Prezado Walter Del Picchia
Enquanto não vem o pior e para se ganhar um pouco o tempo de maneira mais
amena seguem esses canapés para distrair.
Foi tirado de um link da Rede PDT.
Hoje o Cristovam Buarque está oportunistamente no meu partido e eu em
oposição às pretensões dele.
F. Santana
"A luta de PT e PSDB é politica, não ideológica"
O Globo, 29/11/2004 - Foi uma longa conversa para reinterpretar o passado,
analisar o presente e pensar o futuro. Com um gravador em punho, o senador
petista Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação, resolveu registrar
a troca de impressões com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso,
quando eles se reuniram, um mês atrás, em Providence, nos Estados Unidos. O
diálogo, cedido ao GLOBO por Cristovam, somou 50 páginas impressas, das
quais foram extraídos alguns trechos. Entrevistador e entrevistado revelam
identidades. Ambos defendem um choque social e acreditam que, um dia, apesar
das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política
brasileira.
CRISTOVAM BUARQUE: A sua eleição e a do Lula não são fatos inesperados? A
esquerda chegar ao poder?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Totalmente.
CRISTOVAM: E não é uma surpresa que tenhamos chegado ao poder sem uma
proposta nova para o povo? Chegamos rebocados pela direita.
FERNANDO HENRIQUE: Surpresa não é chegar, é chegar pelas duas vias...
(risos)
CRISTOVAM: Nossas brigas (PT e PSDB) não podem impossibilitar um trabalho?
FERNANDO HENRIQUE: Não discutimos nem disputamos ideologia. É poder, é quem
comanda. Minha idéia para o Brasil é a seguinte: você tem uma massa atrasada
no país, e partidos que representam esse atraso, clientelismo. Os dois
partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB.
Em aliança com outros partidos. No fundo, disputamos quem é que comanda o
atraso. O risco é quando o atraso se comanda. É um pouco o negócio do pacto
com o diabo, do Fausto, não é? Você pode perder a sua alma nesse processo,
porque o atraso pode te comandar. O risco neste momento é de vocês, do PT.
De comandar um pouco o atraso e imprimir os outros nessa direção.
CRISTOVAM: Ainda é possível uma aliança PT-PSDB?
FERNANDO HENRIQUE: Acho que sim. Porque a luta é política, não é ideológica.
CRISTOVAM: Nós, do PT, fomos cooptados, ficamos lúcidos, amedrontados ou
oportunistas? A nossa mudança veio de qual destes fatos?
FERNANDO HENRIQUE: Veio de tudo isso. Na campanha, é natural um certo
oportunismo. Com jogada de marketing, você cria um mito, conta uma história.
O meu mito era fácil, era o real, moeda, estabilidade. O Lula era ele
próprio, a vida dele. Eu não estava mentindo, realmente tinha feito o real.
O Lula também não, representa a ascensão de uma camada. Mas uma coisa é
campanha e outra é governo. No governo, não basta paz e amor.
CRISTOVAM: Não está na hora de a gente dar um choque social no Brasil?
FERNANDO HENRIQUE. Se não fizermos alguma coisa rápido, haverá danos à
democracia. Se o resultado vai muito devagar, é uma tragédia. Se não anda,
pior ainda. Andar para trás é inaceitável. Eu resumiria dizendo: mais
investimento em infra-estrutura e um choque social.
CRISTOVAM: Com uma carga fiscal de mais de 30% do PIB já dá para fazer...
FERNANDO HENRIQUE: Aumentou muito a arrecadação. Não entendi porque houve um
aumento do superávit primário. Sou doutor nisso. Desde 1999 estou lutando
com o FMI. A idéia do Fundo é sempre um pouco mais alto. Porque com o
superávit atual, de 4,5%, você não paga nem os juros. Mas se for de 5%,
também não vai pagar. Não precisa exagerar no superávit primário. Eu até
posso dizer isso. O Lula é que não pode porque é o presidente. Os mercados
caem no dia seguinte, é verdade.
CRISTOVAM: Mas para dar esse choque, não é preciso ter um compromisso (a
palavra pacto não é boa)?
