Concordo em gênero em número e grau, acho que estamos passando por uma fase de 
baixa talvez mais na divulgação, pois a grande mídia não está querendo investir 
em novos talentos que não tenham um forte apelo popular, por isso ficamos com a 
velha mesmice de sempre e tendo que garimpar os bons produtos nas prateleiras 
das lojas mais antenadas da BMP (Boa Música Popular). A industria da música 
está passando por uma quebra de paradígma, ainda não sabemos quais os meios que 
irão se firmar daqui pra diante, eu acho que a internet está se firmando como a 
mídia do futuro (já quase presente), aí talvez irão surgir os novos bambas da 
BMP.

Um abraço a todos.
Caio Pontual
  ----- Original Message ----- 
  From: Phadha Phada 
  To: Eugenio Raggi 
  Cc: Tribuna 
  Sent: Tuesday, July 13, 2010 8:58 AM
  Subject: Re: [S-C] Como funciona a nostalgia


  Nao concordo 
  Se fosse dessa forma eu consideraria, 
  Zeca Pagodinho, FDQ, e CIA, melhor do que Cartola, Geraldo Pereira, Ze ketti 
...
  O que nao e' verdade.
  Ou consideraria os choroes mais contemporaneos, melhores do que Pixinguinha, 
Jacob, Garoto, Joao Pernambuco etc..

  Saindo da esfera do Samba e choro,
  Tambem, nao reconheceria
  a fase barroca e classica , como o periodo mais genial da musica dita 
"erudita".
  Ou o Bebop com a melhor fase do  JAZZ.
  COmo podem ver tudo que eu citei faz parte de um periodo muito longe da minha 
contemporaniedade.


  Geralmente as pessoas associam o futuro, com avanco 
  em todas as areas inclusive cultural.
  E nao e' bem assim, a historia tem periodos
  em que a arte sofreu altos e baixos.

  E atualmente vivemos um periodo de baixa.


  att
  Fabio Padilha(gangaz)




  Em 12 de julho de 2010 15:53, Eugenio Raggi <[email protected]> 
escreveu:

    Caros,

    O papo anterior somou futebol, samba e cultura em geral. Penso que o que 
vale mesmo é a "eterna nostalgia humana", fenômeno amplamente comprovado por 
sociólogos, pscicólogos e antropólogos.

    Aqueles que são dos anos 80 e assistem a um desenho animado protamente se 
dizem saudosos da "Caverna do Dragão". "Esses desenhos de hoje são um lixo", 
devem dizer. A turma um pouco mais antiga deve abominar "Caverna do Dragão" e 
optar pelos clássicos Hanna Barbera, como Jetsons, Flintstones ou Zé Colmeia. 
Outros, ainda mais maduros, se lembram com saudade de Tom e Jerry ou Pica-Pau, 
clássicos até hoje.

    Penso que no samba a coisa é a mesma. Vira uma espiral de nostalgia. 
Moiseis Marques é pior do que Arlindo Cruz, que é pior do que João Nogueira que 
é pior do que Paulinho da Viola, que é pior do que Cartola, que é pior do que 
Brogogério, blá-blá-blá....

    A mim, como historiador que gosta e respeita o passado, mas abomina a 
nostalgia, só resta aceitar esse irremediável fenômeno humano, o passadismo 
retrógrado e cheio de mágoa, que reforça essa falsa impressão de "linha 
evolutiva às avessas".

    Enfim, é da alma humana. Não concordo de forma alguma. Aceitar é o que me 
basta!

    Abs,

    Eugenio

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