Na verdade vejo como muito positiva a iniciativa da Bricsys porque na área de cad o linux está bem diferente de outras, programas bons a maioria até bem melhores aos amplamente utilizados no windows não faltam, no entanto na área de projeto arquitetônico/civil e correlatos não existia uma opção viável. Claro que assim que houver um open-source a comunidade deve apoiar em peso mas até o momento não encontrei nem um que satisfaça o volume de trabalho de uma empresa de engenharia ou arquitetura, sem falar que ele deve poder trabalhar com todos os arquivos já criados em várias versões do AutoCAD (que na empresa onde trabalho passa de 500GB ) e abrir os arquivos enviados pelos clientes.
A noticia é muito boa porque até ontem se você ligasse na Autodesk (empresa que desenvolve o AutoCAD) e pedisse uma versão para Linux os caras desligavam na sua cara e até hoje é assim, assim como tem o briscad tem o progecad, o intelicad, zwcad, *cad, em qualquer empresa que você ligar os caras não estão nem aí para o Linux, quando você pede sobre o assunto dá para sentir na voz do atendente: "problema seu, muda para o windows". Diante de tantas empresas que simplesmente ignoram os usuários linux, uma empresa que se preocupou em desenvolver uma versão do seu software para rodar nativamente no linux tem de ser valorizada, ao empregarem recursos para tanto estão dizendo claramente que acreditam ser um sistema operacional viável, depois que o briscad funcionar as outras não terão mérito nenhum em investir em uma parcela do mercado que existe, a Bricsys na realidade está vindo no escuro simplesmente acreditando que é um projeto viável mas notadamente um investimento de risco, e mesmo assim ela o está fazendo. Será sacanagem nossa fazer o que o pessoal do windows faz, começar a crackear o programa e fazer cópias piratas, logo nós que usamos como um dos primeiros argumentos em uma conversa sobre linux o fato de não usarmos programas piratas. Onde trabalho entramos em um processo de acabar com o software pirata, se fôssemos comprar o AutoCAD, gastaríamos em média 5.000,00R$ por máquina, levando em consideração que alguns computadores iriam ter o cad+implementações relativas ao setor, onde o preço seria superior a 5.000,00R$ e outros onde seria instalado o Cad básico com preço levemente inferior a isso. Por fim escolhemos o Progecad (se tivesse o briscad para linux naquela época tinha lutado mais por esse porque o passo windows para linux já estaria praticamente dado) em média o gasto com ele foi 1.500,00R$ e tem algumas vantagens como licença corporativa e instalação em rede ilimitada. O briscad está em torno desse valor e ainda é multi-plataforma, para uma empresa que pensava em gastar 5.000,00R$ só com o cad agora gastar 1/3 disso e ainda conseguir se livrar de outras licenças (como a do windows) parece justo. Existem soluções open-source, mas era necessário um programa muito semelhante ao CAD para que não houvesse uma perda muito grande de produtividade e parece que o Briscad conseguiu isso. O Briscad é proprietário e até que a Bricsys libere o código dele sob a GPL (isso que é sonho!), ou outro programa open-source apareça (como muitos casos de sucesso como OOo, Firefox e companhia) pela primeira vez desde que instalei o linux ( antes de 2000 mandrake, e desinstalei depois de um mês porque não conseguia iniciar o X) sinto a realização de não precisar do windows para nada, para outras áreas é um outro programa qualquer mas para nós que estávamos desesperados por um solução cad o *Briscad v10 beta *é um marco. -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

