A guerra dos padrões é antiga. O DWG é para a arquitetura o mesmo que o DOC é para os documentos. Fechados, não homologados em nenhuma instância e incompatíveis com seus próprios fornecedores. Vejam os casos de incompatibilidade entre versões do AutoCAD e versões do Word. Óbvio que é proposital.
A fórmula de ficar rico é: invente algo que todo mundo precisa, não compartilhe com ninguém, mude de versão para que a anterior se torne desnecessariamente obsoleta. Ou seja, aprisione o usuário. Se alguém aqui quer entender bem a guerra de padrões, não percam a oportunidade de assistir a alguma palestra do Jomar Silva, representante da América Latina na ODF Alliance. Vejam que o problema não é a ferramenta - é o formato. Existem várias soluções CAD de altíssima qualidade como Micro Station, TurboCAD, VectorWorks, IntelligentCad entre outros. Mas a maioria está presa ao formato DWG. Rui Ogawa Atenção! Caso haja documentos de escritório anexados neste e-mail, eles poderão estar no formato ODF, um padrão aberto, gratuito e homologado pela ISO e ABNT. Para abrir e editá-los, basta baixar e instalar o BrOffice.org em http://broffice.org/download. Cansado de vírus, pragas virtuais, travamentos e falta de desempenho? Conheça o novo Ubuntu 10.04! http://www.ubuntu-br.org/ Em 11 de junho de 2010 20:18, Paulo de Souza Lima <[email protected]>escreveu: > Sei que isso vai sair do tópico, mas vale a pena fazer um comentário a > respeito. > > A questão não está em haver ou não um open source de peso. > Recentemente, houve o III Encontro de Software Livre do Serpro > Curitiba. Nele, o Coordenador do Projeto Documento Digital do Governo > do Paraná, sr. Vanderlei Vilhanova Ortêncio, proferiu uma palestra > sobre o estudo que a Celepar fez sobre técnicas para conservar > documentos digitais por longos períodos. A pesquisa constatou que hoje > não existe uma maneira de conservar documentos arquitetônicos (plantas > de prédios, plantas de cidades, etc.) em meios digitais, apenas por um > motivo: > > Existe uma proliferação, em todas as áreas da engenharia, de um padrão > fechado de documentos, pertencente a uma empresa chamada Autodesk. > Isso é de uma ambiguidade tão grande que chega a ser cômico. > Justamente a área do conhecimento humano que mais se utiliza da > padronização, está amarrada deliberadamente ao formato de documento > proprietário da Autodesk. > > Isso tem implicações importantes na conservação histórica, porque nada > pode garantir que alguém possa ter acesso a um documento feito no > Autocad daqui há cinco ou dez anos, que dirá daqui a 100 ou 200 anos. > > Soluções de engenharia de qualidade inquestionável existem várias. O > que falta é a compreensão de que permitir que um padrão de documento > proprietário como DWG, é um tiro no pé e um risco, não só para as > empresas, mas principalmente para a sociedade e para as gerações > futuras. > > A briga nessa área vai ser boa, mas se os padrões abertos estão > ganhando a guerra contra a gigante das janelas quebradas, pode ser que > num futuro não muito distante tenhamos padrões abertos para documentos > de engenharia também. Se os engenheiros não se mexerem quanto a isso, > a sociedade com certeza vai. > > Abraço. > Em 11 de junho de 2010 19:28, Alfterhaang <[email protected]> > escreveu: > > Na verdade vejo como muito positiva a iniciativa da Bricsys porque na > área > > de cad o linux está bem diferente de outras, programas bons a maioria até > > bem melhores aos amplamente utilizados no windows não faltam, no entanto > na > > área de projeto arquitetônico/civil e correlatos não existia uma opção > > viável. Claro que assim que houver um open-source a comunidade deve > apoiar > > em peso mas até o momento não encontrei nem um que satisfaça o volume de > > trabalho de uma empresa de engenharia ou arquitetura, sem falar que ele > deve > > poder trabalhar com todos os arquivos já criados em várias versões do > > AutoCAD (que na empresa onde trabalho passa de 500GB ) e abrir os > arquivos > > enviados pelos clientes. > > > > A noticia é muito boa porque até ontem se você ligasse na Autodesk > > (empresa que desenvolve o AutoCAD) e pedisse uma versão para Linux os > caras > > desligavam na sua cara e até hoje é assim, assim como tem o briscad tem o > > progecad, o intelicad, zwcad, *cad, em qualquer empresa que você ligar os > > caras não estão nem aí para o Linux, quando você pede sobre o assunto dá > > para sentir na voz do atendente: "problema seu, muda para o windows". > > > > Diante de tantas empresas que simplesmente ignoram os usuários linux, > uma > > empresa que se preocupou em desenvolver uma versão do seu software para > > rodar nativamente no linux tem de ser valorizada, ao empregarem recursos > > para tanto estão dizendo claramente que acreditam ser um sistema > operacional > > viável, depois que o briscad funcionar as outras não terão mérito nenhum > em > > investir em uma parcela do mercado que existe, a Bricsys na realidade > está > > vindo no escuro simplesmente acreditando que é um projeto viável mas > > notadamente um investimento de risco, e mesmo assim ela o está fazendo. > > > > Será sacanagem nossa fazer o que o pessoal do windows faz, começar a > > crackear o programa e fazer cópias piratas, logo nós que usamos como um > dos > > primeiros argumentos em uma conversa sobre linux o fato de não usarmos > > programas piratas. > > > > Onde trabalho entramos em um processo de acabar com o software pirata, > > se fôssemos comprar o AutoCAD, gastaríamos em média 5.000,00R$ por > máquina, > > levando em consideração que alguns computadores iriam ter o > > cad+implementações relativas ao setor, onde o preço seria superior a > > 5.000,00R$ e outros onde seria instalado o Cad básico com > > preço levemente inferior a isso. > > Por fim escolhemos o Progecad (se tivesse o briscad para linux naquela > > época tinha lutado mais por esse porque o passo windows para linux já > > estaria praticamente dado) em média o gasto com ele foi 1.500,00R$ e tem > > algumas vantagens como licença corporativa e instalação em rede > ilimitada. > > O briscad está em torno desse valor e ainda é multi-plataforma, para uma > > empresa que pensava em gastar 5.000,00R$ só com o cad agora gastar 1/3 > disso > > e ainda conseguir se livrar de outras licenças (como a do windows) parece > > justo. > > > > Existem soluções open-source, mas era necessário um programa muito > > semelhante ao CAD para que não houvesse uma perda muito grande de > > produtividade e parece que o Briscad conseguiu isso. > > > > O Briscad é proprietário e até que a Bricsys libere o código dele sob a > > GPL (isso que é sonho!), ou outro programa open-source apareça (como > muitos > > casos de sucesso como OOo, Firefox e companhia) pela primeira vez desde > que > > instalei o linux ( antes de 2000 mandrake, e desinstalei depois de um > mês > > porque não conseguia iniciar o X) sinto a realização de não precisar do > > windows para nada, para outras áreas é um outro programa qualquer mas > para > > nós que estávamos desesperados por um solução cad o *Briscad v10 beta *é > um > > marco. > > -- > > Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece > > > > Lista de discussão Ubuntu Brasil > > Histórico, descadastramento e outras opções: > > https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br > > > > -- > Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece > > Lista de discussão Ubuntu Brasil > Histórico, descadastramento e outras opções: > https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br > -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