FERNANDO HENRIQUE: Não devemos falar de pacto porque dá má sorte. Digamos
uma convergência. Tem de ser uma coisa suprapartidária. A sociedade tem de
comprar a idéia. E tem que pegar gente influente na mídia, porque hoje não
existe nada sem mídia. Na política atual, parafraseando Descartes ("Penso,
logo existo"), é "estou na TV, logo existo". Se você não é virtual, você não
existe.
CRISTOVAM: A imprensa a gente até traz, agora a Justiça é que difícil
trazer...
FERNANDO HENRIQUE: As classes dirigentes, dominantes, e mais do que as
classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais estão
encasteladas na Justiça.
CRISTOVAM: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o
senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: "Lula,
venha conhecer a casa onde você um dia vai morar". Foi generosidade ou
previsão?
FERNANDO HENRIQUE: Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei
uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele
dia: "Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o
chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição". Era uma época
muito difícil para o Brasil. Eu disse lá, não sei se você se lembra: "Algum
dia nós podemos ter de estar juntos". Eu pensava numa crise. E disse ao
Lula: "Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa
noção de que num país, você não pode alienar uma força". Lula conversou
comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse... Na hora de ir embora, o
Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim,
chorando. E disse: "Você deixa aqui um amigo". Foi sincero, não é?
CRISTOVAM: Você é adversário dele?
FERNANDO HENRIQUE: Eleitoralmente, sim. Mas tem que estar perto. Tem que
saber o que o outro pensa.
----- Original Message -----
From: "Walter Del Picchia" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Thursday, April 06, 2006 6:24 PM
Subject: [VotoEletronico] Re: Re: Voto-E na Câmara
Prezado Santana
Não só valeu a pena, como eu quero mais. São coisas que se ouve, às
vezes,
alguns pedaços desconcatenados, mas seu relato histórico/desmistificador é
mais
completo; há alguma coisa publicada, algum livro etc.? De onde você tirou
tanta
informação escondida? A frase final de sua mensagem faz lembrar aquela
piada em
que o médico tinha uma notícia ruim e outra pior. No caso de seu relato, o
que
pode ser pior ainda?
Abraço
Walter
===========================================
Santana escreveu:
Por um momento eu pensei qe não valeria a pena comentar essa mensagem e
cheguei a pensar que o remetente era o deputado do PT-BA que está na fila
de
cassação, mas depois ví que não, que o tal deputado chama-se Josias
Gomes.
Pois a mensagem é injusta e grosseira com os membros desse forum que para
o
meu gosto são até demasiados técnicos e dedicados ao tema específico da
urna.
Mas depois eu achei que era uma grande oportunidade para esclarecer certa
mistificação que é esse falso antagonismo entre PSDB e PT.
Ambos os partidos foram fundados sob a batuta do grande capital
financeiro
internacional.
No governo Collor, o PT e o PCdoB por ordem dele, votaram a favor de uns
12
projetos neoliberais de Collor, inclusive o do fim da reserva de mercado
de
informática e o de equiparação de empresa estrangeira a nacional e outros
do
mesmo gênero. Esses projetos foram o início do programa de privatizações
que
se intensificaram nos governos FHC.
A CUT proibiu todos os sindicatos sob seu controle de entrarem na Justiça
pedindo o reajuste do FGTS com a inflação que gerou o plano Collor para
não
prejudicar o plano econômico de Collor. É claro que para os sindicalistas
usaram desculpas esfarrapadas como que a justiça era da burguesia que os
operários perderiam se entrassem e que eles iam ganhar o reajuste com as
greves. Quando estava quase expirando o praso ( 5 anos; depois foi
prorrogado) para entrar com recurso, o número de trabalhadores que
entravam
individualmente cresceu a tal ponto que ameaçava desmoralizar a CUT e
seus
sindicatos pelegos, e só aí a CUT autorizou seus comandados a entrarem.
Mas
foram quase 4 anos que beneficiaram os banqueiros que abocanharam todo
esse
tempo o dinheiro do FGTS, durante os governos de Collor, Itamar e FHC.
