Grande Amilcar, a questão na Venezuela é política. Chávez é o favorito e a 
oposição de direita, alinhada com o Departamento de Estado e o governo dos 
EUA, está procurando chifre em cabeça de cavalo. Se as máquinas tiveram 
desempenho irrepreensível na eleição passada, fiscalizadas pela Fundação 
Carter, por que funcionariam desonestamente agora?

A direita venezuelana, na falta de votos, investe contras as urnas 
eletrônicas de lá que, ao contrário das brasileiras, são auditáveis. São 
conferíveis. Que isto nos sirva de lição: por que as nossas urnas não sâo?

E só nós, um exército de brancaleones, unicamente a partir de argumentos 
técnicos, questionamos a lisura das eleições brasileiras? É claro, como 
Brizola também fazia - ele comprovadamente roubado nas eleições de 1982 por 
uma fraude de totalização. 

Aqui as urnas roubam descaradamente, não emitem comprovantes que permitam 
auditá-las, os partidos não podem conferir os resultados de maneira alguma e 
a grande mídia, os partidos que controlam o congresso e o próprio TSE 
garantem que ela é 100% segura. Conversa para boi dormir. Nós somos os únicos 
bois atentos na boiada.

E com isso as vidinhas são tocadas, tirando votos de quem os tinha, como 
Brizola, que não chegou a presidencia da República por causa dessas máquinas 
ladronas; e elegendo figuras menores que não tem votos - como Eduardo Azeredo 
& afins. É a "República" da Panákia, do Walter, perfeita.

Me liguei na eleição da Venezuela onem, por conta de mensagem que recebi, e 
já disponibilizei no saite do PDT, assinada pelo Embaixador da Venezuela no 
Brasil. Vale a pena ler.

O que está acontendo na Venezuela é que a direita de lá - golpista como a de 
cá, não tem cafice para ganhar no voto do Cháves e por isso não aceita a 
lisura das eleições. Este é o busilis da questão. O povo está com Chávez, 
antia EUA, anti-neoliberalismo, bolivariano, etc - e a direita tá lascada. No 
voto não leva.

Muito parecida com a direita daqui com uma diferença básica e fundamental: 
aqui ela rouba eleição há muitos anos. Na minha opinião, desde 1982 quando a 
pegaram com a boca na botija, no caso Proconsult. Ela aprendeu com a lição, 
passou "a fazer direito" como Golbery disse que era preciso fazer e Elio 
Gáspari registrou no seu livro e hoje, tranquila, rouba e elege os seus 
sempre que necessário.

É por isso que vemos tanta nulidades no congresso, tantas nulidades no 
Executivo. A maquineta "100% segura" do TSE  elege azeredos e sérgios cabrais 
a rodo, há tempos, falseando a verdade eleitoral. É a jabuticaba eleitoral, 
como você mesmo Amilcar, tomando emprestada a frase do Marcio Moreira Alves.

Uma Panákia perfeita.

Maneschy

Vale a pena ler o alerta do Embaixador venezuelano no Brasil;

EMBAIXADA DA REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA 
NA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 

COMUNICADO 

Em atenção às eleições que organiza o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da 
Venezuela para escolher parlamentares à Assembléia Nacional, ao Parlamento 
Andino e ao Parlamento Latino-americano, a celebrar-se no próximo domingo 4 
de dezembro, a Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil 
quer esclarecer alguns aspectos vinculados à decisão de quatro (4) partidos 
políticos venezuelanos (Acción Democrática, COPEI, Primero Justicia e 
Proyecto Venezuela) de retirar-se da luta eleitoral e promover a abstenção, 
em uma atitude que viola o seu compromisso a participar, expresso reiteradas 
vezes. 

A tal respeito esta Embaixada, seguindo informações oficiais obtidas do 
mesmo CNE, concorda com que a decisão de se retirar do processo eleitoral 
parlamentar de maneira alguma esteve motivada por considerações técnicas, 
posto que o CNE, a pedido destes próprios partidos políticos, ajustou 
diversas colocações de ordem técnica, incluindo a retirada de máquinas 
captahuellas. 

Consideramos que diante desta evidência a decisão obedece a uma fase do 
plano desestabilizador que vieram desdobrando estas organizações políticas, 
com a intenção de deslegitimar as instituições democráticas e, em 
particular, a desconhecer o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e de uma vez 
isolar o governo do presidente Hugo Chávez perante a comunidade 
internacional. 

A decisão destes partidos políticos está vinculada à postura 
intervencionista do governo dos Estados Unidos da América, quem se empenha 
em deslegitimar a democracia venezuelana e todos os processos eleitorais que 
dentro desta se realizam. Esta postura pretende desqualificar também às 
Missões de Observação Eleitoral da Organização de Estados Americanos (OEA) e 
da União Européia (UE) que se encontram na Venezuela como observadores do 
processo. 

