>> Para isso não é necessário, a priori, conhecimento nenhum de teoria
>>>> musical. É como aprender a tocar um instrumento de percursão. No entanto, 
>>>> na
>>>> prática, os bons DJs estudam teoria, modulações, estrutura ritmica, 
>>>> mecânica
>>>> das ondas sonoras e dedicam muito tempo a pesquisas musicais, tendências,
>>>> novas técnicas e tecnologias. Isso tudo faz diferença na hora de mixar e, 
>>>> na
>>>> minha opinião, é o que separa um bom DJ de um mero montador de playlists.
>>>>
>>>> Um Live é muito mais próximo do que faz um músico. Gerar loops em tempo
>>>> real, utilizar sequenciadores, sintetizadores, samplers, instrumentos
>>>> diversos e vocais (gravados ou ao vivo), etc.
>>>>
>>>> Além disso, existe a produção musical, que exige muito mais conhecimento
>>>> técnico e teórico sobre música, estúdio, masterização, equalização...
>>>>
>>>> DJ é músico? Não sei. Essa classificação é um tanto quanto subjetiva. O
>>>> autodidata que compra umas revistas e aprende a tocar na marra é músico?
>>>> Quantos sambistas e chorões geniais não sabiam ler uma partitura?
>>>>
>>>> Saber teoria musical também não faz um bom músico. Música é arte e arte
>>>> não tem fórmula certa. Inspiração não se aprende em escola nenhuma. Por 
>>>> isso
>>>> temos Cartolas, Nelsons Cavaquinho e tantos outros monstros sagrados que
>>>> nunca passaram nem na porta de uma escola de música.
>>>>
>>>> A questão é que DJs e músicos não são necessariamente concorrentes. De
>>>> certa forma os trabalhos são complementares e existe uma simbiose que se
>>>> fortalece a cada dia. A música eletrônica cada vez ganha mais espaço e
>>>> muitos músicos têm inserido elementos não-acústicos em seus trabalhos com
>>>> resultados muito interessantes.
>>>>
>>>> Só para ficar no nosso tema, dois discos recentes que exploram muito bem
>>>> esse recurso:
>>>>
>>>> Universo ao Meu Redor - Marisa Monte
>>>>
>>>> Horizonte - Gabriel Grossi Trio (O show do disco mais recente, Arapuca,
>>>> com o trio também abusa de sintetizadores)
>>>>
>>>> De brinde, esse pessoal aqui que é, talvez, a coisa mais original que eu
>>>> já ouvi nos últimos tempos:
>>>> Orquestra Contemporânea de Olinda  - Orquestra Contemporânea de Olinda
>>>> http://www.orquestracolinda.com.br/
>>>> http://www.youtube.com/watch?v=GXMj4VQ3-_E
>>>>
>>>>
>>>> Aquele abraço,
>>>> Gabriel Gomes
>>>>
>>>>
>>>> 2010/2/26 Phadha Phada <[email protected]>
>>>>
>>>>>  senhores, quando eu falo que a maioria das pessoas que trabalham com
>>>>> musica eletronica
>>>>> nao manjam nada de musica, por isso viraram  especialistas em produzir
>>>>> ruidos, muita gente me olha torto.
>>>>> Eu peguei um programa academico de uma escola conceituada na formacao
>>>>> de DJS e produtores de musica eletronica.
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>> Conteudo academico para se tornar um DJ:
>>>>>
>>>>>
>>>>> Ensino em vinil e cd;
>>>>> Como montar o set-up,
>>>>> Técnicas de mixagem, Efeitos, Beatmatch;
>>>>> Gravação de set e Masterização;
>>>>> Estilos de e-music;
>>>>> História da e-music;
>>>>> Como tocar por aí;
>>>>> Re-edit e introdução à Produção Musical;
>>>>> Novas tendências na e-music;
>>>>> Novas tecnologias na e-music;
>>>>> Final Scratch, Serato e Scratching
>>>>> Marketing pessoal e de eventos.
>>>>>
>>>>>
>>>>> Olha que interessante primeiro voce vira um DJ, ou seja voce aprende as
>>>>> tecnicas de  compor e TOCAR musicas votadas a CD e VINIL.
>>>>> Quando falo tocar e' tocar mesmo. como se toca  violao, tamborim etc..
>>>>>
>>>>>
>>>>> So' se o "musico"  optar por se tornar um  arranjador ou produtor   e'
>>>>> que  ele   precisara' conhecer algumas nocoes
>>>>> basicas de teoria musical,  Fraselogia e  Percepcao Ritmica.
>>>>>
>>>>>
>>>>> Abaixo segue o  conteudo para se tornar um arranjador e produtor
>>>>> musical de musica eletronica:
>>>>>
>>>>> Setup
>>>>> Reedit
>>>>> Samples e Samplers Virtuais
>>>>> Sintetizadores Virtuais
>>>>> Noções de Teoria Musical
>>>>> Remix
>>>>> Estrutura da Música Eletrônica
>>>>> Noções de Forma e Fraselogia Musical
>>>>> Equalização
>>>>> Mixagem
>>>>> Compressão
>>>>> Efeitos de Audio/MIDI
>>>>> Introdução à Percepção Rítmica
>>>>> Masterização
>>>>> Indústria e Mercado da Música
>>>>> Live PA
>>>>> Áudio para Publicidade
>>>>>
>>>>> Mas o fenomeno inverso tambem acontece, quando musicos muito
>>>>> competentes se aventuram na musica eletronica.
>>>>> Coisas boas nao vao surgir.
>>>>> Esta semana eu assisti uma apresentacao do Henrique Cazes algo do tipo
>>>>> "Eletro Pixinguinha".
>>>>> Ele plugou seu cavaquinho nuns pedais de efeitos, e tirou dali os
>>>>> timbres mais horripilantes que ja escutei.
>>>>> Junto a ele estava um tecladista, alias muito competente, mas que
>>>>> insistia em utilizar sintetizadores com ruidos
>>>>> cavernosos.
>>>>>
>>>>>
>>>>>
>>>>> att
>>>>> Fabio Padilha(gangaz)
>>>>>
>>>>> _______________________________________________
>>>>> Tribuna mailing list
>>>>> [email protected]
>>>>> http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna
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