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F. Santana
 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, May 17, 2006 4:58 PM
Subject: [VotoEletronico] RES: [VotoEletronico] Inteligência militar revela que membros do grupo basco ETA treinaram e coordenaram ações de guerrilha urbana em SP

Prezado Colega Alejandro Carriles,

 

Que inteligência militar ? 

 

A da CIA plantada em São Paulo para justificar a sua permanência depois que veio a tona terem sidos os 3 (três) bilhões de dólares enviados pelo Bank of America para o oriente médio no lugar da Tríplice Fronteira como alegavam ?!!

 

É por isto que digo que a pior arma contra as nações hoje em dia é a BOBALIZAÇÃO dos povos para carrear a GLOBALIZAÇÃO das Economias.

 

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

 

Atenciosamente,

 

Leamartine Pinheiro de Souza

21 2558-9814 – [EMAIL PROTECTED]

Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310

Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

22231-140

 

 

De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Alejandro Carriles
Enviada em: terça-feira, 16 de maio de 2006 19:06
Para: Undisclosed-Recipient:@encoder1.iron.com.br;
Assunto: [VotoEletronico] Inteligência militar revela que membros do grupo basco ETA treinaram e coordenaram ações de guerrilha urbana em SP

 

 

Inteligência militar revela que membros do grupo basco ETA treinaram e coordenaram ações de guerrilha urbana em SP
Edição
de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

 

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Por Jorge Serrão

 

Exclusivo – Membros do grupo separatista basco ETA - cujos integrantes falam em “adeus às armas”, “cessar-fogo” e “paz” na Espanha - foram os treinadores e coordenadores das ações de guerrilha urbana, com evidentes motivações políticas, que amedrontaram e paralisaram ontem a Grande São Paulo e o ABC. A informação, confidencial, é dos serviços de inteligência das forças armadas, que monitoram a ação de grupos estrangeiros infiltrados nas chamadas organizações criminosas no Brasil. Os terroristas bascos também atuaram, nos bastidores, da invasão da Aracruz Celulose pela Via Campesina, o movimento de ação urbana do MST (Movimento dos Sem Terra).

 

A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) produziu um relatório reservado, dois anos atrás, advertindo à Presidência da República, ao Senado e a alguns governadores que não só os bascos do ETA, mas também terroristas do Oriente Médio, estariam dando treinamento em ações de terrorismo e guerrilha urbana a criminosos no eixo Rio-São Paulo. O gesto do crime organizado, parando a região metropolitana de São Paulo e afrontando as indefesas autoridades de segurança, ontem, foi apenas o primeiro ensaio, bem sucedido, dos marginais que agem em nome de uma suposta “ideologia revolucionária” que prega “Justiça e Paz”.

 

Especialistas em estratégia militar ouvidos pelo Alerta Total asseguram que o tão propalado Primeiro Comando da Capital (ou Partido do Crime – como é denominado o marketeiro PCC) jamais teria condições técnicas, estratégia logística e treinamento para realizar ações típicas de guerrilha urbana, como as de ontem. Segundo os mesmos especialistas, é muita ingenuidade intelectual supor que o famoso bandido Marcola, usando apenas um telefone celular, de dentro de um presídio supostamente de “segurança máxima”, teria condições reais de comandar uma onda de pelo menos 180 ataques relâmpago, 13 dos quais contra bancos, atingidos por bombas de fabricação caseira, desde a madrugada de sexta-feira passada.

 

Os terroristas contaram com a ajuda de um agente de influência poderoso e que amplificou o pânico e os boatos: a grande mídia, cujos editores agiram de forma inconsciente e inconseqüente, permitindo que a sensação de insegurança constatada pela TV levasse a população a promover um toque de recolher informal, a partir do meio da tarde. A ação espetaculosa da mídia permitiu que a onda de boatos se amplificasse. A imprensa pecou por divulgar “informes” espalhados por terroristas no Orkut. Foi uma réplica do terrorismo via Internet, tão em moda na Europa e Oriente Médio.

 

Escolas e universidades passaram a suspender as aulas vespertinas e noturnas. O comércio começou a fechar as portas à tarde, e foi seguido por empresas privadas e repartições públicas, que liberaram funcionários, que teriam dificuldade de deslocamento para casa. O resultado inicial foi um mega-engarrafamento recorda. Mas já à noite, as ruas e grandes avenidas da capital e dos municípios do ABCD estavam desertas de carros e pessoas. Havia apenas alguns policiais em ronda, ou alguns veículos em alta velocidade, com motoristas desobedecendo semáforos vermelhos, para chegar logo em casa.

 

A ação política da organização criminosa também teve a seu favor o precário sistema de transportes da Grande São Paulo. Empresas de ônibus deixaram 5 milhões e 500 mil pessoas sem transporte coletivo, recolhendo-os às garagens, depois que 85 de ônibus foram incendiados desde domingo – 56 queimados só na capital. Os principais terminais de ônibus em São Paulo não funcionaram. Uma estação de metrô foi metralhada. Os bandidos apostaram no terror psicológico e foram muito bem sucedidos.

 

A Prefeitura resolveu suspender o rodízio de veículos. O resultado foi caótico. O sempre tumultuado trânsito na capital paulista registrou recorde histórico de engarrafamento, na hora do rush, durante quase três horas, até o momento em que as ruas de São Paulo viraram um deserto de carros. Apenas metade da frota de ônibus circulará nesta terça, escoltada pela Polícia Militar. A tendência é de retorno à normalidade, porque o crime organizado já atingiu seus objetivos. O teste foi vencido. A cidadania foi a grande derrotada. E a democracia, que é a segurança do Direito, foi violentada, mais uma vez.

