Olá Comunidade,

Chame o cara do suporte e mostre BrOffice e/ ou Linux...
Ele poderá pensar: "caramba, não sei usar isto e este cara vai falar para o meu 
chefe? Esse cara pode até ser melhor que eu e não vou perder o meu emprego. Vai 
que terei que ficar chamando ele todo tempo, ai como eu fico?... - pensamento 
medíocre mas acontece (algumas vezes de forma involuntária).

Chame o cara do financeiro: "olhe, o senhor vai economizar R$ xxx,xx por 
máquina"... "legal, que economia teremos... fale com o cara do suporte" (basta 
ler o início do e-mail novamente).

Chame as universidades: "gostaria de mostrar isto, legal para os seus alunos, 
legal em todos os sentidos"... "oh, interessante, mas somos uma instituição que 
recebe o Office gratuitamente, inclusive distribuimos para os nossos alunos, 
mas vou perguntar ao "cara" da Microsoft o que eles acham"... "faça isto e você 
perde a nossa parceria"... "desculpe mas... não estamos interessados no 
momento."

Nem todos os casos são assim, mas existem vários. O que acredito que falte é 
uma "sintonia" nas ações. Não adianta levar um CD gravado por R$ 2,00 e escrito 
no CD: "Brooffice... viva a liberdade!"
Chegar lá sem hora marcada e de havaianas : O

Teria que ser uma capa padronizada, numa caixa, um folheto bem impresso 
explicando o projeto. Tudo isto entregue por alguém de terno e gravata 
(opcional mas vale pontos), cartão de visita, quem sabe um notebook para já 
mostrar o mesmo funcionando, coversa vai, conversa vem... podemos marcar uma 
demonstração para a instituição e seus alunos de forma gratuita, que acha?...

São apenas idéias.

 
Até mais,
Lucas Filho
Open-Ce Tecnologias e Serviços
http://www.open-ce.com

Coordenador Estadual GUBRO-Ceará 
www.broffice.org/gubro-ce

Blog Pessoal
http://lucasfilho.blogspot.com

::OpenCampus:: Grupo para professores e estudantes
www.opencampus.clic3.net


Agradecemos a Deus por tudo



----- Mensagem original ----
De: Bruno Santos <[email protected]>
Para: [email protected]
Enviadas: Sábado, 14 de Março de 2009 9:29:09
Assunto: Re: [usuarios OOo] Distribuições do OpenOffice, interface, passado e 
planos futuros?

>As empresas poderiam considerar (a nível de doação voluntária) contribuir
com 10% do que foi >economizado com licensas de M$ Office (descontando o
treinamento) para o projeto, de forma a >incentivar um produto melhor para
ela mesma no futuro.

>Com esse período de crise, as ações da Sun estão quase no chão. Se por um
lado ela afirma não parar >de investir no OOo (o StarOffice é um produto
rentável para ela), ela está cada vez com menos >condições de manter o
projeto praticamente sozinha.

Eu tenho uma questão que na universidade não consegue responder. Por que o
empresariado e as universidades são tão afastadas?
O que o empresariado tem de "tão inovador" que não pode trabalhar junto com
as universidades?

As duas últimas frases do Caio são bem sintomático do quanto nosso
empresariado pensa "para trás".
Eu ainda quero levar as soluções livres para o processo produtivo e
automação industrial. Mas parece ainda que o empresariado não consegue
entender o benefício de ter algo melhor e com menos custos. Parece que para
eles sempre tem o famoso "171" quando alguém mostra uma solução assim.

A única linguagem que eles vão entender é a do medo? Medo de perder para a
concorrência?


