Ta começando a amacia né menino rsrss
CIDÃO
  ----- Original Message ----- 
  From: Marcello Pereira Borghí
  To: [email protected]
  Sent: Monday, July 12, 2010 5:54 AM
  Subject: Re: [S-C]Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS


  Maravilha de texto Marcos. De babar e ler de joelhos! Parabéns. Assino 
embaixo!
    ----- Original Message ----- 
    From: Marcos Virgílio
    To: [email protected]
    Sent: Sunday, July 11, 2010 1:18 PM
    Subject: Re: [S-C]Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS


    Vou deixar de lado a discussão futebolística: não é que não interesse ou 
esteja repreendendo ninguém, mas fiquei mais instigado com a comparação 
futebol-MPB, e a pergunta geral "há/haverá novos talentos como os que nos 
acostumamos a venerar do passado?". Como arquiteto, peço permissão para 
colocar também a arquitetura no baile, porque a pergunta também corre por 
lá: depois de Niemeyer, mais ninguém?
    Acho que o problema é de parâmetro. Enquanto Niemeyer, ou 
Chico/Caetano/Gil/Tom, ou Pelé/Garrincha forem os modelos de comparação para 
tudo de novo que surge, vai ficar difícil achar alguém. Acho sim que há 
certo saudosismo nisso (eu mesmo não escapo, porque não acho que nada em 
música popular alcance os Beatles, mas isso já é outra história).
    Esses tidos como "gênios" foram beneficiados por um conjunto de 
circunstâncias muito favoráveis que se somaram ao talento (inegável, mas 
insuficiente para explicar a projeção toda). A idéia mesmo de "gênio" é 
altamente questionável. Parece que basta a pessoa ser genial e o mundo 
inteiro se curvará à sua genialidade. Existe, porém, a questão da 
oportunidade: a pessoa estar no lugar certo no momento certo. E ter amigos. 
Porque são estes que atribuem a alguém o status de gênio. Não é o próprio. 
Se não, certamente já teríamos tido muitos outros (Arrigo Barnabé, por 
exemplo, continua achando que é um gênio acima dos mortais).
    Ninguém nunca achou estranho que todos esses "gênios" frequentavam os 
mesmos circuitos, conheciam-se uns aos outros (isso quando não eram amigos 
íntimos), etc? Não é muita coincidência que todos esses gênios tenham se 
juntado num mesmo lugar ao mesmo tempo?
    Engraçado é que essa "nostalgia" já vem sendo notada e criticada há 
muito tempo: ainda nos anos 70 tinha um Raul Seixas cantando "eu não nego 
que a poesia dos 50 é bonita, mas todo sentimento dos 70 onde é que fica?", 
ou ainda o Belchior sentenciando "nossos ídolos ainda são os mesmos e as 
aparências não enganam não, você diz que depois deles não apareceu mais 
ninguém". Será que mais uma vez é a gente "que ama o passado e que não vê 
que o novo sempre vem"?



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