Estimada Colega Beth
Osuch,
Só conheço um argumento
para justificar tanta cegueira, e este argumento chama-se DINHEIRO.
Deve estar rolando uma
grana gorda para justificar esta cegueira ampla, geral, irrestrita, irretratável,
irrevogável e definitiva, MUITO DIMDIM, semeado a rodo nos paraísos fiscais !!!
POR UMA URNA ELETRÔNICA
REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
Atenciosamente,
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140
De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Beth Osuch
Enviada em: domingo, 3 de setembro
de 2006 13:15
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [CIVILIS] [Fwd: [Voto
Seguro] TSE cria senha para urnas eletrônicas deste ano]
Pois
o nosso ministro começa a deletar os emails que recebe sobre as urnas-e.
Your
message
To: Ministro Marco Aurelio Mendes de
Farias Mello
Subject: As urnas Diebold - dinamitadas e adoradas
Sent: Wed, 30 Aug 2006 12:53:44 -0300
was deleted without being read on Sun, 3 Sep 2006 08:29:41 -0300
Em 03/09/06, Walter
Del Picchia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Ao pessoal das listas (com cópias)
Embora poucos, já há gente acordando... O texto
abaixo, da Agência Brasil, é de
grande importância.
Temos que aperfeiçoar esse sistema eleitoral, já que para a
próxima eleição está
difícil, ao menos para a seguinte. É não deixar a peteca cair após as eleições,
como geralmente ocorre. Os altos escalões do TSE estão bem ao par das
fragilidades e aparentam ter mais boa vontade que os antecessores. O presidente
do TSE recebeu, recentemente e em mãos, o livro do Amilcar, o artigo do
desembargador Ilton, o Alerta dos professores e o Resumo em três páginas com as
principais fraquezas, sugestões e projetos de lei em andamento. Bem que poderia
ter tomado algumas providências que não dependem de leis, mas seria irrealista
esperar que, tendo pego o bonde andando, saisse por aí concordando que o
sistema
é inconfiável. Ao contrário, tem que mostrar firmeza, mesmo nas falácias.
Quanto ao texto abaixo, às três falàcias do Marco
Aurélio, observo que sua
afirmação 'existem homens de bem' é de uma obviedade incrível, e nunca foi
contestada por qualquer dos críticos da falta de segurança do sistema. Diria
que, como resposta às nossas críticas, é indigna da inteligência de quem chegou
a tão alto posto. Alguém deveria lembrar-lhe que 'existe' implica em 'nem todos
são'. E, justamente, os poucos que 'não são' é que poderão, eventualmente,
aproveitar-se das falhas do sistema. E, 'apenas' comprometer nossa
democracia...
Abraço
Walter
Del Picchia - S.Paulo/SP
-------------------------------- Mensagem Original
---------------------------------
Assunto: [Voto Seguro] TSE cria senha para urnas eletrônicas deste ano
De: "Paulo Gustavo Sampaio Andrade"
< [EMAIL PROTECTED]>
Data: Sex, Setembro 1, 2006 11:22 pm
Para: [EMAIL PROTECTED]
------------------------------------------------------------------------------------
Alguns comentários (em azul) a uma noticia que saiu hoje.
TSE cria senha para urnas eletrônicas deste ano
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), ministro Marco Aurélio,
criou ontem (31) uma senha que será inserida no programa
utilizado pelas
urnas eletrônicas. Este código serve, segundo o TSE, como
segurança de que
o programa não será modificado. Qualquer alteração seria
percebida na
assinatura digital.
A assinatura digital serve, neste caso, como um "lacre"
digital para os
programas da urna. Trata-se de um código que é gerado de acordo
com o
conteúdo do programa que foi "lacrado". Em tese, todas
as cópias (feitas em
memórias flash, semelhantes a pendrives) daquele programa têm que
ser
idênticas ao original que o Marco Aurélio assinou digitalmente.
Para conferir se os programas que serão instalados numa urna são
idênticos
ao original que foi "lacrado", deve-se conferir se a
assinatura eletrônica
de cada uma das cópias é idêntica à do original. Os problemas
são:
1 - Esse mecanismo só serve de alguma coisa se houver rígido
controle dos
fiscais no momento da instalação do programa em cada uma das
cerca de 500
mil urnas eletrônicas do Brasil inteiro. Na prática, os fiscais
têm apenas
função decorativa e nem sabem o que estão fazendo lá.
2 - A conferência da assinatura digital deve ser feita num computador
DIFERENTE daquele que está sendo fiscalizado. Não é o que
acontece no caso
da urna eletrônica, em que o programa que confere a legitimidade
do "lacre"
roda na própria urna! É o mesmo que perguntar pro Maluf se ele é
honesto.