Até
hoje ainda tem gente com causa na justiça porque muitos só entraram
recentemente.
A compra da Vale por Steinbruch só foi possível, porque seu amigo de
infância Aloisio Mercadante reuniu os Diretores dos fundos de Pensão, a
maioria do PT, para se alinharem com o consórcio Steinbruch. Mercadante
justificou sua atitude publicamente, dizendo que fez isso por
nacionalismo,
pois não queria que o consórcio de Ermírio de Morais que tinhas uma
participação minoritária de uma empresa estrangeira ganhasse. Hoje a Vale
está nas mãos de georges Soros o rei do narcotráfico graças a Mercadante.
Aliás todas as privatizações só foram feitas graças às partcpações dos
fundos de pensão sob orientação do PT e dos sindicatos subordinados a
ele.
Mas essa nã foi a única maneira dos sindicatos do PT colaborarem com as
privatizações. Eles orientaram os trabalhadores a participarem das
privatizações e organizaram fundos ´para compras de ações, em conluio com
a
direção das estatais. As estatais vendiam (doavam) ações a seus operários
a
preço vil e eles as revendiam no leilão. Muitos ganharam m dinheirinho.
Em 1995, o SINERGIA, sindicato das empresas CHESF e COELBA, sindicato do
discurso radical do PT, fundador daCUT, presidido pelo não menos radical
inflamado Paulo Rangel, direção majoritária do PT e minoritária do PCdoB,
entregaram nas mãos de FHC durante a inauguração da hidrlética Xingó,
uma
cartilha das reivindicações dos trabalhadores inclusive contra a
privatização da CHESF, mas nza página 8 da referida cartilha estava
justamente o contrário, escrito em linguagem técnica para o operário não
entender, estava o apoio do SINERGIA ao programa geral de privatizações
do
setor elétrico, programa esse que não se cumpriu totalmente não porque os
sindicatos impedissem ou o PT, mas porque as multinacionais não quiseram
assumir o risco de altos investimentos em geração e proferiram comprar,
deturpando o plano de FHC (felizmente), as distribuidoras.
Em 1994, o Então vereador do PT Walter Pinheiro, hoje deputado federal,
fez
uma sessão na Câmara de Vereadores de Salvador com os Sindicatos de
estatais
estratégicas em defesas delas, Como PTROBRÁS, TELEBAHIA, CHESF etc. No
final
da apresentação um emissário da CUT trouxe um documento via TELEX e disse
que aquele documento era o que deveria ser assinado pelas entidades
representadas. O CEB e a OAB não assinaram ´por se tratar de um documento
contra as estatais e dava razão aos defensores das privatizações. Walter
Pinheiro prometeu elaborar outro documento que pelo menos representasse
os
discursos das entidades presentes no ato, mas no final sucumbiu às ordens
cima e enviou aquele mesmo. Enviou para quem ? Não foi publicado em lugar
algum. Com certeza deve ter ido para as mãos dos coordenadores da
campanha
de Lula para provar que os sindicatos sobre o controle do PT facilitariam
as
privatizações .
Tenho muito mais coisa para contar, mas vou ficar por aqui, afirmando que
as
privatizações tiveram o apoio traiçoeiro de todas as centrais sindicais
excepto a minúscula CGTB do MR-8. As manifestações que víamos em defesa
de
estatais eram da CGTB e de algumas correntes minoritárias da CUT. A
imprensa
fazia questão de mistificar para não queimar o PT e a CUT junto a seus
eleitores.
Continuarei se alguém pedir mais explicações. Tem muita coisa pior.
F. Santana
======================================================
----- Original Message -----
From: "osiaslopes" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Thursday, April 06, 2006 12:46 PM
Subject: [VotoEletronico] Re: Voto-E na Câmara
LAMENTAVELMENTE ESTE CANAL QUE INICIALMENTE SE PROPUNHA A SER UM MEIO A
MAIS
PARA DEBATES DEMOCRÁTICOS PODE TORNAR-SE NUM ODIOSO CANAL DE
INTOLERÂNCIA
E
DE RADICALISMOS SE SE PERMITIR A CONTINUAÇÃO DE SISTEMÁTICA CAMPANHA
ANTI-LULA OU ANTI-QUEM-QUER-QUE-SEJA.
