Assino embaixo, também não podemos deixar de valorizar o que é bom só porque 
é passado, tecnologia é uma coisa, arte não tem idade, seja ela do meio que 
for, genios não desaparecem, vamos esquecer Michelangelo, Da Vinci , 
Bethoven só porque são de séculos passados!!!!!  A propria musica Paulo da 
Portela,  diz " ele não morreu apenas desapareceu" ....

CIDÃO
  ----- Original Message ----- 
  From: Phadha Phada
  To: Eugenio Raggi
  Cc: Tribuna
  Sent: Tuesday, July 13, 2010 8:58 AM
  Subject: Re: [S-C] Como funciona a nostalgia


  Nao concordo
  Se fosse dessa forma eu consideraria,
  Zeca Pagodinho, FDQ, e CIA, melhor do que Cartola, Geraldo Pereira, Ze 
ketti ...
  O que nao e' verdade.
  Ou consideraria os choroes mais contemporaneos, melhores do que 
Pixinguinha, Jacob, Garoto, Joao Pernambuco etc..

  Saindo da esfera do Samba e choro,
  Tambem, nao reconheceria
  a fase barroca e classica , como o periodo mais genial da musica dita 
"erudita".
  Ou o Bebop com a melhor fase do  JAZZ.
  COmo podem ver tudo que eu citei faz parte de um periodo muito longe da 
minha contemporaniedade.


  Geralmente as pessoas associam o futuro, com avanco
  em todas as areas inclusive cultural.
  E nao e' bem assim, a historia tem periodos
  em que a arte sofreu altos e baixos.

  E atualmente vivemos um periodo de baixa.


  att
  Fabio Padilha(gangaz)




  Em 12 de julho de 2010 15:53, Eugenio Raggi <[email protected]> 
escreveu:

    Caros,

    O papo anterior somou futebol, samba e cultura em geral. Penso que o que 
vale mesmo é a "eterna nostalgia humana", fenômeno amplamente comprovado por 
sociólogos, pscicólogos e antropólogos.

    Aqueles que são dos anos 80 e assistem a um desenho animado protamente 
se dizem saudosos da "Caverna do Dragão". "Esses desenhos de hoje são um 
lixo", devem dizer. A turma um pouco mais antiga deve abominar "Caverna do 
Dragão" e optar pelos clássicos Hanna Barbera, como Jetsons, Flintstones ou 
Zé Colmeia. Outros, ainda mais maduros, se lembram com saudade de Tom e 
Jerry ou Pica-Pau, clássicos até hoje.

    Penso que no samba a coisa é a mesma. Vira uma espiral de nostalgia. 
Moiseis Marques é pior do que Arlindo Cruz, que é pior do que João Nogueira 
que é pior do que Paulinho da Viola, que é pior do que Cartola, que é pior 
do que Brogogério, blá-blá-blá....

    A mim, como historiador que gosta e respeita o passado, mas abomina a 
nostalgia, só resta aceitar esse irremediável fenômeno humano, o passadismo 
retrógrado e cheio de mágoa, que reforça essa falsa impressão de "linha 
evolutiva às avessas".

    Enfim, é da alma humana. Não concordo de forma alguma. Aceitar é o que 
me basta!

    Abs,

    Eugenio

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