2009/3/13 Caio Tiago Oliveira <[email protected]>

> Leandro Santiago, 13-03-2009 13:23:
>
>> Outras críticas que ouvi (provavelmente foi da oposição :-)) é de que o
>> OO ainda tem partes que são muito antigas e que ninguém mexe (do
>> StarOffice das décadas de 80 e 90), sendo portanto um problema de
>> arquitetura. Eu mesmo tenho aqui em casa uma revista INFO de 1999 onde
>> há uma matéria sobre um "concorrente grátis" do MS Office, que
>> funcionava em Windows Mac e Linux!. E olhando pelas imagens vejo que o
>> OO de hoje é muito parecido com o StarOffice daquela época (embora a
>> versão 2.x tenha significado uma grande melhora em relação ao 1.x.
>>
>
> Não é da oposição.
> Basicamente, parte do código é realmente muito antiga e um pouco
> desorganizada.
> Todas as versões 1.x conservaram tudo do StarOffice, com pequenas
> modificações. Para a 2.0, mudaram bastante coisa, foi um trabalho imenso.
> Mas de lá pra cá, nada foi feito para mudar isso.
> Infelizmente a Sun não investe nisso, pois implicaria uns meses sem
> desenvolvimento de novas funcionalidades, considerando a quantidade atual de
> desenvolvedores (ou seja, uns 6 meses sem nada novo, só com mudanças para
> desenvolvedores).
> Fazer isso incrementalmente, devido ao tamanho do problema da arquitetura,
> é quase impossível. É um retrabalho muito grande ter que refazer quase tudo
> no OOo e refazer de novo pra cada alteração que façam enquanto faz o
> trabalho paralelo.
>
>  Por outro lado vejo projetos como o Koffice, onde os desenvolvedores
>> resolveram reescrever todo o sistema, mas ainda não obtiveram êxito,
>> pois o Koffice 2.0 já é beta 8 mas ainda não está completo ou mesmo
>> funcional como o OpenOffice (talvez faça como o KDE4, que só está
>> ficando bom agora, depois de mais de um ano de lançamento). Nem sei se o
>> projeto obterá o sucesso que pretende, mas foi uma mudança significativa
>> em relação à versão anterior.
>>
>
> Pois é, é mais ou menos a mesma situação.
> A diferença é que o OOo é muito mais utilizado em ambientes coorporativos e
> por usuários que podem trocar ao menor sinal de falha.
> Na minha opinião, o KDE fez o melhor que eles poderiam fazer. Foi muito
> ousado, ainda não está completo (falta o phonon, o amarok novo, o digikam
> novo, um player decente baseado no phonon, o koffice novo, etc.), mas
> facilitaram muito o desenvolvimento futuro do sistema.
> O koffice também investiu muitíssimo em novas funcionalidades neste meio
> tempo.
>
>  Vejo que há muito incentivo no mundo inteiro em torno do OpenOffice
>> (principalmente dos governos, que tem investido no OpenOffice como forma
>> de reduzir custos), o que me faz pensar que *agora* é a hora do
>> OpenOffice. Mas ele ainda não é amado por todos (hauahau), o que me faz
>> pensar se seria o momento de os desenvolvedores repensarem todo o
>> OpenOffice e quem sabe até em reescrevê-lo utilizando tecnologias mais
>> atuais (como por exemplo uma toolkit como Qt, multiplataforma e
>> Opensource). Não sei se há pessoal suficiente e que queiram trabalhar em
>> equipe (isso sem contar a Sun, que é a que mantém o projeto mas não
>> parece ser muito chegada à ajuda externa) ou se haveria real intenção na
>> formação de uma "força tarefa" para trabalhar intensivamente em torno de
>> um OpenOffice 4.0.
>>
>
> Volta e meia surgem questões do tipo. Usar XUL (a tecnologia da Mozilla)
> para a internace é algo desejado há muitos anos.
> Agora o QT com licensa LGPL surgiu como alternativa para a interface.
>
> Sabe qual o problema?
> Justamente o que você achou ser intriga da oposição.
> Uma quantidade razoável de funcionalidades do BrOo está vinculada
> diretamente no código ao módulo responsável pelo visual.
> Ou seja, primeiro é necessário uma reescrita nessa parte antes que possam
> pensar em usar GTK ou QT para a interface (não os widgets)
>
>  Gostaria de ouvir - ou de ler :-) - a opinião dos presentes com relação
>> às críticas ao OpenOffice/BrOffice, e questinar se a ajuda dos governos
>> - ao menos no Brasil, pois aqui mesmo no Paraná o governador fica se
>> gabando de o estado ser um grande produtor e usuário de software livre)
>> existe mesmo na hora de fazer a coisa funcionar, ou se o incentito não é
>> assim tão grande.
>>
>
> A ajuda não é muito expressiva.
> Se o governo aqui pagasse 4 desenvolvedores em tempo integral para o BrOo
> seria uma contribuição imensa. Os custos são muito poucos em comparação com
> os benefícios.
> Se outros governos e empresas fizessem o mesmo, seria uma maravilha.
>
> As empresas poderiam considerar (a nível de doação voluntária) contribuir
> com 10% do que foi economizado com licensas de M$ Office (descontando o
> treinamento) para o projeto, de forma a incentivar um produto melhor para
> ela mesma no futuro.
>
> Com esse período de crise, as ações da Sun estão quase no chão. Se por um
> lado ela afirma não parar de investir no OOo (o StarOffice é um produto
> rentável para ela), ela está cada vez com menos condições de manter o
> projeto praticamente sozinha.
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Bruno Edson dos Santos
4º ano - Engenharia de Produção Software



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