ESSA INDIGNAÇÃO POSTA NÓS NÃO VIMOS APARECER QUANDO DOS ESCÂNDALOS DA
"PASTA
ROSA"; VIOLAÇÃO DO PAINEL ELETRÔNICO DO SENADO; PRIVATIZAÇÃO DAS TELES;
AS
DESPESAS COM O "STAND" DA EXPOSIÇÃO NA EUROPA REALIZADAS PELO FILHO DE
FHC
(SE NÃO ME ENGANO NA ALEMANHA); E TANTOS OUTROS QUE TIVERAM A
INVESTIGAÇÃO
ATRAVÉS DE CPIs IMPEDIDA PELA TROPA DE CHOQUE DO ENTÃO PRESIDENTE FHC NO
VGRESSO NACIONAL. E AGORA SABE-SE QUE ESSA MESMA TURMA DE FHC E
COMPANHIA
TEM UM CANDIDATO A PRESIDENTE QUE, GOVERNADOR DE SÃO PAULO, AFORA
FAVORECIMENTOS A AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE, IMPEDIU ATRAVÉS DE SUA BANCADA
NA
ASSEMBLÉIA A ABERTURA DE MAIS DE SETENTA (70)!!! CPIs QUE DEVERIAM
INVESTIGAR O SEU GOVERNO; CANDIDATO ESSE QUE TEM A MULHER - LÚ - ACUSADA
DE
GANHAR(!!!) MAIS DE QUATROCENTOS (400)!!! VESTIDOS DE ALTA GRIFE.
Ora, Ilustre Catherine Henry, vamos devagar que ninguém pode ser tratado
tão
deselegantemente em sua inteligência.
Osias Lopes
Em (11:29:06), [email protected] escreveu:
Caros amigos do Voto seguro, guardiões da democracia.
Cara Lúcia Hippolito, por quem tenho grande respeito e admiração.
Estamos todos em grande perigo de vermos o Brasil se transformar em
lugar
inóspito de se viver a partir das próximas eleições.
É necessário e urgente que o maior número possível de pessoas de bem e
respeitadas façam chegar a toda a população o risco que são as urnas
eletrônicas brasileiras.
Apesar de temerário, estou fazendo minha parte pelo Orkut e estamos
construindo uma comunidade desde anteontem sobre esse assunto e sobre o
impeachment de Lula.
Sei que muitos não estão de acordo com o impeachment (por diversas
razões
que
respeito). Dizem que devemos nos curvar à vontade do povo que votará em
outubro. Os que assim pensam, acreditam que Lula será derrotado pelos
votos.
Sou pessimista quanto a isso. Não porque não acredite no povo
brasileiro,
mas
porque tenho a intuição forte que fraudarão as urnas.
Se a OAB dia 8 de maio resolver pelo impeachment, apoiaremos de todas as
formas, mas se não, dependeremos do "barulho" da imprensa para termos
algum
tipo de segurança de que haverá toda a fiscalização possível das urnas
eletrônicas.
Lúcia, vc é uma mulher de muita coragem. Eu tb sou. Espero que façamos a
diferença e que nosso país não caia na armadilha que nos foi empurrada
goela
abaixo.
Um abraço a todos e
Viva o Brasil democrático!
Catherine Henry
Diretora executiva
www.agenciaeletronica.net
---------- Original Message -----------
From: Amilcar Brunazo Filho
To: Lucia Hippolito - CBN
Cc: Jurandyr Passos
Sent: Wed, 05 Apr 2006 23:03:02 -0300
Subject: [VotoEletronico] Voto-E na Câmara
Cara Lúcia Hipólito,
Assisti a votação sobre a cassação do Dep. João Paulo pela Globo
News e, como tem ocorrido em todos estas votações secretas na Câmara,
surgiu o assunto sobre se utilizar urnas eletrônicas no lugar da
votação manual.