3 - Já aconteceu (mais de uma vez) de o TSE gerar a assinatura
eletrônica
numa cerimônia pública e, depois disso alterar os programas,
gerando uma
nova assinatura eletrônica sem que ninguém visse isso sendo
feito. Os
partidos políticos só ficaram sabendo que houve a "mudança do
lacre" quando
perceberam a diferença e foram procurar o TSE, que se saiu com
essa versão,
e tudo ficou por isso mesmo! Neste ano, isso deve acontecer de
novo, como
veremos no último item adiante.
Alguns especialistas em computação acreditam que a assinatura
eletrônica
não é suficiente para garantir a segurança do sistema. Segundo
esses
técnicos, a principal forma de aperfeiçoar a urna eletrônica
seria a
impressão de um comprovante do voto. O papel seria depositado em
outra
urna, o que permitiria conferir a votação nos dois sistemas.
Deve-se frisar-se mais uma vez: o papel é depositado numa urna
sem contato
físico pelo eleitor. Assim, evita-se que o eleitor saia com o
comprovante
na mão, o que seria uma forma de comprovar o voto para quem
quisesse
comprá-lo.
O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, rebateu as críticas
e afirmou
que o sistema é totalmente seguro. "Se ventila que pode
haver deficiências
no sistema, mas não se indica com precisão que deficiências são
estas. Nós
devemos presumir o que normalmente ocorre, não o excepcional. Não
que todos
sejam salafrários, existem homens de bem", afirmou.
Três falácias:
1. As deficiências estão mais do que apontadas: estão
comprovadas. A
Justiça Eleitoral tem amplo conhecimento de tais falhas, mas o
orgulho (ou
alguma força desconhecida) é muito grande para admiti-las.
2. Em segurança da informação, não se deve presumir o ordinário:
deve-se
presumir principalmente o extraordinário. Havia fraudadores no
voto
tradicional. Será que, com o voto eletrônico, eles simplesmente
deixaram de
existir ou procuraram aperfeiçoar seus golpes?
3. Os servidores do TSE, os mesários e o pessoal terceirizado não
são
geneticamente modificados para serem honestos e incorruptíveis. E
mesmo que
fossem, não se pode presumir que sejam infalíveis a ponto de
impedir
qualquer ato de terceiros.
"O TSE sempre parte do princípio de que ele próprio é
confiável. Isso não
está em questão", afirma Jorge Stolfi, professor do
Instituto de Computação
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "O perigo é
que alguém se
infiltre no TSE ou na empresa fabricante da urna e altere o
programa. Essa
possibilidade é enorme, já que o sistema é tão complexo que é
virtualmente
impossível que qualquer alteração seja percebida."
Exato. O que a urna eletrônica deve fazer não é nada muito
difícil: apenas
exibir dados na tela e somar votos. Nada que um sistema bastante
simples,
criado especificamente para esta finalidade, não seja capaz de
fazer.
Contudo, optou-se por utilizar um sistema operacional complexo,
padrão de
mercado, que inclui funções que em nada se relacionam com a
votação. Para
se ter uma idéia, as urnas mais novas rodam Windows. Então,
trata-se de um
sistema muito complexo, com milhares de programas, o que torna a
missão de
encontrar algum arquivo suspeito (instalado por quem quer que
seja)
praticamente equivalente a encontrar uma agulha no palheiro.
Marco Aurélio considera o sistema "repleto de êxito".
Segundo ele, desde
1996, quando as urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez,
não houve
uma única impugnação com indícios concretos de irregularidades.
Impugnação houve várias. Ver
<http://www.votoseguro.org/> www.votoseguro.org, item
"Casos e processos",
onde são relacionados apenas alguns deles.
Agora, o próprio TSE é quem julga o que são "indícios
concretos de
irregularidades". Adivinha qual a decisão deles...
O programa de computador que fará a urna eletrônica funcionar
será
finalizado até o próximo dia 8, quando será enviado para todos os
Tribunais
Regionais Eleitorais do país. A partir do dia 11, as urnas já
começarão a
receber os dados dos candidatos, como o nome, o número e a foto.
No total
serão utilizadas 400 mil urnas eletrônicas em todos os municípios
do
Brasil. Outras 30 mil ficarão de reserva, caso algum equipamento
tenha de
ser substituído.
Olha só: tá acontecendo justamente o que falei acima. O Marco
Aurélio diz
que gerou a assinatura digital dos programas da urna. Isso
significa que os
programas estão "lacrados", porque a assinatura serve
justamente para
garantir que não serão modificados. E aqui aparece essa história
de que os
programas só ficarão prontos no dia 8. Ué, então que raio de
"lacre" é esse?
Agência Brasil
A matéria é da Agência Brasil.
Felizmente, a imprensa
tá começando a
questionar o assunto, mostrando o outro lado em vez de
simplesmente
reproduzir os releases do TSE. O que nos falta é munir os
jornalistas de
contra-argumentos para as respostas evasivas e falaciosas dos
membros da
Justiça Eleitoral.
[As partes desta mensagem que não
continham texto foram removidas]
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--
Eu sei em quem
votei.. Eles também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto.
Cuidado, seu voto não é secreto e pode ser roubado.
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