Para ilustrar isto vale a pena transcrever a opinião expressa pelo porta-voz 
do Departamento de Estado Norte-americano, Sean McCormack, no dia 30 de 
novembro: “Os venezuelanos, como todos os povos, têm direito a eleições 
livres e limpas. Estamos preocupados porque este direito está cada vez mais 
em perigo e continuaremos apoiando os esforços do povo venezuelano para 
obter processos eleitorais transparentes e proteger seus direitos civis e 
políticos”. 

É necessário assinalar, tal como o refletem os Comunicados publicados pela 
Organização dos Estados Americanos, a amplitude demonstrada pelo CNE como 
árbitro do processo eleitoral venezuelano, ao efetuar diversas reuniões com 
os partidos de oposição para conhecer e receber suas observações. A maioria 
dos requerimentos da oposição foi atendida, inclusive o retiro das máquinas 
captahuellas. Com esta última decisão o CNE quis expressar uma vez mais sua 
vontade de garantir a transparência do processo eleitoral. 

Segundo informação do mesmo CNE, durante uma reunião realizada no dia 01 de 
dezembro de 2005 com a Missão da OEA, seu chefe, o senhor Rubén Perina, 
manifestou que o processo organizativo eleitoral estava transcorrendo com 
transparência, pelo qual reiterava a decisão da OEA de participar como 
observadores até a total realização das eleições parlamentares de 04 de 
dezembro de 2005. 

Todas estas razões nos levam a considerar a decisão destes quatro (4) 
partidos opositores ao governo da República Bolivariana da Venezuela como um 
atentado à integridade democrática de nosso povo e nosso país e a pôr em 
alerta a todos nossos companheiros e amigos para que nos acompanhem e 
apóiem, com amplas manifestações públicas, o processo eleitoral parlamentar 
venezuelano do próximo domingo, 04 de dezembro. 

A democracia é o bem inalienável do povo, quem exerce uma ampla consciência 
política sobre ela. Não permitamos que nos roubem esta fortuna, sou pena de 
seguir como vassalos da ignorância e o descrédito de nossa identidade. 

Julio García Montoya 
Embaixador 

Brasília, 3 de dezembro de 2005





On Sat, 03 Dec 2005 23:16:08 -0200, Amilcar Brunazo Filho wrote
> Olá,
> 
> Tem chegado notícias esparsas e pouco detalhadas de que partidos de 
> oposição na Venezuela estão abandonando as eleições para o Congresso 
> argumentando a falta de confiabilidade do sistema eleitoral 
> eletrônico lá adotado.
> 
> Esta informação pode ficar um pouco confusa para nós do Fórum do 
> Voto-E que sabemos que as urnas-E utilizadas na Venezuela emitem o 
> voto impresso conferido pelo eleitor e, desta forma, permitem a 
> conferência da apuração eletrônica dos votos.
> 
> Se lá é possivel conferir a apuração eletrônica, então porque os 
> opositores estão denunciando a falta de confiabilidade do sistema?
> 
> O que se está denunciando não é a falta de auditabilidade da 
> apuração e sim a possibilidade de identificação do voto de cada 
> eleitor porque lá também se colhe a impressão digital dos eleitores 
> no momento da votação.
> 
> Não sei de detalhes da implementação mas parece que as máquinas de 
> identificar são separadas e desconectadas das máquinas de votar mas, 
> mesmo assim, existe a possibilidade de que as duas máquinas guardem 
> a ordem (dos eleitores numa e dos votos na outra) e possibilitem a 
> identificação do voto. Por mais que se fale que as duas máquinas são 
> honestas, a confiança num sistema de identificação/votação assim 
> depende da confiança em terceiros que administram o sistema. Além 
> disso, para que o eleitor seja intimidado basta que ele compreenda 
> que a identificação do seu voto é tecnicamente possível mesmo que 
> esta identificação não esteja implementada.
> 
> Certamente há motivação política que leva a oposição a boicotar a 
> eleição, mas o argumento que utilizam é inafastável.
> 
> Para contornar o problema o CNE (o TSE de lá) decidiu suspender o 
> uso das máquinas de captura de impressões digitais. Vejam notícias 
> em:  http://www.cne.gov.ve/noticiaDetallada.php?id=3580  
http://www.unionradio.com.ve/Noticias/Noticia.aspx?noticiaid=152995
> 
> Toda esta confusão na Venezuela é mais um motivo para que se 
> suspenda o processo de recadastramento eleitoral que o TSE pretende 
> desenvolver justamente para que a impressão digital do eleitor seja 
> capturada no momento da sua votação COM O AGRAVANTE QUE AQUI AS 
> MÁQUINAS DE VOTAR E DE IDENTIFICAR ESTARÃO CONECTADAS.
> 
> [ ]s
>   Amilcar Brunazo Filho
>   www.votoseguro.org
> 
> 

Assine o manifesto pela segurança
e transparência do voto eletrônico em: 
http://www.votoseguro.com/alertaprofessores

______________________________________________________________
O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E

O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
__________________________________________________
Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico
        http://www.votoseguro.org
__________________________________________________

Responder a