Ouvi seu comentário de que não haveria porque não usá-las para
agilizar o processo.
Gostaria de lhe apresentar os seguintes esclarecimentos:
1) A demora na VOTAÇÃO no plenário da Câmara ocorre devido a
existência de apenas duas (desta vez foram 3) cabines para votar e
de 2 urnas para recorrer os votos. Não tem nada a ver com o uso da
eletrônica. Se forem usadas apenas duas urnas eletrônicas para
captar os votos a demora na votação seria praticamente a mesma. Se
fosse usadas 10 locais de votação (cabine indevassável) e 10 urnas
comuns, o tempo seria menor e as filas pequenas.
2) O uso do painel de votação, que tem mais de 500 pontos de votação,
poderia acelerar o processo de votação e era esta a sugestão de
varios deputados e não o uso de urnas-e.
3) Com o uso de urnas-e ou do painel de votação o tempo de APURAÇÃO
seria bastante diminuido, mas também seria BASTANTE DIMINUIDO a
segurança e a confiabilidade do resultado e do sigilo do voto.
(no caso de votação pelo painel, o sigilo do voto seria facilmente
quebrado por cinegrafistas já que o local de votação não seria
"indevassável".)
O enpréstimo de urnas-e pelo TSE é regulamentado pelo Resolução
19.877 do TSE (enviada em anexo) onde fica bem claro que os
programas colocados nas urnas são secretos e não poderão ser
conhecidos por ninguém de fora.
Pense bem, Lúcia, se você fosse ter seu mandato votado em urnas-e,
você aceitaria de bom grado que os programas de computador
utilizados fossem secretos e que não houvesse nenhuma maneira de
conferir apuração?
O caso do Painel do Senado e o recente caso da quebra do sigilo do
caseiro Francenildo são exemplos cabais de que é pequena a linha de
comando entre a autoridade que ordena a violação de um sistema
informatizado complexo e os funcionários que a irão executar a
fraude. Nos dois casos, não mais que umas três ou quatro pessoas
participam da cadeia de comando e efetivaram o ataque em menos de 24
horas depois da ordem inicial.
O mesmo risco há com as urnas-e. Uma ordem de uma autoridade venal e
dois ou três pessoas "de dentro" e pode-se fraudar a apuração nas
urnas-e... e, se a fraude for bem feita, não deixa pistas...
É absolutamente equivocada a informação de que as urnas-e
brasileiras "são modelo e são exportadas". Com exceção do Paraguai.
Nos países desenvolvidos econômica e culturalmente as urnas-e do
tipo da brasileira (que não materializam o voto) estão sendo
PROIBIDAS e o voto impresso conferido pelo eleitor tem se tornado
obrigatório.
O mais recente a adotar o voto impresso obrigatório nas urnas
eletrônicas foi a provincia de Quebec, no Canadá.
(vide:
http://www.cyberpresse.ca/article/20060320/CPSOLEIL/60321005/5177/CPSOLEIL
)
Mas eleições de 2006 nos EUA, o voto impresso conferido pelo eleitor
será obrigatório em mais da metade dos Estados.
Envio em anexo o texto (em português) de uma palestra que será
apresentada esta semana num congresso na França. Veja o que eles
falam de máquinas de votar que não materializam o voto. Simplesmente
não há como controlá-las...
Veja também o editorial do New York Times, de 19/02/2006, sobre as
necessidade do voto impresso nas urnas-e em:
http://www.verifiedvotingfoundation.org/article.php?idc38
É por isto, pela confiabilidade da apuração, que as votações
secretas na Câmara tem que continuar sendo "a mão". A única
alternativa seria utilizar urnas-e que imprimem o voto, como as
urnas americanas utilizadas na Venezuela, e, depois da publicação do
resultado eletrônico rapidamente, seria feita a recontagem de todos
os votos impressos para conferir e dar validade final ao resultado.
[ ]s
Amilcar Brunazo Filho
www.votoseguro.org
EU SEI EM QUEM VOTEI.
ELES TAMBÉM.
MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO.
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