 

A repercussão da ação criminosa de guerrilha urbana foi internacional. Sites de alguns dos principais jornais do mundo destacaram os acontecimentos em São Paulo. Nos EUA, a página do New York Times mostrava uma foto em que policiais militares inspecionando caminhões em busca de integrantes do PCC e informava que a cidade vivia o quarto dia de violência. Na Grã-Bretanha, o site do Financial Times chamava a atenção para o fato de o presidente Lula ter convocado uma reunião de ministros no quarto dia de ataques do crime organizado a São Paulo, “para cobrar uma ação contra o crime organizado e a falta de segurança pública". Na França, o Le Monde, na Espanha, o El Pais, e na Argentina, o Clarín, informavam o número de ataques, de mortos e de feridos, justificando os atentados como uma retaliação à transferência de líderes de quadrilhas – o que não era verdadeiro: a motivação era puramente política.

 

Um balanço parcial do governo do Estado revelou que foram efetuadas 91 prisões de suspeitos. Até a tarde ontem, o número de mortos chegava a 94 – sendo 39 “bandidos” em confronto com a Polícia. E 43 policiais assassinados. Foram feridas 49 pessoas. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que todos os motins em presídios do Estado de São Paulo foram controlados. O Centro Provisório de Detenção de Hortolância, no interior, e o presídio de São Vicente, onde as rebeliões prosseguiram até o início da noite, foram retomados pelas forças de segurança. Detentos de 72 prisões paulistas estavam amotinados desde sexta-feira.

 

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, se reuniu com o governador Claudio Lembo. Antes disso, reiterou a disposição do governo federal de enviar a Força Nacional de Segurança e tropas do Exército para o Estado, mas descartou a possibilidade de anunciar medidas especiais para combater a criminalidade no País. Encerradas as “revoltas” bem orquestradas em penitenciárias e centros de detenção, o governador Cláudio Lembo fez um apelo para que as pessoas voltassem à rotina hoje. Lembo dispensou a ajuda do Exército. Mas o governo do Estado sai desgastado politicamente do episódio, que pode influenciar na sucessão presidencial, sobretudo em Geraldo Alckmin, o candidato tucano.

 

O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, recusou também a oferta do presidente Lula de enviar 4 mil homens da Força Nacional de Segurança ao Estado. O comandante alegou que tal força é “inexistente, virtual”. O presidente Lula, em um primeiro momento atribuiu o caos à questão social e à falta de educação que há décadas reina no Brasil. Mais tarde, Lula alegou que não adianta esperar uma "mágica" capaz de pôr fim ao crime organizado. Lula constatou: "Num momento como esse não adianta pensar que alguém tenha a mágica de resolver o problema do crime organizado. Não é coisa simples de combater. O crime tem seus braços espalhados pelo mundo inteiro. Precisamos usar a inteligência".

 

O que falta é inteligência e honestidade de propósitos. A crise vivida ontem por São Paulo exigiria uma ação conjunta, voluntária, entre o Estado e as autoridades federais. Mas existem dois problemas: a proximidade eleitoral, e a própria infiltração dos ideólogos do terrorismo que comprometeriam a saúde institucional da máquina de segurança federal. Mecanismos legais para intervir no caso existem, mas nunca foram usados e dificilmente serão adotados.

 

A intervenção federal está prevista no artigo 34 da Constituição e prevê a nomeação de um interventor para o Estado, em substituição ao governador, por prazo determinado, por meio de um decreto do presidente da República aprovado pelo Congresso. Ao fim do prazo, o governador volta ao seu cargo. O Estado de Sítio consta do artigo 137 e também depende de aprovação prévia do Congresso. Já o Estado de Defesa, previsto no artigo 136, pode ser decretado e aplicado de imediato. Nos dois últimos casos, há a possibilidade de restrição de direitos fundamentais como o sigilo das comunicações e o direito de reunião. O toque de recolher pode ser utilizado durante o Estado de Sítio, mas o próprio governo estadual, pelo poder de polícia, poderia decretá-lo.

 

O triste balanço da onda de terror que assolou São Paulo foi que a organização criminosa (que não é o PCC, sozinho, é bom que se repita) venceu o primeiro round da guerrilha urbana, em seu aspecto psicológico. Agora, as autoridades devem ampliar as investigações sobre a participação de terroristas estrangeiros dando consultoria aos marginais brasileiros, em nome de “ideais revolucionários”. A batalha de São Paulo foi apenas um balão de ensaio para outras ações politicamente criminosas que estão por vir. O Rio de Janeiro que se cuide. As autoridades de lá já estão de prontidão, mas nada podem, de fato, contra a organização criminosa bem treinada e com objetivos políticos bem definidos.

 

A parcela mais esclarecida da população de São Paulo, que não deixou intimidar pelas ações de terror promovidas pelos aprendizes de terroristas e seus mestres da ETA, terá a chance de participar, no próximo domingo, dia 21 de maio, às 15 horas, de uma grande manifestação popular contra a organização criminosa que domina as instituições no Brasil. A Avenida Paulista será interditada em frente à Praça Oswaldo Cruz para a realização do Dia da Dignidade Nacional. Será uma chance, imperdível, do cidadão comum demonstrar que é a favor da honestidade e contra o crime organizado – que é a perversa associação entre marginais e os poderes políticos para a prática de atividades delituosas utilizando-se do poder de estado para cometer crimes de todo tipo.

 

Vale repetir o título do artigo de ontem, inspirado em uma famosa frase de um personagem de Machado de Assis: "Ou matamos a organização criminosa, ou ela nos enterra...". Vida que segue...

 

 


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