Gangaz disse:
"E atualmente vivemos um periodo de baixa." Quando algum povo em algum tempo asssumiu seu período contemporâneo como um período de "alta artística"?? NUNCA!! O próprio Cartola foi desprezado em seu próprio tempo, sendo resgatado já mais maduro em uma outra fase. A sensação de que o passado é sempre superior e que estamos em constante involução não é uma simples "teoria de buteco" é um ato "irremediavelmente humano". Eu possso garantir que daqui a umas 3 décadas as gerações que viverão em 2040 serão saudosas de Pedro Miranda, Tereza Cristina, Moyseis Marques, Casuarina ou Galocantô. Numa falsa ideia de que "tempo bom era o início do século XXI". Não se esqueça que Luis Carlos da Vila precisou morrer para que seu talento fosse reconhecido. Será sempre assim? Sempre diremos que nossos artistas serão sempre inferiores àqueles que já morreram? Que espiral de crueldade é essa? Onde a arte vai parar dessa forma? Abs, Eugenio Em 13 de julho de 2010 08:58, Phadha Phada <[email protected]>escreveu: > Nao concordo > Se fosse dessa forma eu consideraria, > Zeca Pagodinho, FDQ, e CIA, melhor do que Cartola, Geraldo Pereira, Ze > ketti ... > O que nao e' verdade. > Ou consideraria os choroes mais contemporaneos, melhores do que > Pixinguinha, Jacob, Garoto, Joao Pernambuco etc.. > > Saindo da esfera do Samba e choro, > Tambem, nao reconheceria > a fase barroca e classica , como o periodo mais genial da musica dita > "erudita". > Ou o Bebop com a melhor fase do JAZZ. > COmo podem ver tudo que eu citei faz parte de um periodo muito longe da > minha contemporaniedade. > > > Geralmente as pessoas associam o futuro, com avanco > em todas as areas inclusive cultural. > E nao e' bem assim, a historia tem periodos > em que a arte sofreu altos e baixos. > > E atualmente vivemos um periodo de baixa. > > > att > Fabio Padilha(gangaz) > > > > Em 12 de julho de 2010 15:53, Eugenio Raggi > <[email protected]>escreveu: > >> Caros, >> >> O papo anterior somou futebol, samba e cultura em geral. Penso que o que >> vale mesmo é a "eterna nostalgia humana", fenômeno amplamente comprovado por >> sociólogos, pscicólogos e antropólogos. >> >> Aqueles que são dos anos 80 e assistem a um desenho animado protamente se >> dizem saudosos da "Caverna do Dragão". "Esses desenhos de hoje são um lixo", >> devem dizer. A turma um pouco mais antiga deve abominar "Caverna do Dragão" >> e optar pelos clássicos Hanna Barbera, como Jetsons, Flintstones ou Zé >> Colmeia. Outros, ainda mais maduros, se lembram com saudade de Tom e Jerry >> ou Pica-Pau, clássicos até hoje. >> >> Penso que no samba a coisa é a mesma. Vira uma espiral de nostalgia. >> Moiseis Marques é pior do que Arlindo Cruz, que é pior do que João Nogueira >> que é pior do que Paulinho da Viola, que é pior do que Cartola, que é pior >> do que Brogogério, blá-blá-blá.... >> >> A mim, como historiador que gosta e respeita o passado, mas abomina a >> nostalgia, só resta aceitar esse irremediável fenômeno humano, o passadismo >> retrógrado e cheio de mágoa, que reforça essa falsa impressão de "linha >> evolutiva às avessas". >> >> Enfim, é da alma humana. Não concordo de forma alguma. Aceitar é o que me >> basta! >> >> Abs, >> >> Eugenio >> >> _______________________________________________ >> Tribuna mailing list >> [email protected] >> http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna >> >> >
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